Um Breve Estudo Sobre o Estatuto Ontológico da Liberdade No Livro I da Ética de Spinoza
DOI:
https://doi.org/10.52521/conatus.v17i28.15033Palavras-chave:
Spinoza. Ética. Ontologia. Liberdade.Resumo
No debate no interior da Ética filosófica, a liberdade é um conceito central. Determinar acerca do estatuto da liberdade humana em suas categorias imanentes é uma tarefa árdua de vários filósofos na tradição ocidental nesse debate ético. Um locus classicus que existe nessa discussão é a de liberdade enquanto ‘‘livre-arbítrio’’, entendida como a completa indeterminação da vontade humana diante dos seus objetos de escolha. Entender a liberdade enquanto autodeterminação absoluta da capacidade volitiva humana encontra rivalizadores, dentre ele o notável filósofo holandês que em sua Ética defende uma noção de liberdade que é indissociável de sua própria explicação sobre o Real em sua totalidade. Explicar a relação íntima entre ontologia e ética ou da relação fundamental e fundante do primeiro com relação ao segundo que encontramos no Livro I dessa obra de Spinoza nos auxiliará a compreender como o conceito de liberdade em seu estatuto fundamentalmente ontológico, a partir das noções de ‘‘Substância’’ e ‘‘Modos’’, se diferencia da noção de libertas indifferentiae.
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