Deus enquanto fim ético
Uma análise sobre a felicidade na Filosofia de Spinoza
DOI:
https://doi.org/10.52521/conatus.v16i27.14921Palabras clave:
Spinoza. Deus. Ética. Felicidade.Resumen
A felicidade é um dos temas mais relevantes para a metafísica e para a ética filosófica remontando desde a antiguidade grega, com a noção de eudaimonia aristotélica. Na modernidade, o filósofo seiscentista holandês Benedictus de Spinoza (1632-1677) apresentou uma concepção sui generis sobre felicidade ou beatitude (beatitudo) a partir de uma ontologia segundo a qual Deus aparece como uma causa imanente e autoprodutora da realidade. No pensamento spinozano, Deus e Felicidade tornam-se fins éticos imanentes para o homem, uma vez que este deve reconhecer sua necessária união com Deus, a substância absolutamente infinita, e, nesse sentido, ele pode ser feliz ao conhecer a causa de todas as coisas. Neste artigo, analisaremos a questão da felicidade segundo a leitura e perspectiva de três obras do pensador holandês: Breve Tratado, Tratado da emenda do Intelecto e Ética.
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