JUSTIÇA E AGÊNCIA EM RAWLS E HONNETH

Autores

  • Jaison Matias Partchel

Palavras-chave:

Justiça, Agência, Liberalismo, Florescimento, Reconhecimento

Resumo

O objetivo deste texto é fazer uma comparação entre as visões de justiça de Axel Hooneth e John Rawls, precisamente considerando o que cada autor entende como o papel das liberdades individuais dentro de um arranjo social contemporâneo. Pretendo argumentar que as críticas de Honneth ao modelo liberal, representado primariamente por Rawls, são insuficientes para rejeitar completamente a visão de justiça como equidade. Concluo que as objeções de Honneth podem funcionar caso combinadas com as posições de Nussbaum sobre amizade cívica, com a de Rawls, sobre estabilidade institucional e com a do próprio Honneth a respeito do estatuto ético do espaço público.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

BERLIN, I. Dois Conceitos de Liberdade. Quatro Ensaios sobre a Liberdade. Trad. De Wamberto Hudson Ferreira. Brasília, Editora Universidade de Brasília, 1981.

BUCHANAN, A.; POWELL, R. The Evolution of Moral Progress: A Biocultural Theory. 1. ed. New York, NY: Oxford University Press, 2018.

COITINHO, D. Razoabilidade e ontologia social em John Rawls. Sofia, v. 6, n. 1, p. 48–61, 2017.

FRASER, N.; HONNETH, A. Redistribution Or Recognition? A Political-philosophical Exchange. New York, NY: Verso, 2003.

HEGEL, G. W. F. Fenomenologia do Espírito. 2. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2003.

HEGEL, G. W. F. Linhas fundamentais da filosofia do direito, ou, Direito natural e ciência do Estado em compêndio. 1. ed. São Leopoldo: Ed. Unisinos, 2010.

HONNETH, A. Sofrimento de indeterminação: uma reatualização da Filosofia do Direito de Hegel. São Paulo: Esfera Pública, 2007.

HONNETH, A. Luta por reconhecimento: a gramática moral dos conflitos sociais. 2. ed. São Paulo: Editora 34, 2009. v. 50.

HONNETH, A. Reificação: um estudo de teoria do reconhecimento. São Paulo: Editora Unesp, 2018.

NUSSBAUM, M. C. Women and Human Development: The Capabilites Approach. 1. ed. New York, NY: Cambridge University Press, 2000.

NUSSBAUM, M. C. Political Objectivity. New Literary History, v. 32, n. 4, p. 883–906, 2001.

NUSSBAUM, M. C. Perfectionist Liberalism and Political Liberalism. Philosophy & Public Affairs, v. 39, n. 1, p. 3–45, 2011.

NUSSBAUM, M. C. Fronteiras da Justiça: deficiência, nacionalidade, pertencimento à espécie. 1. ed. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2013a.

NUSSBAUM, M. C. Political Emotions: Why Love Matters for Justice. 1. ed. Cambridge, MA: The Belknap Press of Harvard University Press, 2013b.

RAWLS, J. Justice as Fairness: Political not Metaphysical. Philosophy & Public Affairs, v. 14, n. 3, p. 223–251, 1985.

RAWLS, J. O liberalismo político. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2011.

SEN, A. A ideia de justiça. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.

SUNSTEIN, C. R. Incompletely theorized agreements in constitutional law. Social Research, v. 74, n. 1, p. 1–24, 2007.

Downloads

Publicado

2021-07-26

Como Citar

PARTCHEL, J. M. . JUSTIÇA E AGÊNCIA EM RAWLS E HONNETH. Polymatheia - Revista de Filosofia, [S. l.], v. 14, n. 24, 2021. Disponível em: https://revistas.uece.br/index.php/revistapolymatheia/article/view/6576. Acesso em: 20 out. 2021.

Edição

Seção

Artigos