Um sentimento da infância em Spinoza

Autores

  • Daniel Nogueira Graduado em Filosofia pela PUC-RJ.

Palavras-chave:

Criança. Infância. Ingenium. Descoberta de si. Contentamento.

Resumo

Este artigo pretende reavaliar a ideia básica de que a infância seria, para Spinoza, inevitavelmente uma fase de tristeza e miséria. O próprio filósofo parece julgar assim, mas em coerência com o todo do sistema de Spinoza, devemos afirmar que a criança inevitavelmente experimenta uma alegria ao descobrir sua própria potência. Além disso, buscamos delinear um sentimento ou regime de afetividade próprio da infância, em oposição àquele do adulto. Para tanto, interpretamos um comentário de Spinoza sobre o quase “equilíbrio” do corpo infantil como uma diferença constitutiva – isto é, de ingenium – em relação ao adulto, que torna a criança mais suscetível a experimentar afetos relativos ao corpo como um todo (contentamento e melancolia) em vez de afetos localizados (excitação e dor).

Biografia do Autor

Daniel Nogueira, Graduado em Filosofia pela PUC-RJ.

Participa desde 2006 do círculo de leitura "Spinoza & a filosofia", coordenado por Maurício Rocha (FEBF/UERJ). Graduou-se em filosofia (bacharelado) na PUC-Rio no final de 2008, com uma monografia sobre Spinoza intitulada "A criança como personagem filosófico". Atualmente, prepara projeto de mestrado para o IFCS/UFRJ sobre o tema da individuação em Spinoza.

Arquivos adicionais

Publicado

2009-02-03

Como Citar

Nogueira, D. (2009). Um sentimento da infância em Spinoza. Revista Conatus - Filosofia De Spinoza (ISSN 1981-7509), 3(6), 27–32. Recuperado de https://revistas.uece.br/index.php/conatus/article/view/4741