Religião e política: o núcleo comum

Autores

  • Leon Farhi Neto Doutorando em Filosofia Política - Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC

Palavras-chave:

Spinoza. Felicitas. Imperium. Lei. Teologia. Vera religio.

Resumo

As diversas religiões e a política operam de modo semelhante. Na gênese de seus mecanismos de poder, capturam as potências individuais de seus membros, requerem obediência, prometem a salvação e, por isso mesmo, entram frequentemente em conflito, umas com as outras. Neste artigo, discute-se como Spinoza, no Tractatus theologico-politicus, para evitar a dissolução da sociedade, propõe uma conjunção teológico-política. Uma religião minimalista, mas universal, baseada unicamente sobre sete dogmas de fé, deve ocupar o centro da política, para garantir a obediência e as razões da obtemperação dos sujeitos. Os sete dogmas de fé, considerados por Spinoza como pertinentes ao âmbito da opinião, não seriam propriamente nem falsos nem verdadeiros, mas algo como uma projeção da verdade sobre o domínio da imaginação.

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Publicado

2021-02-01

Como Citar

Farhi Neto, L. (2021). Religião e política: o núcleo comum. Revista Conatus - Filosofia De Spinoza (ISSN 1981-7509), 3(5), 55–66. Recuperado de https://revistas.uece.br/index.php/conatus/article/view/4718