v. 30 n. 2 (2020): Revista Ciência Animal
Relato de Caso

ABORDAGEM CLÍNICA E LABORATORIAL DE UM CÃO COM HIPOPLASIA ERITRÓIDE E HIPERPLASIA GRANULÓCITICA ASSOCIADO À LEISHMANIOSE VISCERAL

Samuel Monteiro JORGE
Laboratório de Patologia Clínica Veterinária da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)
Thayz Paolla Ferreira ROMANO
Clínica Médica de Pequenos Animais (UFCG)
Márcio Eduardo de Melo BENVENUTTI
Laboratório de Patologia Clínica Veterinária da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)
Gilzane Dantas NÓBREGA
Laboratório de Patologia Clínica Veterinária da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)
Gabriela Noronha TOLEDO
Clínica Médica de Pequenos Animais (UFCG)
Antônio Fernando de Melo VAZ
Laboratório de Patologia Clínica Veterinária da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)

Publicado 2022-11-19

Palavras-chave

  • Hematopatologia,
  • Doenças infecciosas,
  • Clínica médica veterinária

Como Citar

JORGE, S. M. .; ROMANO, T. P. F. .; BENVENUTTI, M. E. . de M. .; NÓBREGA, G. D. .; TOLEDO, G. . N. .; VAZ, A. F. de M. . ABORDAGEM CLÍNICA E LABORATORIAL DE UM CÃO COM HIPOPLASIA ERITRÓIDE E HIPERPLASIA GRANULÓCITICA ASSOCIADO À LEISHMANIOSE VISCERAL. Ciência Animal, [S. l.], v. 30, n. 2, p. 130–137, 2022. Disponível em: https://revistas.uece.br/index.php/cienciaanimal/article/view/9611. Acesso em: 9 jan. 2026.

Resumo

A leishmaniose visceral (LV) é uma enfermidade comum que acomete múltiplos sistemas e apresenta tempo de evolução crônico. Dentre as características laboratoriais que são observadas, os achados na medula óssea podem variar de hipoplasia a hiperplasia, tanto eritróide quanto granulocítica. Diante disso, o presente trabalho tem como objetivo realizar uma análise clínica e laboratorial dos achados em um cão com hipoplasia eritroide e hiperplasia granulocitica associada à LV. Um cão da raça Setter Irlandês, macho, com 7 anos de idade foi atendido no Hospital Veterinária Ivon Macêdo Tabosa da Universidade Federal de Campina Grande (HVIMT / UFCG) apresentando epistaxe, perda de peso e hiporexia. Foi solicitado hemograma completo, análise de bioquímica sérica, urinálisen e mielograma com pesquisa de hemoparasitas. No hemograma foi evidenciado anemia normocítica normocrômica e diminuição da quantidade de plaquetas com presença de agregados plaquetários. A bioquímica sérica revelou hipoalbuminemia e hiperproteinemia. Na urinalise não foi evidenciada alterações com relevância clínica. Foi observada amastigotas de Leishmaniasp no mielograma, e hipoplasia eritróide e hiperplasia granulócitica. O animal foi tratado com associação de milteforan, alopurinol e domperidona, contudo o tutor não retornou para reavaliação do paciente. Diante do exposto, uma abordagem clínica laboratorial de um paciente com LV é importante para um tratamento mais adequado e melhorar o prognóstico. Mais estudos devem ser realizados para a melhor compreensão das respostas hematopatológicas frente a essa enfermidade.

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