Educação integral, em tempo integral:

um estudo de caso na Escola Estadual Maria do Carmo Viana dos Anjos, no município de Macapá/Amapá

Autores

  • Tânia Maria Leal Vieira Picanço Mestra em Planejamento e Políticas Públicas pela Universidade Estadual do Ceará - UECE e Professora do Mestrado Profissional em Planejamento em Políticas Públicas da Uece
  • Alexandre Gomes Galindo Doutor em Sociologia pela Universidade Federal do Ceará - UFC Professor Adjunto da Universidade Federal do Amapá – UNIFAP

DOI:

https://doi.org/10.47455/2675-0090.2020.2.6.7748

Palavras-chave:

educação integral, avaliação, política pública, política educacional

Resumo

O trabalho de pesquisa intitulado Educação integral, em tempo integral: um estudo de caso na Escola Estadual Maria do Carmo Viana dos Anjos no município de Macapá/AP, está circunscrito no contexto educacional. Objetivando analisar o processo de implementação da educação integral, em tempo integral, no contexto da escola investigada. Na perspectiva de compreender a metodologia das ações pedagógicas, identificando as possíveis mudanças e dificuldades, provocadas pela aplicação da proposta do ensino integra, vinculadas nas condições estruturais, para o pleno desenvolvimento das ações educacionais. Nesse sentido, por se tratar de uma das instituições de ensino que proporciona a estrutura integral, em tempo integral, a presente pesquisa justifica-se quando se propôs analisar a eficiência do processo educacional pedagógico das estratégias de implementações da sexta meta do Plano Estadual Educacional (PEE/AP) 2015-2025, sendo de total relevância para análise de como aconteceu a dinâmica de implementação do ensino integral na escola contemplada. A metodologia utilizada para avaliar a problemática foi um estudo de caso da realidade processual com uma abordagem qualitativa, analisando as políticas públicas educacionais no ensino de tempo integral por intermédio de observação direta, questionários e análises documentais. A análise mostrou, evidências que a escola investigada encontra-se na fase de adaptação, diante da nova rotina, proveniente da ampliação da carga horária e a sistemática de integração. Onde, os sujeitos envolvidos em tal processo possuem um ponto de vista atrelado ao antigo contexto escolar, repercutindo em certos momentos, por parte de alguns sujeitos, uma insatisfação provocada pelas mudanças e dificuldade processual de adaptações, conforme as atuais ações pedagógicas. Por certo, com o passar do tempo, os envolvidos no contextos escolar pesquisado poderão aos poucos promover um processo ensino e aprendizagem realmente pautado na integralidade de educação integral, em tempo integral, a fim de contribuir com o pleno desenvolvimento sócio educacional da instituição pesquisa, assim como, a formação acadêmica do educando.

Referências

ABREU, N.F.L.A implementação do projeto de educação integral em uma escola estadual mineira: desafios e possibilidades. [S.l;s.n], 2017.

ALTMAYER, C. (Re) pensando a educação integral no Brasil: Anísio Teixeira, Darcy Ribeiro e o Programa Mais Educação. 2012. 70 f. Monografia (Trabalho de Conclusão de Curso em Pedagogia) – Universidade Feevale, Novo Hamburgo, 2012.

ALVES J.D.M. Escola de tempo integral: uma reflexão sobre suas contribuições e seus desafios, considerando a diversidade e a inclusão. [S.l;s.n], 2012.

______.A produção da escola pública contemporânea. Campo Grande: Autores Associados, 2001.

ALVES, G.L. Quatro teses sobre a produção material da escola pública contemporânea. Intermeio, Campo Grande, v.1, n. 2, p. 06-19, 1995.

ANDRÉ, M.E. D. A. de. Estudo de caso em pesquisa e avaliação educacional. Brasília: Líber Livro, 2005.

AMAPÁ. Lei nº 1907, de 24 de junho de 2015. Plano Estadual de Educação – PEE. Diário Oficial do Estado, Macapá, 24 jun. 2015. Disponível em:<http://www.al.ap.gov.br/pagina.php?pg=buscarlegislacao&pesquisa=educa%E7%E3o>. Acesso em: 20 mar. 2019.

APPLE, M. Educação e poder. Porto Alegre: Artes Médicas, 1989.

ARAÚJO, Ulisses F.; KLEIN, Ana Maria. Escola e Comunidade, juntas, para uma cidadania integral. Caderno CENPEC: Educação Integral, São Paulo, v.7, n.2, p. 119-125, 2006.

ARENDT, H. A crise na educação. São Paulo: Perspectiva, 1979.

_______. Entre o passado e o futuro. São Paulo: Perspectiva, 2007.

AQUINO, J. G. Do cotidiano escolar: ensaios sobre a ética e seus avessos. São Paulo: Summus, 2000.

AQUINO, J. M.A ampliação da jornada escolar melhora o desempenho acadêmico dos estudantes? 2011. 254f. Tese (Doutorado em Ciências)- Universidade de São Paulo, Piracicaba, 2011.

ARROYO, M. G. O direito a tempos-espaços de junto e digno viver. In: MOLL, Jaqueline. Caminhos da educação integral no Brasil: direito a outros tempos e espaços educativos. Porto Alegre: Penso, 2012.

AZEVEDO, D. S.; COELHO, L. M. C. C.; PAIVA, F. R. Concepções de educação integral em propostas de ampliação do tempo escolar. R. Est. Pes. Educ., Juiz de Fora, v. 16, n.1, p.25-29, jan/jun. 2014.

BARBOSA, J. M. O Programa Mais Educação e os territórios educativos: o mito das cidades educadoras. [S.l;s.n], 2013. Disponível em: . Acesso em: 08 fev. 2019.

BARDIN, L. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 1979.

_______. Análise de conteúdo. 4. ed. Lisboa: Edições70, 2010.

BOGDAN, R. C.; BIKLEN, S. K. Investigação Qualitativa em educação. Portugal: Porto Editorial, 1994.

BRANDÃO, Z. Escola de tempo integral e cidadania escolar. Em aberto, Brasília, v.22, n. 80. p. 97-108, abr. 2009.

_________. A escola de 1º grau em tempo integral: as lições da prática. Educação e Sociedade, v.12, n.32, p.116-129, 1989.

BROOKE, N.; SOARES, J. F. Pesquisa em Eficácia Escolar. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2008.

BRASIL. Lei n.° 9.395/96. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, 12 jun. 1996.

_______. Ministério da Educação. Portaria Normativa Interministerial, nº 17, de 14/04/2007. Institui o Programa Mais Educação que visa fomentar a educação integral de crianças, adolescentes e jovens por meio do apoio a atividades socioeducativas no contraturno escolar. Brasília-DF, 2007

_______. Ministério da Educação. Rede de Saberes Mais Educação: pressupostos para projetos pedagógicos de educação integral. Brasília:MEC, 2009.

_______. Ministério da Educação. Educação Integral: texto referência para o debate nacional. Brasília: MEC, 2009.

_______. Manual de Educação Integral para obtenção de apoio financeiro através do Programa Dinheiro Direto na Escola - PDDE-MEC/2010. Brasília: MEC/Secad, 2010.

______. Decreto Presidencial n. 7.083, de 27/01/2010. Dispõe sobre o Programa Mais Educação. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, 27 jan. 2010. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ ccivil_03/_ato2007-2010/2010/decreto/d7083.htm.> Acesso em: 22 jan. 2019.

_______. Manual Operacional de Educação Integral. Brasília: MEC/Secad, 2012.

_______. Manual Operacional de Educação Integral. Brasília: MEC/Secad, 2013.

_______. Congresso Nacional. Lei nº 13.005, de 25 de junho de 2014. Aprova o Plano Nacional de Educação e dá outras providências. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 25 jun. 2014.

_______. Lei Nº 13.005, de 25 de Junho de 2014. Aprova o Plano Nacional de Educação - PNE e dá outras providências. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, 25 jun. 2014.

_______. Decreto Presidencial n. 7.083, de 27/01/2010. Dispõe sobre o Programa Mais Educação. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, 27 jan. 2010. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ ccivil_03/_ato2007-2010/2010/decreto/d7083.htm.> Acesso em: 22 jan. 2019.

_______. Ministério da Educação. Base Nacional Comum. Brasília: MEC, 2017.

MINISTERIO DA EDUCAÇÃO. Rede de Saberes Mais Educação: pressupostos para projetos pedagógicos de educação integral. Brasília: [s.n], 2009.

CENTRO DE REFERENCIAS EM EDUCAÇÃO INTEGRAL. Conceitos, princípios e estratégias estruturantes. Brasília: [s.n], 2017. Disponível em:

<http://educacaointegral.org.br/na-pratica/wp-content/uploads/2017/08/caderno-1_conceitos-principios-e-estrategias-estruturantes_na-pratica-1.pdf>. Acesso em: 15. mar. 2018.

COELHO, L. M. C. C.; MENEZES, J. S. S. Tempo Integral no Ensino Fundamental:

ordenamento constitucional-legal em discussão. Práxis Educativa, Ponta Grossa, v. 10, n. 2, p. 559-583, dez. 2018. Disponível em: <http://revistas2.uepg.br/ojs_new/index.php/praxiseducativa>. Acesso em: 15 mar. 2018.

COELHO, L. M. C. C. Escola pública de horário integral e qualidade de ensino. Ensaio, v.11, n. 4, p. 121-128, 1996.

_______.Alunos no ensino fundamental, ampliação da jornada escolar e educação integral. Educar em Revista, Curitiba, v. 45, n.12, p. 73-89, 2012.

______.Histórias da Educação Integral: Educação Integral. Brasília: EC/INEP, 2009, p.83-06.

______.Educação Integral em tempo integral: estudos e experiências em processo. Petrópolis: FAPERJ, 2009.

CARDOSO, I.M.R. Programa escola integral no Amazonas: um estudo sobre a organização do tempo em uma escola de Manaus. 2016. 148 f. Dissertação (Mestrado Profissional em Gestão e Avaliação da política pública) – Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de fora, 2016.

CARDOSO, I.M.R. Programa escola integral no Amazonas: um estudo sobre a organização do tempo em uma escola de Manaus. 2016. 148 f. Dissertação ( Mestrado Profissional em Gestão e Avaliação da política pública) – Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de fora, 2016

CARVALHO, Antonia Dalva França. A Escola de Tempo Integral na perspectiva da Educação Integral: um estudo sobre a epistemologia escolar constituída pela gestão e organização do trabalho pedagógico. Teresina: EdUFPI, 2013

CAVALIERE, A. M. Escola de educação integral: em direção a uma educação escolar multidimensional. Rio de Janeiro: FE/UFRJ, 1996

_______. Escolas de tempo versus alunos em tempo integral. Em Aberto, Brasília, v.22, n.80, p.51-61, abr.2009.

_______.Educação Integral: uma nova identidade para a escola Brasileira. Revista Educação e Sociologia, Campinas, v.23, n. 81, p.25-29, dez. 2002

_______.Tempo de escola e qualidade na educação pública. Educação & Sociedade, Campinas, v. 28, n. 100, p.25-32, out. 2007.

_______.Escolas públicas de tempo integral: análise de uma experiência escolar. Rio de Janeiro: UFRJ: FAPERJ, 2002.

CHAVES, M. W. A Afinidade Eletiva entre Anísio Teixeira e John Dewey. Revista Brasileira de Educação, Rio de janeiro, v.7, n.11, p. 86-98, maio/jun./jul./ago. 1999.

COSTA, M.A.F., Costa, M. F. B. Projeto de Pesquisa: entenda e faça. 6. ed. Rio de Janeiro: Vozes, 2016.

CRESWELL, J. W. Projeto de Pesquisa: métodos qualitativo, quantitativo e misto. 2 ed. Porto Alegre: Artmed, 2007.

CUNHA, L.A. Educação, Estado e democracia no Brasil. São Paulo: Cortez, 1995.

CARNEIRO, M.A. LDB fácil: leitura crítico-compreensiva artigo a artigo. 24. ed. Petrópolis: vozes, 2018.

CHIZZOTTI, A. Pesquisa Qualitativa em Ciências Humanas e Sociais. 6. ed.Petropolis: Vozes, 2014. Disponível em: <https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv98965.pdf>. Acesso em: 14 mar. 2018.

DEMO, P. Metodologia Científica em Ciências Sociais. São Paulo: Atlas, 1995.

DIAS, Donaldo de Souza. Como escrever uma monografia: manual de elaboração com exemplos e exercícios. São Paulo: Atlas, 2010.

DURKHEIM, Emílie. As regras do método sociológico. São Paulo: Ed. Martin Claret, 1997.

FREIRE, P. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 2011.

FREIRE, P. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa, 34. ed.São Paulo: Paz e Terra, 1996.

FREITAS, C.R.; GALTER, M. I. Reflexões sobre a educação em tempo integral no decorrer do século XXI. Revista de Educação, Cascavel, v. 2, n. 3, p. 123-138, jan./jun, 2007.

GADOTTI, M. Educação Integral no Brasil: inovações em processo. São Paulo: Instituto Paulo Freire, 2013.

GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. 6. ed. São Paulo: Atlas,2017.

GONÇALVES, R.M. Escola de tempo integral e as atividades desenvolvidas no contraturno. [S.l;s.n], 2012.

HOFFMANN, J. Avaliação: mito & desafio uma perspectiva construtivista. 33 ed. Porto Alegre: Mediação, 2003.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATISTICA. Síntese de Indicadores Sociais: uma análise das condições de vida da população brasileira. Brasília: IBGE, 2018.

INSTITUTO DE PESQUISA ECONOMIA APLICADA, Efetividade das Instituições Participativas no Brasil: estratégias de avaliação. Brasília: IPEA, 2011.

LOMONACO, B. P.; SILVA, Letícia Araújo Moreira da. Percursos da educação integral em busca da qualidade e da equidade. São Paulo: Cenpec, 2013.

LUCKESI, C. C. Avaliação da aprendizagem na escola: reelaborando conceitos e recriando a prática. Salvador: Malabares Comunicação e Eventos, 2003.

MAYBORODA, SANTANA, GAZZOTTI, SILVA. Educação integral e a captura de tempos e espaços: uma análise dos jardins de recreio de porto alegre. Florianopolis: [s.n], 2014.

MESQUITA, A.C.M. Educação integral em tempo integral: um estudo de caso na escola classe 01 do Paranoá, Distrito Federal. Brasília: [s.n], 2013.

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Ensino Fundamental de nove anos. Brasília: MEC, 2004.

______.Parâmetros Curriculares Nacionais – PCNs terceiro e quarto ciclos: apresentação dos temas transversais. Brasília: MEC/SEE, 1998

MINAYO, M. C. S. et al. Pesquisa social: teoria, método e criatividade. Petrópolis:

Vozes, 1994.

MOLL, J. A agenda da educação integral: compromissos para sua consolidação como política pública. In: MOLL, Jaqueline et al. Caminhos da Educação Integral no Brasil: direito a outros tempos e espaços educativos. Porto Alegre: Penso, 2012.

______. A política de educação integral no Brasil: Mais Educação. São Paulo: Cenpec, 2010.

______. A agenda da educação integral: compromissos para sua consolidação como política pública. In: MOLL, Jaqueline et al. Caminhos da educação integral no Brasil: direito a outros tempos e espaços educativos. Porto Alegre: Penso, 2012.

PARO, V. et al. A escola pública de tempo integral: universalização do ensino e problemas sociais. Cadernos de Pesquisa, v.6, n. 65, p.11-20, 1988.

PEGORER, V. Educação Integral: um sonho possível e de realização necessária. São Paulo: Texto novo, 2014.

RIBEIRO, D. O livro dos CIEPS. Rio de Janeiro: Bloch, 1986.

RODRIGUES, G.B. Projeto de escolas em tempo integral: desafios de implementação em uma escola de rede estadual do amazonas. [S.l;s.n], 2017.

SAVIANI, D. Sentido da pedagogia e o papel do pedagogo. São Paulo:ANDES, 1985.

SECCHI, L. Políticas Públicas: conceitos, esquemas de análise, casos práticos. 2.ed. São Paulo. Cengage Learning, 2016.

SILVA, A. Educação em tempo integral: conquista e desafios e na educação infantil. [S.l;s.n], 2015.

SOUZA, Danilo de Melo. A Experiência em Palmas (TO). In: MOLL, Jaqueline et al. Caminhos da Educação Integral no Brasil: direito a outros tempos e espaços educativos. Porto Alegre: Penso, 2012.

TEIXEIRA, Anísio Spínola. A Escola-Parque da Bahia. Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos, Rio de Janeiro, v.47, n.106, p. 246-253, abr./jun., 1967.

TRINDADE, R.R., Educação integral e a escola de tempo integral: as idéias de Anísio Teixeira e o programa mais educação. [S.l;s.n], 2015.

VASCONCELLOS, Celso dos Santos. Avaliação da aprendizagem: práticas de mudança por uma práxis transformadora. 5. ed. São Paulo: Libertad, 2003.

YIN, R. K. Estudo de caso: planejamento e métodos. 2 ed. Porto Alegre: Bookman, 2001

_______.O Plano de desenvolvimento da educação: análise do projeto do MEC. Educação & Sociedade, Campinas, v. 28, n. 100, p. 1231-1255, out. 2007

Downloads

Publicado

2020-10-01

Como Citar

Picanço, T. M. L. V. ., & Galindo, A. G. . (2020). Educação integral, em tempo integral: : um estudo de caso na Escola Estadual Maria do Carmo Viana dos Anjos, no município de Macapá/Amapá. Inovação &Amp; Tecnologia Social, 2(6), 95–119. https://doi.org/10.47455/2675-0090.2020.2.6.7748

Edição

Seção

Artigos