Vulnerabilidade do bem-estar psicológico de professores da educação básica no contexto da pandemia COVID-19
DOI:
https://doi.org/10.70368/gecs.v2i1.15698Palavras-chave:
Docentes, COVID-19, Bem-Estar PsicológicoResumo
A pandemia de COVID-19 causou isolamento social, incertezas e impactos significativos no bem-estar da comunidade escolar. Professores tiveram que se adaptar rapidamente às ferramentas digitais. Este estudo teve o objetivo de analisar o bem-estar psicológico de docentes da educação básica durante a pandemia. Foi realizado um estudo transversal quantitativo (e-survey) com professores da rede pública da zona urbana de Teresina. A população-alvo foi de 2.780 docentes, com amostra mínima de 625. Critérios de inclusão: atuação docente durante a suspensão das aulas presenciais e idade mínima de 18 anos. Foram excluídos professores sem acesso à internet ou que exerciam apenas funções de gestão. A coleta de dados ocorreu on-line (março a julho de 2022) e foi analisada no IBM SPSS 20.0. O bem-estar médio foi de 21,68 (DP=5,64). Menores índices foram associados à falta de recursos tecnológicos (M=17,24; DP=3,99), carga horária excessiva (M=18,31; DP=4,12) e jornadas acima de 40 horas semanais (M=19,36; DP=4,59). Mulheres (M=20,68; DP=5,57) e docentes negros (M=21,14; DP=5,56) relataram menor bem-estar do que homens (M=23,14; DP=5,42; p<0,001) e docentes brancos (M=23,06; DP=5,63; p<0,001). O acesso à tecnologia melhorou o bem-estar (M=22,08; DP=5,59; p<0,001). Concluiu-se que condições de trabalho e fatores sociodemográficos afetaram o bem-estar dos docentes, evidenciando a necessidade de intervenções para melhorar o ambiente educacional.
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