v. 34 n. 4 (2024): Revista Ciência Animal
Artigos Originais

EPIDEMIOLOGIA E HISTOPATOLOGIA DE LESÕES MAMÁRIAS EM CADELAS E GATAS DE FORTALEZA (2022 a 2023)

Thais Helena Moreira de SOUSA
Centro Universitário Fametro (UNIFAMETRO)
Thainá Barrozo ERMEL
Centro Universitário Fametro (UNIFAMETRO)
Thamara Barrozo SAMPAIO
Centro Universitário Fametro (UNIFAMETRO)
Belarmino Eugênio Lopes NETO
University of Saskatchewan (USASK)
Geovanni Dantas CASSALI
Laboratório de Patologia Comparada (ICB/UFMG)

Publicado 2024-12-30

Palavras-chave

  • Levantamento,
  • lesões mamárias,
  • cadelas,
  • gatas

Como Citar

SOUSA, T. H. M. de; ERMEL, T. B.; SAMPAIO, T. B.; NETO, B. E. L.; CASSALI, G. D. EPIDEMIOLOGIA E HISTOPATOLOGIA DE LESÕES MAMÁRIAS EM CADELAS E GATAS DE FORTALEZA (2022 a 2023) . Ciência Animal, [S. l.], v. 34, n. 4, p. 14–24, 2024. Disponível em: https://revistas.uece.br/index.php/cienciaanimal/article/view/14713. Acesso em: 9 jan. 2026.

Resumo

Neoplasias mamárias são as proliferações celulares mais frequentes em cadelas, enquanto em gatas representam a terceira maior ocorrência na clínica oncológica. No período de 2022 a 2023, foram coletados 220 laudos histopatológicos de lesões mamárias em Fortaleza, sendo 180 caninos (179 cadelas e 1 macho) e 40 felinos (39 gatas e 1 macho). Extraídas 238 lesões mamárias em caninos e 54 em felinos. Em caninos as lesões não neoplásicas representaram 2,94% dos casos, 19,75% foram neoplasias benignas e 77,31% eram de neoplasias malignas, onde o carcinoma em tumor misto correspondeu a 51,26% e o adenomioepitelioma maligno 11,77%. Já em felinos as lesões não neoplásicas representaram 9,26%. Neoplasias benignas corresponderam a 3,70%, e as neoplasias malignas constituíram a maior porcentagem com 87,04%. Dentre as neoplasias malignas, o tipo histológico mais visto foi o carcinoma cribriforme com 24,07%, enquanto ambos os adenomioepitelioma maligno e carcinoma papilar apresentaram 16,67%. O tumor primário (T) em cadelas teve sua maior porcentagem em tamanho <3cm (T₁) com 51,68% e os linfonodos regionais sem metástases (N₀) representaram 86,20%. Em gatas, os tumores >3cm (T₃) foram os mais vistos com 42,59% e os linfonodos regionais na sua maioria apresentaram metástases (N₁), onde destas 55,32% eram macrometástase (>2,0mm). Os resultados aqui apresentados são importantes para futuros estudos e para maior compreensão do comportamento biológico das lesões mamárias caninas e felinas.

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