CULTURA ESCRITA, PRÁTICAS LETRADAS E CIVILIZAÇÃO. A ORGANIZAÇÃO DO ESPAÇO NA VILA DE SÃO JOSÉ DE RIBAMAR DA CAPITANIA DO SIARÁ GRANDE (AQUIRÁZ, 1727-1759)
Abstract
Este artigo investiga a atuação da Companhia de Jesus na Vila de São José de Ribamar na antiga Capitania do Siará Grande, entre os anos de 1727 e 1759. Através da documentação histórica de época foi percebida a ação missionária jesuíta em prol da organização do espaço físico e social da vila, no início da colonização portuguesa. Formados em uma Cultura Escrita que requer disciplina para ação missionária, os jesuítas ocuparam naquelas circunstâncias, papel fundamental enquanto braço religioso do Estado português a expandir os interesses da Coroa. Identificou-se ali que a Cia de Jesus, bem como os administradores portugueses, fizera uso de Práticas Letradas como ação rotineira a encampar o projeto civilizador português na educação dos indígenas, interferir diretamente na escolha dos locais onde deveriam ser construídos os marcos dos poderes coloniais e a distribuição físico-social da vila. Aqui serão analisados os motivos que levaram ao deslocamento dos missionários jesuítas para a região, sua participação ativa na formação e consolidação do espaço enquanto vila, bem como na organização social local. São discutidas as dificuldades enfrentadas pelos membros da ordem, os impactos provocados por sua chegada e as transformações sociais e culturais decorrentes de sua presença. Ao longo dos 32 anos de permanência, a figura do jesuíta destacou-se como agente estruturador das dinâmicas sociais e religiosas da comunidade. Por fim, o estudo aborda o encerramento das atividades jesuíticas, marcado pela expulsão definitiva da ordem, refletindo sobre o legado deixado por sua atuação.
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