Arte, gênero, movimento estudantil:

experiências com ocupação e pintura de murais

  • Francisco Vitor Macêdo Pereira Doutor em Filosofia Prática Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira – UFPE Professor na – UNILAB
  • Silmara Peixoto Moreira Graduada em Sociologia – UNILAB
Palavras-chave: arte, muralismo, mulheres, ocupação estudantil

Resumo

Este artigo consiste em um relato de experiências com dois trabalhos artísticos sobre a diversidade das mulheres na Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB). Inicialmente, as experiências com pinturas e desenhos em paredes – conhecidos como muralismo – deram-se na ocupação da UNILAB, em 2016, ocasião na qual se realizou uma intervenção artística na sala dos professores. Por incentivo e ajuda de outros estudantes, os autores deste artigo elaboraram seu primeiro painel – que significa, em nossa leitura, o rosto da UNILAB em sua proposta de integração de culturas e diversidades. Por conseguinte, nosso segundo painel surgiu em 2018, em formato de trabalho de conclusão de curso (TCC) da Licenciatura em Sociologia. Sob a perspectiva da luta pela igualdade de gênero, enfatizamos a importância de valorizar e fortalecer politicamente as expressões artísticas feministas em suas lutas e resistências, com vistas a alcançar maior justiça e igualdade social – em sentido contrário a todas as formas de dominação histórica dos homens sobre as mulheres.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

Bastianello, T. A. B. (2015). Grafismos urbanos: mensagens políticas em grafites e pichações na região central de Porto Alegre (Dissertação de Mestrado). São Leopoldo, RS: Universidade do Vale do Rio dos Sinos.

Fórum Estudantil da UNILAB. (2019). Recuperado de http://www.findglocal.com/BR/Reden%C3%A7%C3%A3o/1426616614264169/F%C3%B3rum-Estudantil-da-Unilab

Francisco, El Hombre. (2016). Triste, Louca ou Má (Arquivo de Vídeo). Recuperado de https://www.youtube.com/watch?v=lKmYTHgBNoE

Francisco, El Hombre. (2019). Recuperado de https://www.franciscoelhombre.org/

Freire, P. (1999). Educação como prática da liberdade (23a ed.). Rio de Janeiro, RJ: Paz e Terra.

Hooks, B. (2013). Ensinando a transgredir: a educação como prática libertadora. São Paulo, SP: Martins Fontes.

Hooks, B. (2015). Mulheres negras: moldando a teoria feminista. Revista Brasileira de Ciência Política, 16(1), 193-210.

Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará. (2016). Perfil regional do Maciço de Baturité. Recuperado de http://www2.ipece.ce.gov.br/estatistica/perfil_regional/2016/Perfil_Regional_Macico_Baturite2016.pdf

Jacques, P. B. (2008, fevereiro). Corpografias urbanas. Recuperado de http://www.vitruvius.com.br/revistas/repluriverad/arquitextos/08.093/165

Lei n. 12.289, de 20 de julho de 2010. (2010). Dispõe sobre a criação da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira – UNILAB e dá outras providências. Brasília, DF.

Lugones, M. (2008). Género y descolonialidad (Colección El Desprendimento). Buenos Aires, Argentina: Ed. Del Signo.

O Portal de Notícias da Globo. (2016). Aluna estrangeira denuncia colega por estupro no Ceará. Recuperado de http://g1.globo.com/ceara/noticia/2016/06/aluna-estrangeira-denuncia-colega-de-universidade-por-estupro-no-ceara.html

O Portal de Notícias da Globo. (2017). Estudante atingida por três tiros em universidade do Ceará deixa UTI e segue em recuperação no IJF. Recuperado de https://g1.globo.com/ceara/noticia/estudante-atingida-por-tres-tiros-em-universidade-do-ceara-deixa-uti-e-segue-em-recuperacao-no-ijf.ghtml

Portal São Francisco. (2019). Recôncavo Baiano. Recuperado de https://www.portalsaofrancisco.com.br/geografia/reconcavo-baiano

Portal Vermelho. (2019, 15 de fevereiro). Dandara dos Santos recebe homenagem nos dois anos de sua morte. Recuperado de http://www.vermelho.org.br/noticia/318661-1

Salturi, L. A. (2015). A sociologia da arte, principais abordagens teóricas e metodológicas. Revista Eletrônica de Investigação Filosófica, Científica e Tecnológica, 1(3), 224-236.

Silva, E. L. (2010). A gente chega e se apropria do espaço! Grafite e pichações demarcando espaços urbanos em Porto Alegre (Dissertação de Mestrado). Porto Alegre, RS: Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Sousa Santos, B. (2005). Universidade do século XXI: para uma reforma democrática e emancipatória da universidade. Recuperado de https://www.ces.uc.pt/bss/documentos/auniversidadedosecXXI.pdf

Sousa Santos, B. (2008) Conocer desde el Sur: para una cultura política emancipatoria. La Paz, Bolívia: Plural Ed.

Vasconcelos, C. M. (2005). As representações das lutas de independência no México na ótica do muralismo: Diego Rivera e Juan O’Gorman. Revista de História da USP, 1(152), 283-304.

Publicado
2019-06-19
Como Citar
Macêdo Pereira, F., & Moreira, S. (2019). Arte, gênero, movimento estudantil:. Conhecer: Debate Entre O Público E O Privado, 9(23), 180-197. https://doi.org/10.32335/2238-0426.2019.9.23.1122
Seção
Artigos