Os limites e as Possibilidades dos Cucas Enquanto Política Pública de Juventudes em Rede

  • Erlon Albuquerque de Oliveira Mestre em Planejamento em Políticas Publicas - UECE
  • Alexandre Almeida Barbalho Doutor em Comunicação e Cultura Contemporâneas pela Universidade Federal da Bahia – UFBA e Professor do Programa de Pós-Graduação em Sociologia (PPGS) da UECE
Palavras-chave: Políticas Públicas, Juventudes, Equipamento Público e Proteção Social

Resumo

A temática de nossa pesquisa se constitui na analise no modelo de Rede aplicado nas políticas públicas do Cucas, que surgiu como um fenômeno complexo e multifacetado, que requer um olhar atento sobre as possíveis alterações na forma de organização da sociedade atual e nos últimos 10 anos, no qual observamos novos desdobramentos institucionais nas articulações, parcerias e formação de política pública em redes, com ações da sociedade civil organizada, de órgãos de governo e de empresas privadas. Nesse sentido, percebemos em nossas leituras e observações participantes realizadas na pesquisa de campo, foram importantes para a análise do modelo institucional que foi denominado de “Rede” e adotado na área das PPJs na cidade de Fortaleza, mais especificamente nos equipamentos públicos municipais CUCAs. Desta maneira, as ações das PPJs procuram atuar integrando demais serviços públicos como CRAS, CREAS, Conselho Tutelar, dentre outros, como também a articulação, integração, complementaridade, cooperação e parcerias entre o sistema S, membros da Sociedade Civil e ONGs, promovendo a socialização de informações e conhecimentos, que são indispensáveis para o desenvolvimento do trabalho social numa sociedade complexa como a nossa. Todavia apesar das inovações trazidas, pôde-se se constatar e concluir na pesquisa algumas limitações, dentre elas: ausência de autonomia financeira da COEPPJ, alta fluidez/flexibilidade das relações laborais dos colaboradores, pequeno grau de articulação e integração entre os órgãos envolvidos com essa política transversal, questões espaciais e o reduzido capital humano, que precisam ser consideradas e enfrentadas para a continuidade e avanço dessas PPJs.

Referências

Alves, N. R. (2013). Cuca: uma experiência de política pública municipal de jovens em Fortaleza (Dissertação de Mestrado). Universidade Estadual do Ceará, Fortaleza, CE.

Annunziato, E. S. (2011). Licitações nas parcerias público-privadas. Recuperado de http://www.ambito-juridico.com.br/site/index.php?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=10563

Batista, R. (2015, 28 de setembro). Obras de mais três Cucas devem começar em 2016, diz Roberto Cláudio. Jornal de Hoje, Vida & Arte.

Brasil. (2010). Redes de proteção social. Brasília, DF: Secretaria dos Direitos Humanos.

Brasil. (2011). SUS: a saúde do Brasil. Brasília, DF: Ed. Ministério da Saúde.

Castells, M. (2013). Redes de indignação e esperança. Rio Janeiro, RJ: Zahar.

Costa, R. (2005). Por um novo conceito de comunidade: redes sociais, comunidades pessoais, inteligência coletiva. Interface: Comunicação, Saúde, Educação, 9(17), 235-248.

Giddens, A. (2005). Sociologia (4a ed.). Porto Alegre, RS: Artmed.

Houaiss, A.,Villar, M. S., & Franco, F. M. M. (2001). Dicionário Houaiss da língua portuguesa. Rio de Janeiro, RJ: Objetiva.

Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. (2011). Brasília, DF.

Jeanne, J. (2005, 12 de outubro). Projeto ABC. Diário do Nordeste, Infantil. Recuperado de http://diariodonordeste.verdesmares.com.br/2.758/infantil/projeto-abc-1.300356

Nogueira, M. A. (2001). Em defesa da política (2a ed.). São Paulo, SP: Senac.

Rossetti-Ferreira, M. C. (2000). Uma perspectiva teórico-metodológica para análise do desenvolvimento humano e do processo de investigação. Psicologia: Reflexão e Crítica, 13(2), 40-48.

Santos, M. (2002). A natureza do espaço. São Paulo, SP: Edusp.

Toro, A. J. B., & Werneck, N. M. D. (1996). Mobilização social: um modo de construir a democracia e a participação. Brasília, DF: Ministério do Meio Ambiente.

Whitaker, F. (1998). Redes: uma estrutura alternativa de organização. Rio de Janeiro, RJ: RITS.

Publicado
2018-01-08
Como Citar
Oliveira, E., & Barbalho, A. (2018). Os limites e as Possibilidades dos Cucas Enquanto Política Pública de Juventudes em Rede. Conhecer: Debate Entre O Público E O Privado, 8(20), 04-19. https://doi.org/10.32335/2238-0426.2018.8.20.1048
Seção
Artigos