“Pedir ajuda”, “fazer pressão” e “estar alerta”:

reconfigurações entre performances políticas em favelas “pacificadas”

Autores

DOI:

https://doi.org/10.52521/19.4431

Resumo

Este artigo analisa usos e efeitos da iniciativa de comunicação comunitária “Alerta Santa Marta” para explorar reconfigurações entre performances políticas na primeira favela a receber uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). Apresentamos um recorte etnográfico que trata especificamente da emergência de novas sociabilidades em articulações entre violência urbana, comunicação comunitária e política na favela. Organizamos nossas analises a partir da descrição de uma reunião de moradores com representantes da Polícia Militar que foi conquistada após uma sequência de protestos organizados a partir de trocas de mensagens por WhatsApp. Partimos de críticas locais constitutivas de uma “luta por direitos” contra a violência policial, condições de precariedade e formas de controle na favela para caracterizar e refletir sobre três categorias de engajamento: “pedir ajuda”, “fazer pressão” e “estar alerta”.

Biografia do Autor

Palloma Valle Menezes, Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Rio de Janeiro (IESP/UERJ)

Professora-adjunta do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal Fluminense (UFF). É doutora pelo Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Iesp-Uerj) e pelo Department of Social and Cultural Anthropology da Vrije Universiteit Amsterdam (Holanda), mestre em sociologia pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj) e graduada em Ciências Sociais pela Uerj. É pesquisadora do Dicionário de Favelas Marielle Franco da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

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Publicado

2021-08-31 — Atualizado em 2021-08-31