Facções, rebeliões, violência e gestão do aprisionamento no Ceará

Autores

  • Francisco Elionardo de Melo Nascimento
  • Geovani Jacó De Freitas

Palavras-chave:

Prisão, Facções, Rebeliões, Violências

Resumo

O sistema prisional cearense passou por diversas mudanças no decorrer da última década, dentre elas a rápida filiação dos presos às facções que disputam território dentro e fora das unidades prisionais. Este artigo resulta de uma pesquisa etnográfica e tem como objetivo apresentar as rebeliões de maio de 2016 como um acontecimento que deu visibilidade às facções e provocou mudanças na gestão das unidades prisionais do Ceará. Trato as rebeliões de maio de 2016, ocorridas em várias unidades prisionais na Região Metropolitana de Fortaleza, como marco temporal para as mudanças mais expressivas no que diz respeito à gestão do aprisionamento e que provocaram o reagrupamento de presos por unidades prisionais, influenciado, impreterivelmente, pelas filiações de grande parte dos detentos às facções que se instalaram nos presídios cearenses. Abordo a gestão da vida e a gestão dos riscos como chaves para a compreensão do aprisionamento, uma vez que o gerenciamento dos agrupamentos prisionais tornou-se a principal medida de controle dos custos e das populações consideradas perigosas. 

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Publicado

2019-12-13

Como Citar

NASCIMENTO, F. E. de M.; DE FREITAS, G. J. Facções, rebeliões, violência e gestão do aprisionamento no Ceará. O Público e o Privado, Fortaleza, v. 17, n. 33 jan.jun, p. 143–166, 2019. Disponível em: https://revistas.uece.br/index.php/opublicoeoprivado/article/view/2261. Acesso em: 16 abr. 2024.