“A gente do Cariry tem olhos não tem pestana”

disputas médicas pelas narrativas em torno do Tracoma no Ceará a partir da revista Ceará Médico (1928-1931).

Autores/as

  • Pablo Victor Santiago Lima Universidade Estadual do Ceará (UECE)
  • Zilda Maria Menezes Lima Universidade Estadual do Ceará (UECE)

DOI:

https://doi.org/10.5281/zenodo.19140006

Palabras clave:

Trachoma; Enfermidade; Ceará; Oftalmologia.

Resumen

Resumo: Este trabalho tem por intuito estabelecer alguns níveis de compreensão acerca do Tracoma, uma oftalmia muito presente no sertão cearense e que mereceu uma certa repercussão no meio médico Alencarino observado na revista Ceará Médico, publicação do Centro Médico Cearense. Limitamos nossas percepções a partir de alguns debates observados nas páginas do periódico médico cearense entre os anos de 1928 e 1931.

 

Referencias

ALBERNAZ, Mangabeira. O Trachoma no X Congresso Brasileiro de Medicina e Cirurgia. In: Brasil-Medico, Rio de Janeiro, 1929. p. 845.

BRASIL, Ministério da Saúde. Fundação Nacional de Saúde. Manual de Controle do Tracoma. Brasília, 2001.

CHAVES, Amélia Fortunato. Chamlydia trachomatis na patologia médica. In:Revista Patologias Tropicais. V. 16, n.2. jul./dez. 1987. P. 109-128.

FERREIRA, Hélio Góes. Considerações em torno do tracoma no Ceará. In:Ceará Médico, Fortaleza, v.10. n.4. 1928. p. 20-25.

FERREIRA, Hélio Góes. Considerações em torno do tracoma no Ceará. In:Ceará Médico, Fortaleza, v.10. n.4. Abril de 1931.

FERREIRA, Hélio Góes. O problema do tracoma nas escolas do Ceará. In: Ceará Médico, Fortaleza, nº 7, 1938, p. 5- 16.

GADELHA, Georgina da Silva. Sob o signo da distinção: formação e atuação da elite médica cearense (1913-1948). Rio de Janeiro: Fundação Oswaldo Cruz, 2012. Tese apresentada ao Programa de Pós-Graduação em História da Ciência e da Saúde.

GARCIA, Ana Karine Martins. Ceará Médico: análise e estudo da revista do Centro Médico Cearense (1913-1935). In: Simpósio Nacional de História, 27, Natal - Rio Grande do Norte, 2013.

HOCHMAN, Gilberto. Saúde Pública e Federalismo: Desafios da Reforma Sanitária na Primeira República. In: Gilberto Hochman; Carlos Aurélio Pimenta de Faria. (Org.). Federalismo e Políticas Públicas no Brasil. 1ed.Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 2013, v. 1, p. 303-327.

HOCHMAN, Gilberto. Regulando os efeitos da interdependência: sobre as relações da saúde pública e construção do Estado (Brasil 1910-1930). In: Estudos Históricos, Rio de Janeiro, vol,6, n.11, 1993, p.40-61.

LEITE, Fernando. Ligeira reposta ao Dr. Hélio. In: Ceará Médico, Fortaleza, vol. 10. n. 5. Maio de 1931.

LIMA, Nísia T.; HOCHMAN, Gilberto. Condenado pela raça, absolvido pela medicina: o Brasil descoberto pelo movimento sanitarista da Primeira República. In: MAIO, Marcos C.; SANTOS, R.V. (Org.). Raça, ciência e sociedade. Rio de Janeiro: Fiocruz, Centro Cultural Banco do Brasil, p.23-40. 1996.

LIMA, Zilda Maria Menezes. Grande polvo de mil tentáculos: a lepra em Fortaleza (1920- 1942). Rio de Janeiro: Universidade Federal do Rio de Janeiro, 2007. Tese apresentada ao Programa de Pós-Graduação em História.

PINHEIRO, Irineu. O Cariri: seu descobrimento, povoamento, costumes. 1950. Ed.fac-sim. Fortaleza: FWA, 2009.

ROS, A. El tracoma, rebelde y milenario. Mexico, Cultura, 1 941,172p.

SARAMAGO, José. Ensaio sobre a cegueira. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.

SCHWARTSMANN, Leonor C. Baptista. O fenômeno imigratório e o controle do tracoma: repercussões da doença: In: História em Revista, Pelotas, n. 26/1, p. 146-162. 2020.

SCARPI, Marinho Jorge. História do Tracoma no Brasil. In: Arquivos Brasileiros de Oftalmologia.1991.

VIEIRA, José Flávio. E o sol perdeu seu clarão! A Névoa do Tracoma no Cariri Cearense. In: Revista do Instituto do Ceará. p. 92-113. 2018.

Publicado

2026-04-29