Vol. 34 No. 1 (2024): Revista Ciência Animal
Artigos Originais

Cloreto de sódio e formalina no controle de monogenóides de Colossoma macropomum na Amazônia peruana

Gabriela Torres BOCANEGRA
Universidad Peruana Cayetano Heredia (UPCH)
Carlos Alfredo Tuesta ROJAS
Instituto de Investigaciones de la Amazonía Peruana
Alana Lislea de SOUSA
Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal (UEMA)
José Lisbinio Cruz GUIMARAES
Universidad Científica del Perú
Germán Augusto Murrieta MOREY
Instituto de Investigaciones de la Amazonía Peruana

Published 2024-04-12

Keywords

  • Tambaqui,
  • Ectoparasitas,
  • Formalina,
  • Monogenoidea,
  • Sal

How to Cite

BOCANEGRA, G. T.; ROJAS, C. A. T.; SOUSA, A. L. de; GUIMARAES, J. L. C.; MOREY, G. A. M. Cloreto de sódio e formalina no controle de monogenóides de Colossoma macropomum na Amazônia peruana. Ciência Animal, [S. l.], v. 34, n. 1, p. 88 a 98, 2024. Disponível em: https://revistas.uece.br/index.php/cienciaanimal/article/view/12872. Acesso em: 30 jan. 2026.

Abstract

Colossoma macropomum é uma das principais espécies de peixes cultivadas na Amazônia peruana, sendo altamente demandada e aceita pela população local. Dentre os patógenos que parasitam peixes de água doce, destacam-se as espécies de Monogenoidea. Desta forma, o seguinte estudo teve como objetivo avaliar a eficácia do cloreto de sódio (sal) e formalina como tratamento contra monogenóides presentes em C. macropomum cultivado na Amazônia peruana. As espécies de Monogenoidea identificadas neste estudo foram Anacanthorus spatulathus, A. penilabiatus e Notozothecium janauachaensis. Testes in vitro e in vivo foram realizados no “Laboratorio de Parasitología y Sanidad Acuícola” localizado em Iquitos, Peru. Em relação ao ensaio in vitro, foram testados 20 e 30 mg ml -1 de sal e 0,005 e 0,008 ml ml -1 de formalina. O tempo médio de sobrevivência dos monogenóides foi de 5,06, 3,23, 10,11 e 6,86 minutos, respectivamente. Para o teste in vivo, foram utilizados 20 (T1) e 30 g L-1 (T2), 0,5 (T3) e 0,8 ml ml-1 (T4). Comparados com cada tratamento controle, todos os tratamentos utilizados apresentaram redução em seus índices parasitológicos. Quanto à eficácia de cada tratamento 29,9% foi registrado para T1, 63,43% para T2, 99,81 para T3 e 99,85 para T4. Os peixes expostos a diferentes concentrações de sal e formalina não apresentaram letargia dos sinais de hipóxia. Não foram observadas alterações comportamentais e todos os peixes (100%) sobreviveram durante o experimento. Desta forma, este estudo demonstrou a eficácia de usar sal e formalina nas quatro concentrações testadas.

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