v. 32 n. 2 (2022): Revista Ciência Animal
Relato de Caso

ANASARCA FETAL EM UM CÃO RECÉM-NASCIDO DA RAÇA HUSKY SIBERIANO

Sheila Santana de MELLO
Medicina Veterinária, Centro Universitário de Patos de Minas
Lorena Poliana Rodrigues GONÇALVES
Faculdade Quallitas
José Maurício da Rocha JÚNIOR
Universidade Federal de Minas Gerais
Maiana Visoná De Oliveira YAMIN
Universidade Federal de Uberlândia
Guilherme Nascimento CUNHA
Universidade Estadual Paulista Júlio Mesquita Filho

Publicado 2022-11-17

Palavras-chave

  • Anomalia,
  • Canina,
  • Distocia,
  • Edema generalizado,
  • Feto

Como Citar

MELLO, S. S. de .; GONÇALVES, L. P. R. .; JÚNIOR, J. M. da R. .; YAMIN, M. V. D. O. .; CUNHA, G. N. . ANASARCA FETAL EM UM CÃO RECÉM-NASCIDO DA RAÇA HUSKY SIBERIANO. Ciência Animal, [S. l.], v. 32, n. 2, p. 159–167, 2022. Disponível em: https://revistas.uece.br/index.php/cienciaanimal/article/view/9485. Acesso em: 9 jan. 2026.

Resumo

A anasarca fetal é caracterizada pelo edema generalizado do tecido subcutâneo, pela ampliação excessiva do feto, e, consequentemente, pela distocia obstrutiva durante o parto. Sua etiologia não foi elucidada, porém, acredita-se na relação da anasarca fecal com genes autossômicos recessivos, consanguinidade, malformações congênitas, dentre outros fatores. Além disso, o diagnóstico é feito por meio de ultrassonografia, pois não são observados sinais clínicos durante a gestação. Assim sendo, o objetivo deste estudo foi descrever o caso de um cão recém-nascido da raça Husky Siberiano diagnosticado com anasarca fetal. O laudo, o qual foi obtido com a realização de uma ultrassonografia, estimou a presença de seis fetos com movimentação presente e normal. Entretanto, em um dos fetos os achados ultrassonográficos foram edema e cistos repletos de líquido no tecido subcutâneo, efusão pleural e peritoneal, os quais são compatíveis com anasarca fetal. Assim, foi realizado o procedimento de cesariana programada. Devido ao edema, o filhote nasceu pesando um quilo, enquanto os outros filhotes pesavam em média 350 gramas. Apesar de nascer com batimentos cardíacos presentes, o animal veio a óbito instantaneamente após o parto. A necropsia confirmou os achados ultrassonográficos e revelou a presença de hipoplasia pulmonar. O caso relatado apresenta como causa a consanguinidade, destacando a importância de proporcionar estratégias de reprodução que visem evitar a endogamia.

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