v. 31 n. 3 (2021): Revista Ciência Animal
Relato de Caso

INTOXICAÇÃO DE UM CANINO POR INGESTÃO DE CANNABIS SATIVA

Ticiany Steffany Macário Viana
Faculdade de Veterinária da Universidade Estadual do Ceará (UECE)
Karinne Barros Ribeiro Medeiros
Faculdade de Veterinária da Universidade Estadual do Ceará (UECE)
Antônio Bruno Araújo Morais
Curso de Medicina Veterinária do Centro Universitário Maurício de Nassau
Maria de Jesus Andréia Rabelo Accioly
Residencia em Clínica Médica de Pequenos Animais (UECE)
Isabele Xavier Rocha Andrade
Médica Veterinária, Faculdade Terra Nordeste

Publicado 2022-11-03

Palavras-chave

  • Cão,
  • maconha,
  • planta,
  • substância psicoativa

Como Citar

VIANA, T. S. M.; MEDEIROS, K. B. R.; MORAIS, A. B. A.; ACCIOLY, M. de J. A. R.; ANDRADE, I. X. R. INTOXICAÇÃO DE UM CANINO POR INGESTÃO DE CANNABIS SATIVA. Ciência Animal, [S. l.], v. 31, n. 3, p. 192–196, 2022. Disponível em: https://revistas.uece.br/index.php/cienciaanimal/article/view/9334. Acesso em: 9 jan. 2026.

Resumo

A Cannabis sativa, popularmente conhecida como “maconha”, é uma planta que possui elevada solubilidade, absorção, distribuição e metabolização no organismo. Seu principal componente químico é a substância psicoativa delta-9-tetrahidrocanabiol e possui receptores com ampla distribuição anatômica, principalmente no sistema nervoso central, periférico e células do sistema imunológico, influenciando na ação de diferentes neurotransmissores e respostas imunomoduladoras. Seus efeitos dependem da quantidade de substância ingerida e os sinais clínicos acometem principalmente os sistemas neurológico, gastrointestinal e cardiovascular. O objetivo deste trabalho é relatar o caso de um canino, fêmea, sem raça definida, de dois meses de idade, acompanhada em uma clínica veterinária de Fortaleza/CE. O animal apresentava histórico de ingestão de maconha e sinais clínicos como ataxia, hiperestesia e desorientação, sendo assim, foi realizado o diagnóstico presuntivo baseado na anamnese, no exame físico e no laboratorial. Foi adotado um tratamento sintomático à base de fluidoterapia, furosemida e aspartato de L-Ornitina. O animal ficou internado durante 24h, apresentou boa resposta ao tratamento sem complicações secundárias, com redução dos sinais clínicos, e após isso recebeu alta.

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Referências

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