v. 35 n. 4 (2025): Revista Ciência Animal
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ESPERMATOGÊNESE EM UMA VISÃO MICROSCÓPICA

Matheus Arruda Tavares
Universidade Estadual do Ceará (UECE)
Biografia
Gabriele Maria Oliveira Uchôa
Universidade Estadual do Ceará (UECE)
Biografia
Marília Sousa Machado
Universidade Estadual do Ceará (UECE)
Biografia
Leonardo dos Santos Farrapo
Universidade Estadual do Ceará (UECE)
Biografia
Sara Barbosa Costa
Universidade Estadual do Ceará
Biografia
Ricardo Toniolli
Universidade Estadual do Ceará (UECE)
Biografia

Publicado 2026-02-18

Palavras-chave

  • Sistema reprodutor,
  • Espermatogênese,
  • Microscopia

Como Citar

TAVARES, M. A.; UCHÔA, G. M. O.; MACHADO, M. S.; FARRAPO, L. dos S.; COSTA, S. . B.; TONIOLLI, R. ESPERMATOGÊNESE EM UMA VISÃO MICROSCÓPICA. Ciência Animal, [S. l.], v. 35, n. 4, p. 146–170, 2026. Disponível em: https://revistas.uece.br/index.php/cienciaanimal/article/view/15511. Acesso em: 21 fev. 2026.

Resumo

A espermatogênese é um processo complexo e altamente regulado que ocorre nos túbulos seminíferos dos testículos, sendo essencial para a produção de espermatozoides viáveis e, consequentemente, para a reprodução. Esse processo envolve três fases principais: a espermatocitogênese, caracterizada por divisões mitóticas das espermatogônias; a fase meiótica, na qual os espermatócitos primários e secundários sofrem divisões meióticas para formar espermátides haplóides; e a espermiogênese, etapa final de diferenciação das espermátides em espermatozóides maduros, sem ocorrência de divisões celulares. As células de Sertoli desempenham papel fundamental ao fornecer suporte estrutural e nutricional às células germinativas em desenvolvimento, além de formar a barreira hematotesticular que protege as células germinativas de possíveis agressões imunológicas. A compreensão detalhada da espermatogênese é crucial para o entendimento da fisiologia reprodutiva e para o diagnóstico de distúrbios da fertilidade masculina. Além disso, técnicas histológicas avançadas, como a microscopia de fluorescência, têm sido empregadas para visualizar e analisar as diferentes fases da espermatogênese, permitindo a identificação de alterações morfológicas e funcionais nas células germinativas. Estudos utilizando microscopia confocal, por exemplo, possibilitam a observação tridimensional das estruturas testiculares, contribuindo para uma análise mais precisa do processo espermatogênico.

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