v. 25 n. 3 (2015): Edição Especial - V Animal Lab
Resumo Expandido - Artigos Originais

SENSIBILIDADE TÉRMICA EM RATAS SUBMETIDAS À NATAÇÃO

Mateus Bastos De Souza
Faculdade Maurício de Nassau
Francisco Fleury Uchôa Santos Júnior
Faculdade Maurício de Nassau
Nayane Kelly Gomes Figueiredo
Faculdade Maurício de Nassau
Daiana Cordeiro Rodrigues
Faculdade Maurício de Nassau
Douglas Matias Uchoa
Faculdade Maurício de Nassau
Jefferson Pacheco Amaral Fortes
Faculdade de Tecnologia Intensiva
Vânia Marilande Ceccatto
Universidade Estadual do Ceará - UECE

Publicado 2015-06-30

Palavras-chave

  • natação,
  • chapa quente,
  • sensibilidade térmica

Como Citar

SOUZA, M. B. D.; SANTOS JÚNIOR , F. F. U.; FIGUEIREDO, N. K. G.; RODRIGUES, D. C.; UCHOA, D. M.; FORTES, J. P. A.; CECCATTO, V. M. SENSIBILIDADE TÉRMICA EM RATAS SUBMETIDAS À NATAÇÃO. Ciência Animal, [S. l.], v. 25, n. 3, p. 44–46, 2015. Disponível em: https://revistas.uece.br/index.php/cienciaanimal/article/view/13906. Acesso em: 10 jan. 2026.

Resumo

Introdução: A natação apresenta uma série de benefícios fisiológicos, dentre os quais podemos citar o aumento da resistência à percepção de estímulos térmicos. A sensibilidade térmica é designada como responsiva ao aumento da temperatura, ao calor nocivo, à diminuição da temperatura e ao frio nocivo. As sensações térmicas e dolorosas são transmitidas ao sistema nervoso central via axônios C, Aõ. As fibras termosensíveis C são denominadas fibras mecanotermossensíveis C, que necessitam de diferentes receptores de membrana para fazer a distinção entre vários limiares sensoriais. Esses receptores são denominados canais TRP (transient receptor potential) e são responsáveis ​​por realizar a transdução dos sinais térmicos. A termocepção pode ser mensurada pelo teste da placa quente com base na latência de resposta a um dado estímulo térmico adverso. Objetivos: determinar a sensibilidade térmica em ratos submetidos à natação. Métodos: Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética para Uso de Animais (CEUA) da Universidade Estadual do Ceará (UECE), Ofício n.º 12725887-0. Foram utilizadas 16 ratas Wistar fêmeas ± 8 semanas, divididas em dois grupos: contrai (C) e natação (N). Os animais iniciaram o tempo de natação com duração de 3 minutos na primeira semana e atingiram 36 minutos no final da segunda semana com uma carga de 5% do peso corporal amarrada na cauda, ​​para evitar flutuação. Os exercícios na água foram realizados pelo turno da manhã, seis dias por semana e um descanso semanal. Os animais foram então imediatamente secos por um dispositivo de jato de ar quente (tamanho de secador de cabelo). A sensibilidade térmica foi avaliada usando o teste da placa quente a 50º C é considerada como uma resposta positiva válida e o calcanhar do animal lambe suas patas traseiras e limpeza das patas dianteiras dos animais. Os resultados foram analisados ​​comparando uma média entre os dois grupos testados por análise ANOVA unidirecional. A análise estatística foi realizada usando o teste t para amostras independentes, assumindo significância de p < 0,05.
Resultados e Discussão: Como resultado, pode-se observar um aumento significativo (p = 0,014) no tempo de resposta à estimulação térmica do grupo natação (5,875 ± 1,060 N = 8) em comparação ao grupo contrai (2,375
± 0,962 N = 8). Esses resultados confirmam estudos anteriores, que mostram que a natação é capaz de aumentar o limiar nociceptivo em roedores, sugerindo que o exercício no ambiente aquático é capaz de reduzir a ativação dos canais TRPV1, que só são ativados em temperaturas entre 42 e 52 º C. Esse mecanismo pode explicar o aumento da latência de resposta comparando o grupo natação com o grupo contrai. Conclusão: Os dados demonstram que a natação aumentou a tolerância aos estímulos térmicos, o que produz um efeito positivo nos animais, pois aumenta a seletividade da intensidade dos estímulos dolorosos percebidos pelo organismo.

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Referências

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