v. 28 n. 1 (2018): Revista Ciência Animal
Artigos Originais

ANÁLISE PROTEICA E ESTRUTURAL DA MUSCULATURA DIAFRAGMÁTICA E DO FÍGADO DE RATAS PÓS- IMOBILIZAÇÃO COM TERAPIA AQUÁTICA

Aline Dourado VIEIRA
Centro Universitário Estácio do Ceará
Flávia Helena Germano BEZERRA
Centro Universitário Estácio do Ceará, Fortaleza
Jéssica Sousa VALENTIM
Centro Universitário Estácio do Ceará, Fortaleza
Raquel Magalhães Castelo Branco CRAVEIRO
Laboratório de Bioquímica e Expressão Gênica da Universidade Estadual do Ceará
Carla Andressa Andrade dos SANTOS
Laboratório de Bioquímica e Expressão Gênica da Universidade Estadual do Ceará
Karla Camila Lima de SOUZA
Laboratório de Bioquímica e Expressão Gênica da Universidade Estadual do Ceará
Vânia Marilande CECCATTO
Laboratório de Bioquímica e Expressão Gênica da Universidade Estadual do Ceará
Francisco Fleury Uchoa SANTOS JÚNIOR
Laboratório de Bioquímica e Expressão Gênica da Universidade Estadual do Ceará

Publicado 2023-08-04

Palavras-chave

  • Imobilização,
  • diafragma,
  • fígado

Como Citar

VIEIRA, A. D.; BEZERRA, F. H. G.; VALENTIM, J. S.; CRAVEIRO, R. M. C. B.; SANTOS, C. A. A. dos; SOUZA, K. C. L. de; CECCATTO, V. M.; SANTOS JÚNIOR, F. F. U. ANÁLISE PROTEICA E ESTRUTURAL DA MUSCULATURA DIAFRAGMÁTICA E DO FÍGADO DE RATAS PÓS- IMOBILIZAÇÃO COM TERAPIA AQUÁTICA. Ciência Animal, [S. l.], v. 28, n. 1, p. 47–55, 2023. Disponível em: https://revistas.uece.br/index.php/cienciaanimal/article/view/11118. Acesso em: 10 jan. 2026.

Resumo

A imobilização é uma prática comum na reabilitação de lesões musculoesqueléticas, mas que pode, por sua vez, ocasionar, adicionalmente, diversos danos à estrutura inicialmente comprometida. Dentre os recursos empregados para reverter os danos oriundos da imobilização, a principal foi a terapia aquática que, aliada aos efeitos benéficos da imersão em água auxilia nos ajustes fisiológicos do corpo. O objetivo do presente estudo foi analisar o conteúdo proteico e estrutural da musculatura diafragmática e hepática de ratas pós-imobilização com terapia aquática. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética para o Uso de Animais da Universidade Estadual do Ceará, sob o protocolo nº 1122178 de 05/10/2017. Foram utilizadas 32 ratos, fêmeas, Wistar, divididas em quatro grupos: Controle (CTR), Imobilizado (I), Terapia Aquática (TA) e Imobilizado/Terapia Aquática (ITA). A imobilização ocorreu no membro posterior direito, incluindo a pelve, o quadril, fêmur, o joelho (extensão), tíbia e tornozelo (flexão plantar), durante duas semanas. A terapia aquática ocorreu durante seis dias por semana, ao longo de duas semanas. Após esse período, os animais foram eutanasiados e as estruturas de interesse dissecadas: diafragma e fígado. Para avaliação muscular e hepática, foi realizada uma dosagem de proteínas. O trofismo muscular foi calculado pela razão entre o peso úmido do músculo diafragmático (mg) e o peso corporal final (g) dos animais. Os dados foram analisados por Anova-One-Way, com p<0,05 e teste de Brown-Forsythe e Kruskal-Wallis, além de uma correlação de Pearson. Os resultados foram expressos em média ± erro padrão da média. O processo de não utilização por duas semanas, associados ao tratamento de terapia aquática não foi capaz de alterar significativamente o conteúdo proteico e estrutural da musculatura diafragmática e das reservas hepáticas.

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