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				<journal-title>Práticas Educativas, Memórias e Oralidades</journal-title>
				<abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Prát. Educ., Mem. Oralidades</abbrev-journal-title>
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			<issn pub-type="epub">2675-519X</issn>
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				<publisher-name>Universidade Estadual do Ceará</publisher-name>
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			<article-id pub-id-type="doi">10.47149/pemo.v7.e13099</article-id>
			<article-id pub-id-type="other">00000</article-id>
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				<subj-group subj-group-type="heading">
					<subject>ARTIGO</subject>
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				<article-title>As marcas da educação na obra <italic>O Diário de Vovô Pedro</italic> (1912-1986)</article-title>
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						<surname>Machado</surname>
						<given-names>Charliton José dos Santos</given-names>
					</name>
					<xref ref-type="aff" rid="aff1"><sup>i</sup></xref>
					<bio><p>Professor Titular da Universidade Federal da Paraíba. Pós-doutor em Educação (Coimbra/Portugal) e em História e Filosofia da Educação (Unicamp). Doutor em Educação (UFRN) e Mestre em Sociologia (UFPB). Bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq Nível 1C.</p></bio>
					<role>administração do projeto</role>
					<role>primeira escrita</role>
					<role>obtenção de financiamento</role>
					<role>análise formal</role>
					<role>validação</role>
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						<surname>Nunes</surname>
						<given-names>Maria Lúcia da Silva</given-names>
					</name>
					<xref ref-type="aff" rid="aff2"><sup>ii</sup></xref>
					<bio><p>Professora aposentada da Universidade Federal da Paraíba. Pesquisadora associada à Sociedade Brasileira de História da Educação e membro do Histedbr-PB. Doutora em Educação (UFRN).</p></bio>
					<role>primeira escrita</role>
					<role>investigação</role>
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						<surname>Neves</surname>
						<given-names>Vanusa Nascimento Sabino</given-names>
					</name>
					<xref ref-type="aff" rid="aff3"><sup>iii</sup></xref>
					<bio><p>Doutora em Educação pela Universidade Federal da Paraíba, mestra em Gestão de Organizações Aprendentes (UFPB), enfermeira e advogada.</p></bio>
					<role>escrita</role>
					<role>revisão</role>
					<role>edição</role>
					<role>metodologia</role>
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				<label>i</label>
				<institution content-type="original">Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, PB, Brasil. E-mail: charliontonlara@yahoo.com.br</institution>
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				<label>ii</label>
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				<label>iii</label>
				<institution content-type="original">Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, PB, Brasil. E-mail: pbvanusa@gmail.com</institution>
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			<author-notes>
				<fn fn-type="edited-by" id="fn1a">
					<label>Editora responsável:</label>
				<p> Genifer Andrade.</p>
				</fn>
				<fn fn-type="other" id="fn2a">
					<label><bold>Especialistas <italic>ad hoc</italic>:</bold></label>
					<p> Victor Hugo de Oliveira Henrique e Cristiani Bereta da Silva.</p>
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			</author-notes>
			<pub-date date-type="pub" publication-format="electronic">
				<day>15</day>
				<month>05</month>
				<year>2025</year>
			</pub-date>
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				<year>2025</year>
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			<volume>7</volume>
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					<license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto sob uma licença Creative Commons</license-p>
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			<abstract>
				<title>Resumo</title>
				<p>O objetivo deste estudo foi compreender as marcas da educação presentes na <italic>escrita autobiográfica</italic> do diário pessoal do ex-prefeito cuiteense Pedro Simões Pimenta, escrito entre os anos de 1912 e 1986. Trata-se de uma pesquisa autobiográfica, amparada na nova história cultural. Os dados foram obtidos no diário pessoal do autobiografado, publicado sob o título de <italic>O Diário de Vovô Pedro.</italic> O estudo se concentrou em três perspectivas principais: quem escreve, o que escreve e a relação da escrita com a educação. Evidenciou-se que Pedro Simões Pimenta, nascido em 1896 e falecido em 1989, embora estivesse inserido em um contexto privilegiado para a sua época, experienciou uma alfabetização difícil. Como prefeito de Cuité, na Paraíba, priorizou a educação de seus munícipes, construiu escolas e nomeou professoras. Conclui-se que o diário pessoal, como egodocumento, é uma fonte profícua para a elucidação da trajetória de vida, formação, profissionalização, portando de importância histórica e educacional.</p>
			</abstract>
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				<title>Palavras-chave:</title>
				<kwd>Fontes Históricas</kwd>
				<kwd>História da Educação</kwd>
				<kwd>Trajetória de Vida</kwd>
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	<body>
		<sec sec-type="intro">
			<title>1 Introdução</title>
			<p>Desde os anos de 1960, pesquisadores das ciências sociais e, principalmente, historiadores, têm se debruçado sobre novas fontes de investigação no universo da cultura, em um movimento de valorização das múltiplas atividades práticas e representações, possibilitando, desse modo, compreender as maneiras de pensar e agir dos sujeitos em outras épocas e contextos (<xref ref-type="bibr" rid="B18">Machado; Nunes; Vasconcelos, 2018</xref>).</p>
			<p>Essa nova perspectiva, segundo <xref ref-type="bibr" rid="B29">Schwarcz (2009</xref>), indica que outros tipos de fontes passaram a ser acessadas, no cenário da denominada “revolução documental” na pesquisa histórica, com o que ficou conhecido como o “retorno do sujeito” após a hegemonia das concepções estruturalistas, sobretudo na segunda metade do século XX, ampliando-se, a partir de brechas, outras possibilidades de leituras da realidade social, cultural e política. Destarte, a palavra “documento” passou a ter sentido <italic>lato</italic>, não se restringindo às fontes da história tradicional-político-militar, como preconizava o positivismo até o início do século XX (<xref ref-type="bibr" rid="B18">Machado; Nunes; Vasconcelos, 2018</xref>). Expandiu-se, dessa forma, a concepção de documento para tudo aquilo que o ser humano produziu em seu tempo, ou seja, é o resultado de todas as atividades humanas, conscientes ou não.</p>
			<p>Na esteira dessas novas ideias, <xref ref-type="bibr" rid="B17">Machado, Nunes e Lacet (2022</xref>) indicam que um documento se torna relevante a partir da análise que se faz dele, da formulação de um problema e do cuidado com o manejo das ferramentas empregadas para responder a ele, e não necessariamente de um tipo exclusivo da fonte adotada em uma pesquisa. Enfim, para os referidos autores, “[...] as fontes só adquirem significado histórico através das questões que o pesquisador formula a partir de uma problemática da investigação [...] é nesse momento que as fontes adquirem uma dimensão inteligível” (Machado; Nunes; Lacet, 2022, p. 409).</p>
			<p>No caso do diário pessoal, considerado um egodocumento por excelência (Britto; Corradi, 2018), cabe ressaltar que tal prática cultural já havia alcançado relevância no século XVIII, em decorrência da emergência do cidadão moderno e da valorização da escrita de si na sociedade ocidental. Mas foi no citado ambiente renovado da pesquisa historiográfica, a partir da segunda metade do século XX, que este artefato passou a ser concebido como fonte de pesquisa, dado o crescente interesse dos estudiosos das ciências humanas e sociais (<xref ref-type="bibr" rid="B27">Pinheiro, 2017</xref>).</p>
			<p>De natureza autobibliográfica, os egodocumentos procedem de arquivos pessoais e exalam a personalidade e a intimidade do autor. O diário pessoal, na qualidade de egodocumento, situa a vida de alguém dentro do seu contexto histórico (Britto; Corradi, 2018). Para os estudiosos, principalmente os historiadores da “Terceira Geração dos Annales”, o diário pessoal ou íntimo é concebido como produto da sociedade moderna, o que possibilita ao pesquisador, entre outras questões, conhecer a cultura letrada e os modos característicos de o sujeito narrar uma época, no registro de uma memória individual articulada com a experiência coletiva (<xref ref-type="bibr" rid="B27">Pinheiro, 2017</xref>). </p>
			<p>Assim, mesmo se constituindo em uma escrita autorreferencial, essa fonte possibilita conhecer dimensões mais abrangentes da sociedade no tempo-espaço e em uma perspectiva cronológica nem sempre linear, pois os diários como fontes revelam a oportunidade de pesquisar a fundo as representações cotidianas do que se passa na esfera política e social de uma época, entendendo que “cada memória pessoal pode ser vista e estudada como uma perspectiva da memória coletiva” (<xref ref-type="bibr" rid="B31">Welk, 2013</xref>, p. 35). </p>
			<p>Ainda sobre essa questão, Pinheiro insiste que:</p>
			<disp-quote>
				<p>[...] o diário enquanto fonte, constitui-se um campo aberto para a história [...] permite refletir sobre as modalidades da linguagem usada, os modos característicos de narrar de uma determinada época, os tipos de apropriação da língua, as relações entre oralidade e escrita formal, os diferentes graus de alfabetização, ação etc. (<xref ref-type="bibr" rid="B27">Pinheiro, 2017</xref>, p. 17).</p>
			</disp-quote>
			<p>É o exemplo da autobiografia do ex-prefeito cuiteense, analisada neste texto. O autor, durante 74 anos, exercitou a tarefa de registrar memórias do que considerou como sendo relevantes em sua trajetória de vida, em diferentes espaços e tempos, revisitando muito daquilo que estava destinado ao esquecimento. Emblemático o episódio político particular, o qual Pimenta cuidou de anotar em 25 de agosto de 1950: “A ala feminina do Partido Social Democrático (PSD) de Nova Floresta veio visitar Cuité e foi agredida pela ala feminina do partido adversário. Mais um absurdo cometido pela União Democrática Nacional (UDN), que não soube receber as visitantes” (Pimenta, 1986, p. 46).</p>
			<p>Essa anotação de Pimenta exprime uma inquietação pessoal do ex-prefeito cuiteense com a beligerância política local, situada em uma conjuntura estadual mais ampla do acirramento eleitoral na Paraíba entre as forças representadas pelos grupos do argemirismo (UDN) e americismo (PSD) pelo comando do poder e que, por fim, se transformou em uma guerra sem precedentes na história política do estado, com impactos e conflitos em diversos municípios (<xref ref-type="bibr" rid="B6">Carneiro, 2011</xref>). </p>
			<p>O paradigma destacado de um registro político e, no caso particular, de um acontecimento marcado por conflitos, constituiu-se em um exercício pessoal de Pimenta em selecionar memórias “quentes”, com datas precisas, apontamentos e anotações, sobre tudo o que julgou como necessário de ser lembrado na dimensão da sua experiência individual e cotidiana de uma época. </p>
			<p>Todavia, o diário pessoal não pode ser tomado como um produto acabado, ou um estatuto de uma verdade individual, mas como o “[...] resultado do esforço das sociedades históricas para impor ao futuro - voluntária ou involuntariamente - determinada imagem de si próprias” (Le Goff, 1996, p. 548). Sendo assim, a <italic>escrita autobiográfica</italic> presente no diário pessoal impõe ao pesquisador refletir sobre as efetivas condições de sua produção, considerando a sociedade, a cultura e o contexto. </p>
			<p>Desse modo, mesmo se constituindo em uma escrita de si, produto de um sujeito que narra e põe a tônica na sua vida pessoal (<xref ref-type="bibr" rid="B12">Lejeune, 2003</xref>) em forma de rememoração ou testemunho, a escrita diarista de viés autobiográfico não escapa da perspectiva de “imposição” ou “defesa” de uma verdade oriunda de uma experiência individual sobre o passado (<xref ref-type="bibr" rid="B28">Rago, 2013</xref>), como desvela Pedro Simões Pimenta em seus escritos ao justificar a produção do seu diário pessoal ao longo de 74 anos: “[...] meu ideal sempre foi falar a verdade” (Pimenta, 1986, p. 22). </p>
			<p>Por fim, adverte <xref ref-type="bibr" rid="B28">Rago (2013</xref>), cabe ao pesquisador, em posse desse tipo de documento, não esperar dessa prática discursiva cultural a reconstituição exata do ocorrido no passado, mas como uma leitura do individual sobre os processos históricos coletivos vividos e suas possibilidades de interpretação de uma dada realidade histórica. </p>
			<p>Diante dessa conjuntura, objetiva-se compreender as marcas da educação presentes na <italic>escrita autobiográfica</italic> do diário pessoal do ex-prefeito cuiteense Pedro Simões Pimenta, redigido entre os anos de 1912 e 1986, de maneira a questionar como a educação se apresenta na <italic>escrita autobiográfica</italic> do diário pessoal dele. Com o mote de elucidar esse problema de pesquisa e alcançar o objetivo formulado, desenvolveu-se uma investigação consoante detalhado no próximo seguimento. </p>
			<p>O estudo, ao incursionar em uma abordagem autobiográfica e considerar o diário pessoal como um espaço privilegiado de registros e apontamentos da escrita ou testemunho do próprio sujeito sobre si, tendo como referência central a sua trajetória existencial na forma de narrar o que foi experienciado ao longo de 74 anos, constitui-se em uma fonte de pesquisa fundamental à compreensão de questões de sua época e espaço, bem como das práticas de seu tempo. </p>
			<p>O texto se estrutura em quatro seções: 1) apresenta-se a temática, o problema, o objetivo e a relevância do estudo; 2) especifica-se a opção metodológica; 3) reflete-se sobre os resultados e discussão segundo o prisma de quem escreve (o autobiografado), o que escreve (seu diário) e o comprometimento do autobiografa com a educação; 4) tecem-se considerações não terminativas, que retomam ao problema de pesquisa, sintetizam os resultados mais seminais e apontam as limitações da pesquisa e sugestões para estudos futuros.</p>
		</sec>
		<sec sec-type="methods">
			<title>2 Metodologia</title>
			<p>A pesquisa é do tipo autobiográfica (<xref ref-type="bibr" rid="B10">Fialho; Santos; Sales, 2019</xref>), ancora-se na corrente teórico-metodológica nova história cultural (<xref ref-type="bibr" rid="B5">Burke, 1992</xref>) e elege como fonte histórica um egodocumento (Britto; Corradi, 2018), <italic>O Diário de Vovô Pedro</italic> (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Pimenta, 1986</xref>).</p>
			<p>A apropriação da autobiografia deve-se ao fato de ser a escrita da própria vida, diferindo dos estudos biográficos apenas em razão de quem a realizou (<xref ref-type="bibr" rid="B10">Fialho; Santos; Sales, 2019</xref>). Na autobiografia, com liberdade de pensamento, o próprio sujeito narra as circunstâncias de seu percurso em várias dimensões, incluindo a educativa (<xref ref-type="bibr" rid="B8">Costa; Holanda, 2021</xref>). Ou seja, embora os resultados acadêmicos-científicos e sociais se assemelhem, nas pesquisas biográficas, um terceiro pesquisador reconstitui, interpreta e publica a trajetória de vida de outrem. </p>
			<p>Os estudos autobiográficos são particularmente proveitosos para a História da Educação, pois, com reflexividade crítica, ampliam a leitura do mundo e permitem a identificação de trajetórias ofuscadas (<xref ref-type="bibr" rid="B8">Costa; Holanda, 2021</xref>; Fialho; <xref ref-type="bibr" rid="B21">Machado; Neves, 2021</xref>; Neves; Machado, 2024; <xref ref-type="bibr" rid="B23">Peixoto; Sales, 2023</xref>), configurando-se em uma fonte que ultrapassa os limites pessoais e penetra no fenômeno educativo e em suas interseções com outros aspectos sociais (<xref ref-type="bibr" rid="B30">Silva, 2021</xref>). </p>
			<p>A nova história cultural, ao eleger as fontes não oficiais como dignas da atenção historiográfica (<xref ref-type="bibr" rid="B5">Burke, 1992</xref>) e possibilitar o entrecruzamento com outras fontes (<xref ref-type="bibr" rid="B21">Neves, 2021</xref>), coaduna-se com os egodocumentos, uma vez que estes, inobstante desprovidos da chancela oficial institucional, materializam o eu (ego) do seu autor, permitindo ao historiador lançar luz sobre fatos que estavam na penumbra da História (Britto; Corradi, 2018). </p>
			<p>A coleta dos dados ocorreu a partir da leitura do diário do Pedro Simões Pimenta, cujos manuscritos foram datilografados e publicados como obra autoral em 1º de agosto de 1986, com o título <italic>O Diário de Vovô Pedro</italic>, pela Editora União Artes Gráficas, em João Pessoa, estado da Paraíba. O seu lançamento ocorreu no cenário de celebração dos 90 anos do autobiografado.</p>
			<p>Essa publicação contou com a coordenação, a revisão e o prefácio de Marisa da Luz Alverga, que foi educadora e autora de diversas obras poéticas que integram a enciclopédia da literatura brasileira, editada pelo MEC, e o Dicionário Literário da Paraíba, editado pelo Conselho Estadual de Cultura, bem como da <italic>1ª Antologia de Poetas e Escritores Brasileiros</italic>. Marisa da Luz Alverga é filiada à União Brasileira de Escritores e a academias de poesia em diversos estados, além de membro correspondente de várias academias culturais, inclusive no exterior.</p>
			<p>Para os fins de análise, foram selecionados, no referido diário perscrutado, trechos de memórias acerca da experiência da própria formação escolar de Pedro Simões Pimenta, bem como o que o autor diarista compreende e registra como sendo seu legado ou compromisso em prol da educação, ao longo da trajetória como representante político regional.</p>
		</sec>
		<sec sec-type="results|discussion">
			<title>3 Resultados e Discussão</title>
			<sec>
				<title>3.1 Vovô Pedro: quem é o sujeito que escreve?</title>
				<p>Pedro Simões Pimenta nasceu no sítio Malhada da Cruz, território de Cuité, no dia 1º de agosto de 1896, no advento da República. Era filho de Joaquim Simões Fernandes Pimenta e Josefa Constância das Mercês. Os pais tiveram vinte filhos, tendo “vingado” apenas sete: João, Mariana, Ana Amélia, Cândida, Maria Cesária, Veneranda e Pedro (Pimenta, 1986).</p>
				<p>Quando ainda tinha seis anos de idade, mudou-se com a família para Nova Cruz, cidade no estado do Rio Grande do Norte. Segundo ele, a mudança se deu porque o pai, o senhor Joaquim Simões Fernandes Pimenta, “havia comprado uma propriedade por 700.000 réis e aos doze anos dei início a minha carreira de trabalhador” (Pimenta, 1986, p. 19).</p>
				<p>Por tradição no trabalho no campo desde cedo, ao longo dos anos, foi adquirindo grandes extensões de terras e se consolidando como importante produtor rural. Sobre as lembranças dessa época, o político assim registrou em seu diário:</p>
				<disp-quote>
					<p>A memória leva-me à casa grande. Na sala principal havia um tijolo feito por meu pai e que eu, com seis anos de idade, pus o pé e ali ficou a marca. Meu pai achou graça e sentou o tijolo, como um troféu a ser exibido aos visitantes (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Pimenta, 1986</xref>, p. 20).</p>
				</disp-quote>
				<p>Pedro Simões Pimenta foi alfabetizado aos nove anos pela madrasta de sua mãe, a senhora Josefa Alves Frazão, formação que continuou de forma precária até os dezoito anos, quando residiu em Araruna, interior da Paraíba e, finalmente, aprendeu a ler, escrever e contar. </p>
				<p>Em 05 de setembro de 1923, casou-se com a prima Francisca Olindina, e dessa união nasceram os filhos: Maria, em 19 de julho de 1924; Geraldo, em 8 de julho de 1928; Rivaldo, em 2 de agosto de 1929; Francisca, em 25 de julho de 1933; José Simões, em 18 de outubro de 1934 e Honorina, em 30 de setembro de 1938.</p>
				<p>Em sua trajetória entre o Rio Grande do Norte e Paraíba, Pedro Simões Pimenta reconhece que teve uma história vitoriosa, pois, segundo ele, foi quase tudo na vida: “vaqueiro, zelador de cemitério, comerciante, criador de gado, gerente de cooperativa agropecuária, 1º suplente de juiz de direito, presidente do PSD, vereador e prefeito” (Pimenta, 1986, p. 21). </p>
				<p>Em homenagem aos 90 anos, realizada no dia 1º de agosto de 1986, em Cuité, junto com a família, decidiu publicar o seu diário pessoal, contendo, segundo ele, alegrias, vitórias e algumas dores, “que também fazem parte da vida” (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Pimenta, 1986</xref>, p. 36).</p>
				<p>Pedro Simões Pimenta faleceu em sua residência, na Praça Barão do Rio Branco, número 393, em Cuité, aos 92 anos de idade, no dia 25 de abril de 1989, de insuficiência respiratória, tendo recebido da população cuiteense inúmeras homenagens pelo reconhecimento público do seu legado.</p>
				<p>O seu nome denomina alguns espaços urbanos em Cuité: rua, parque de vaquejada, campo de aviação e, mais recentemente, a barragem de Japi, em uma “homenagem justa” àquele que a idealizou (<xref ref-type="bibr" rid="B2">Araújo, 2022</xref>). Em 1989, no governo estadual de Wilson Braga, uma rua da capital paraibana também recebeu o nome do político cuiteense.</p>
			</sec>
			<sec>
				<title><bold>3.2 <italic>O Diário de Vovô Pedro</italic>
</bold></title>
				<p>O diário pessoal de Pedro Simões <xref ref-type="bibr" rid="B25">Pimenta tornou-se público em 1º de agosto de 1986</xref>, por ocasião da celebração dos 90 anos do ex-prefeito cuiteense. </p>
				<p>Pelo título, espera-se que o livro contemple as vivências de um homem na função de avô; memórias e histórias com seus netos. Todavia, não são narrativas com esse teor que o livro aborda. No diário, estão registrados acontecimentos diversos, de conteúdos de cunho ora mais pessoal, ora mais público, considerados importantes pelo autor ao longo de sua trajetória. Compreende-se, então, que o título foi atribuído relacionando-se muito mais ao tempo de sua publicação, quando seu autor já se encontra em idade madura - período em que é comum a experiência de convívio com os netos - do que aos eventos narrados por seu autor. Por outro lado, pode ter havido nitidamente uma intenção de quais memórias sobre si o avô Pedro Simões Pimenta gostaria que os netos preservassem e divulgassem, garantindo assim a autoimagem que ele construiu. </p>
				<p>Segundo <xref ref-type="bibr" rid="B3">Artières (1998</xref>), o diário íntimo é um dos artefatos usados para arquivar a própria vida, no qual registramos alguns acontecimentos e omitimos outros, com a possibilidade de revisão, fazendo cortes ou acréscimos. A publicação desses registros diários transformando-os em uma autobiografia - considerada “a prática mais acabada desse arquivamento” - é o momento de seleção de acontecimentos e ordenação da narrativa, quando se define “o sentido que desejamos dar as nossas vidas” (Artières, 1998, p. 11).</p>
				<p>Além disso, ao ser vertido para livro, o diário passou por revisão e recebeu acréscimos, como os comentários de familiares, que contemplam a opinião também dos filhos e das filhas e dos netos e das netas, enfatizando seus sentimentos em relação às vivências com o avô. A presença desses familiares na organização do texto em sua versão para publicação, inserindo pequenos textos narrativos/opinativos sobre o autor, provavelmente, influenciou na escolha do título e possibilitou a ratificação da imagem almejada por Pedro Simões Pimenta para a posteridade.</p>
				<p>A citada obra contém 87 páginas e traz na capa uma arte gráfica de Elias dos Santos, que é bastante representativa da relação de Pimenta com os verdes anos da vida rural, como destaca em seu diário: “Sinto saudades do campo. Tudo ali era paz, suavidade, um eterno convite à tranquilidade” (Pimenta, 1986, p. 24). </p>
				<p>A obra, rica em memórias, pensamentos, poemas e imagens, é delimitada no recorte temporal entre os anos de 1912 e 1986, data que marca o aniversário dos 90 anos do político. Ela foi publicada em uma solenidade que reuniu familiares, amigos próximos e convidados.</p>
				<p><xref ref-type="fig" rid="f1"/>
					<fig id="f1">
						<label>Imagem 1</label>
						<caption>
							<title><bold>Capa do livro <italic>O Diário de Vovô Pedro</italic>
</bold></title>
						</caption>
						<graphic xlink:href="2675-519X-pemo-7-e13099-gf1.tif"/>
						<attrib>Fonte: <xref ref-type="bibr" rid="B25">Pimenta, 1986</xref>.</attrib>
					</fig>
				</p>
				<p>Já na contracapa aparece como sendo uma escrita de cunho “autobiográfico”. Tem como revisora, coordenadora e prefaciadora a educadora e escritora paraibana Marisa da Luz Alverga. Segundo a referida prefaciadora, <italic>O Diário de Vovô Pedro</italic> publicado em formato de obra constitui-se em uma página de cunho literário (Alverga, 1986).</p>
				<p>Na página de abertura, há uma fotografia do autor ainda da época em que governou a cidade de Cuité, no início dos anos de 1950<xref ref-type="fn" rid="fn1"><sup>1</sup></xref>, e um poema<xref ref-type="fn" rid="fn2"><sup>2</sup></xref> que marcou a sua trajetória.</p>
				<p><xref ref-type="fig" rid="f2"/>
					<fig id="f2">
						<label>Imagem 2</label>
						<caption>
							<title><bold>Página de abertura do livro <italic>O Diário de Vovô Pedro</italic>
</bold></title>
						</caption>
						<graphic xlink:href="2675-519X-pemo-7-e13099-gf2.tif"/>
						<attrib>Fonte: <xref ref-type="bibr" rid="B25">Pimenta, 1986</xref>, p. 2. </attrib>
					</fig>
				</p>
				<p>A obra divide-se em seis partes: prefácio, comentários de familiares, biografia, prólogo, reminiscências e diário político, sendo dedicada à esposa, Francisca Olindina Simões, falecida em 28 de dezembro de 1967, e aos filhos, netos e bisnetos. </p>
				<p>Em um esforço de síntese sobre a obra que narra a sua própria trajetória, o autor afirma: “a minha estória é igual a tantas outras [...] registrei dia-a-dia, pacientemente, todos os acontecimentos que marcaram os meus noventa anos de existência [...] e desse registro nasceu o livro que ora lhes ofereço” (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Pimenta, 1986</xref>, p. 23-24). </p>
				<p>Por fim, o autor destaca o porquê da publicação do seu diário pessoal construído ao longo de 74 anos: “meus filhos decidiram publicar o meu diário e de repente me fiz escritor” (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Pimenta, 1986</xref>, p. 85). Pedro Simões Pimenta conclui a obra de memórias com versos que são saudosistas e representativos de uma escrita de cunho autobiográfico, balizada por lembranças que lhe marcaram a vida, já reconhecendo o peso do tempo, na dimensão dos seus 90 anos:</p>
				<verse-group>
					<verse-line>Hoje sinto fugir-me a mocidade</verse-line>
					<verse-line>Como a espuma desce a correnteza</verse-line>
					<verse-line>E que vai me levando a tristeza</verse-line>
					<verse-line>A velhice, a canseira, a saudade</verse-line>
					<attrib>(<xref ref-type="bibr" rid="B25">Pimenta, 1986</xref>, p. 85).</attrib>
				</verse-group>
				<p>Os versos refletem o lamento pela mocidade perdida e apontam para as condições concretas do sujeito no tempo presente, com a consciência de que a ação possível é lembrar, no momento em que a vida lhe escapa irreversivelmente. </p>
			</sec>
			<sec>
				<title><bold>3.2 A Educação em <italic>O Diário de Vovô Pedro</italic>
</bold></title>
				<p>No prefácio da obra <italic>O Diário de Vovô Pedro</italic>, Alverga afirma reconhecer que Pedro Simões Pimenta: </p>
				<disp-quote>
					<p>[...] não tem anel de doutor no dedo, nem diploma. A faculdade que cursou foi a escola da vida e aí, sim, formou-se com distinção, tirando nota dez, com louvor, em todas as matérias, que se resumem numa única disciplina, a vida (<xref ref-type="bibr" rid="B1">Alverga, 1986</xref>, p. 12).</p>
				</disp-quote>
				<p>Com essa observação, a prefaciadora inicia a apresentação da obra como uma espécie de justificativa, por compreender que as práticas de escrita convencionalmente foram delegadas aos sujeitos “bem” escolarizados, detentores de um saber institucionalizado e “superior”, por conseguinte, sendo estes os únicos portadores de uma condição ou <italic>status</italic> do domínio de uma cultura letrada.</p>
				<p>A criação no universo rural, como era comum, impunha aos filhos trabalharem desde cedo na roça com os pais, algo que não seria diferente com Pedro Simões Pimenta no seu tradicional núcleo familiar. Não à toa, confessa ter começado sua aprendizagem na lida com a terra, enfrentando adversidades, dificuldades e sofrimentos.</p>
				<p>O pai, Joaquim Simões Fernandes Pimenta, nas palavras do filho, apesar da dura vida cotidiana no campo para prover as condições da família, “era o único homem na região que sabia ler e escrever. Aprendera com os padres [...] era dotado de uma força física excepcional. Inteligente e trabalhador” (Pimenta, 1986, p. 19).</p>
				<p>Todavia, apesar do exaustivo e rotineiro trabalho no campo, o autor revela em seu diário que, ao contrário de muitos, com apoio da família, ele teve o privilégio de ser escolarizado em momentos de muita dificuldade educacional: </p>
				<disp-quote>
					<p>Aos nove anos ingressei numa escola particular em Malhada da Cruz e foi ali onde aprendi a ler com D Josefa Alves Frazão, a minha primeira professora [...] Aos dezoito anos fui residir em casa de uma comadre do meu pai [...], em Calabouço, município de Araruna, para estudar. A escola distava seis quilômetros [...] percurso que fazíamos todos os dias [...] O nosso professor, de nome Brandão, era um moço esguio, de cor parda, tinha uma personalidade muito forte, porém de pouca cultura, mas ensinou-me tudo que sabia e ainda hoje reverencio a sua memória (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Pimenta, 1986</xref>, p. 21).</p>
				</disp-quote>
				<p>O acesso à formação e ao letramento em uma “escola residencial”, mesmo em condições precárias, como era comum à época, por si só já o diferenciava dos seus demais contemporâneos que viviam no campo em condições adversas. Pois, segundo <xref ref-type="bibr" rid="B25">Pimenta, nessa época “não se conhecia conforto, escola não existia” (Pimenta, 1986</xref>, p. 20). </p>
				<p>Nesse cenário, insiste Pimenta, “tudo era difícil [...] os meios de comunicação eram remotos. Não havia estradas e o transporte que se dispunha era o carro de boi ou o lombo de um cavalo” (Pimenta, 1986, p. 24). Embora o autobiografado se refira às adversidades de sua escolarização ainda no início do século XX, Nunes, <xref ref-type="bibr" rid="B22">Machado e Sousa (2021</xref>) constataram que esse cenário inóspito persistiu ainda por décadas. Haja vista que no estado da Paraíba o analfabetismo imperava, sobremodo em meio às classes menos abastadas, o que era agravado pela precariedade da rede escolar e escassez de professores qualificados. </p>
				<p>Porém, devido ao fato de ter tido a oportunidade de cursar o primário, por conseguinte, sabendo ler, escrever e contar, Pedro Simões Pimenta conseguiu acessar espaços de poder no campo e na cidade, como ele mesmo reconhece, ao afirmar sobre sua ascensão na carreira de vereador em 1937<xref ref-type="fn" rid="fn3"><sup>3</sup></xref>, suplente de juiz em 1945 e prefeito eleito e empossado em 1951, quando à época ainda era vedado aos indivíduos sem escolaridade o exercício desses diretos políticos.</p>
				<p>A valorização pela educação fez o autor registrar, ainda aos 38 anos de idade, um fato relevante ocorrido em 1934, que foi a fundação por iniciativa própria de uma instituição de ensino nos espaços de sua propriedade, em Malhada da Cruz:</p>
				<disp-quote>
					<p>[...] uma Escola Particular em Malhada da cruz e D. Vicência foi a primeira professora, residente em Araruna e que depois foi substituída por Domiciano Alves de Queiroz, que morava em Cuité (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Pimenta, 1986</xref>, p. 27).</p>
				</disp-quote>
				<p>A escolha pela criação de uma instituição de ensino das primeiras letras em Malhada da Cruz pode ser justificada por ser o seu lugar de origem, onde residia a família Simões Pimenta, mas também por se constituir em um espaço geográfico considerável. Nessa época, segundo Pereira Sobrinho (2008), muitos residentes naquela região rural do Curimataú não tinham qualquer contato com a sede do distrito ou nem mesmo conheciam o centro urbano de Cuité, ficando, assim, totalmente excluídos das escassas políticas públicas. Sobre essa questão, Pinheiro também reforça que, na Paraíba dos anos 30 do século XX, “a escolarização no meio rural era dificultada pelas precárias condições de vida dos grupos sociais subalternos, localizados nas zonas rurais” (Pinheiro, 2023, p. 70).</p>
				<p>Como vereador eleito em 16 de junho de 1937, Pedro Simões Pimenta passou a transitar no meio político e estabelecer contatos com lideranças regionais influentes do poder social e econômico. No seu diário, são transcritas algumas das missivas recebidas em resposta aos seus pleitos. É o exemplo da carta recebida do então deputado estadual Pedro de Almeida, em 21 de outubro de 1946, em atendimento a um pleito educacional:</p>
				<disp-quote>
					<p>Avise à Diretoria do Grupo Escolar daí, para cobrar os Boletins das Professoras do Ensino de Adultos a fazer a remessa para o respectivo pagamento. Sem isso não se paga [...] Abraços do amigo Pedro de Almeida (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Pimenta, 1986</xref>, p. 36).</p>
				</disp-quote>
				<p>A epístola supõe sua interlocução como representante político, atuando para destravar questões de ordem burocrática que impediam o recebimento dos vencimentos das professoras da cidade empenhadas na alfabetização de adultos. </p>
				<p>Em outro momento, já investido da condição de prefeito constitucional, eleito em 12 de agosto de 1951, Pedro Simões Pimenta anota no seu diário algumas obras ao longo da sua gestão e, entre estas, destaca duas iniciativas voltadas exclusivamente à educação municipal: “a construção de um Grupo Escolar na localidade Telha [...] e o auxílio para a escola dos estudantes em João Pessoa” (Pimenta, 1986, p. 52). </p>
				<p>Também anota no diário algumas visitas visando à implementação de instituições escolares em espaços mais distantes da sede do município, como destacou em 05 de fevereiro de 1953, ao afirmar que foi à Serra do Damião para manter entendimento sobre “a construção de Grupos Rurais naquela zona” (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Pimenta, 1986</xref>, p. 55). </p>
				<p>Ressalte-se que, durante os anos de 1950, na cidade Cuité, existia apenas uma instituição escolar em funcionamento em seu núcleo urbano, como resultado da lenta passagem das escolas residenciais isoladas para o “moderno” modelo de grupo escolar criado em 1943 na cidade (<xref ref-type="bibr" rid="B13">Lima; Pereira Sobrinho; Araújo, 2020</xref>). A construção de uma instituição escolar na zona rural contribuía para minorar as desigualdades de acesso ao ensino público.</p>
				<p>Em seu diário, a educação também se faz presente nas demandas apresentadas em algumas audiências institucionais do prefeito cuiteense com o governador paraibano José Américo de Almeida<xref ref-type="fn" rid="fn4"><sup>4</sup></xref>. </p>
				<p>Em 1951, Pedro Simões Pimenta registrou no diário dois destes encontros. Em 15 de janeiro, o político anotou: “Visitei o governador José Américo de Almeida em Campina Grande na casa de Luiz Mota [...] combinamos a conclusão do Grupo Escolar de Cuité. Tudo ficou resolvido” (Pimenta, 1986, p. 48).</p>
				<p>Em 30 de setembro do mesmo ano, dessa vez em visita ao governador na capital da Paraíba, Pimenta anotou:</p>
				<disp-quote>
					<p>Tratamos de assunto do município de Cuité [...] e falamos da nomeação de três professoras para o Grupo Escolar de Cuité, tendo sido lembrado o nome de Maria Anita Coelho, o da filha de Manoel Furtado e o da filha de Bezinho [...] Todos os pleitos foram atendidos (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Pimenta, 1986</xref>, p. 53).</p>
				</disp-quote>
				<p><xref ref-type="fig" rid="f3"/>
					<fig id="f3">
						<label>Imagem 3</label>
						<caption>
							<title>Visita do prefeito Pedro Simões e aliados do PSD ao então governador José Américo de Almeida no Palácio da Redenção em 1951</title>
						</caption>
						<graphic xlink:href="2675-519X-pemo-7-e13099-gf3.tif"/>
						<attrib>Fonte: Museu do Homem do Curimataú.</attrib>
					</fig>
				</p>
				<p>Evidencia-se que o gestor municipal, além de apresentar um pleito educacional visando a atender familiares dos correligionários, buscava ao mesmo tempo favorecer o Grupo Escolar André Vidal de Negreiros com novas docentes profissionais para suprir as crescentes demandas da escolarização primária regional. A citada instituição viria se transformar “num equipamento de referência educacional” (<xref ref-type="bibr" rid="B13">Lima; Pereira Sobrinho; Araújo, 2020</xref>, p. 193). </p>
				<p>Segundo <xref ref-type="bibr" rid="B22">Machado, Nunes e Lacet (2021</xref>), a citada instituição foi inaugurada durante a gestão do interventor federal, Rui Carneiro<xref ref-type="fn" rid="fn5"><sup>5</sup></xref>, pelo decreto n° 337 de 22 de dezembro de 1942 e pelo decreto nº 52 publicado em Diário Oficial no dia de 23 de dezembro de 1942, mas só ocorreu o seu efetivo reconhecimento legal no ano de 1943. Nesse momento, era a única instituição para atender a cidade e demais distritos.</p>
				<p>Ao contrário dos ditames patriarcais que determinavam a invisibilidade feminina na Paraíba do século XX (Machado <italic>et al</italic>., 2023), em 16 de janeiro de 1953, Pedro Simões Pimenta fez questão de registrar no diário a presença das mulheres que naquele momento exerciam atividades educacionais no Grupo Escolar André Vidal de Negreiros, muitas já em processo de formação no Curso Normal Regional do Instituto América: “Maria Anita Coelho, Nautília Furtado, Nailda Rocha, Noêmia Campos, Mirtes Venâncio, Maria das Mercês, Ismália Fonseca (Inspetora de alunos), Maria Lica Macedo (Servente), Camélia Pessoa, Eliza Macedo, Maria José” (Pimenta, 1986, p. 56). Nessa lista de docentes, constavam alguns dos nomes indicados em seu pleito ao governador José Américo de Almeida.</p>
				<p>Sobre o Instituto América, <xref ref-type="bibr" rid="B15">Machado e Nunes (2019</xref>, p. 30) relatam que:</p>
				<disp-quote>
					<p>teve uma vida efêmera na formação escolar da cidade. Criado em 1952, funcionou até final do ano de 1970, quando cedeu seu espaço para a implantação do Colégio Estadual de Cuité - CEC no ano letivo de 1971, que depois foi denominado de Colégio Estadual Orlando Venâncio dos Santos, e hoje se chama Escola Cidadã Integral Estadual de Ensino Médio Orlando Venâncio dos Santos.</p>
				</disp-quote>
				<p>No último ano do seu governo, Pedro Simões Pimenta anotou em 07 de junho de 1955 a visita do governador José Américo de Almeida a Cuité, com a missão institucional de inaugurar a nova sede do Grupo Escolar André Vidal de Negreiros, um marco importante no final da sua gestão e uma luta histórica da população, que aguardava desde 1943 uma moderna estrutura para funcionamento da referida instituição de ensino:</p>
				<disp-quote>
					<p>O governador José Américo, com sua comitiva, inclusive seu irmão Augusto de Almeida, prefeito da cidade de Guarabira, fizeram uma visita a Cuité e foram meus hóspedes. O governador inaugurou o Grupo Vidal de Negreiros e foi feita a aposição do seu retrato no salão da prefeitura (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Pimenta, 1986</xref>, p. 57).</p>
				</disp-quote>
				<p>O novo prédio inaugurado tinha mais de 600 metros quadrados, com área coberta, quatro amplas salas de aula, dependências administrativas, espaço de recreação, cozinha e uma residência anexa para professores (<xref ref-type="bibr" rid="B13">Lima; Pereira Sobrino; Araújo, 2020</xref>).</p>
				<p>Mesmo que a instituição tenha tido total aporte financeiro em sua edificação advindo dos governos estadual e federal ao longo de mais de uma década, Pedro Simões Pimenta buscava identificar em sua memória essa operosa realização como uma conquista e êxito que marcou sua gestão em prol da educação regional, em particular, devido às relações de aliança e amizade estabelecidas com o então governador paraibano José Américo de Almeida. </p>
				<p>É importante enfatizar que a relação de amizade e compromisso de Pedro Simões Pimenta com o autor de <italic>A Bagaceira</italic> se manteve viva, mesmo após o encerramento dos seus mandatos como gestores públicos. Não à toa, Pimenta sempre que podia visitava o imortal escritor paraibano em sua residência, em Tambaú, como relata a memorialista Maria de Lourdes Lemos Luna: “O Curimataú assinalava, de vez em quando, sua presença nas pessoas de Pedro Simões (Cuité), José Diniz (Barra de Santa Rosa), Eugênio Vasconcelos (Picuí) e Sizenando Monteiro (Cubati)” (Luna, 1994, p. 119). </p>
				<p>Já afastado das funções na vida pública, Pedro Simões Pimenta anotou e celebrou em 10 de março de 1971 a inauguração do Colégio Estadual de Cuité, mas sem esquecer que a referida obra, mesmo tendo sido entregue durante a gestão do governador Ernâni Sátiro<xref ref-type="fn" rid="fn6"><sup>6</sup></xref>, era um pleito do aliado e antecessor João Agripino Maia<xref ref-type="fn" rid="fn7"><sup>7</sup></xref>. </p>
				<p><xref ref-type="fig" rid="f4"/>
					<fig id="f4">
						<label>Imagem 4</label>
						<caption>
							<title>Governador Ernani Sátiro e a prefeita Neuza Bezerra na inauguração do Colégio Estadual de Cuité, em 10 de março de 1971</title>
						</caption>
						<graphic xlink:href="2675-519X-pemo-7-e13099-gf4.tif"/>
						<attrib>Fonte: Museu do Homem do Curimataú.</attrib>
					</fig>
				</p>
				<p>A reivindicação por uma escola com o nível de formação ginasial uniu toda a classe política cuiteense. Assim, por ocasião dos festejos de celebração do bicentenário, em 1968, foi levado esse pleito ao governador João Agripino, que se encontrava participando das atividades na cidade. </p>
				<p>O espaço foi edificado na estrutura doada pelo Instituto América, após algumas negociações. Segundo <xref ref-type="bibr" rid="B13">Lima, Pereira Sobrinho e Araújo (2020</xref>, p. 198), o Colégio Estadual de Cuité “teve como primeiro diretor o advogado paraibano Roosevelt Vita e, como secretária, a funcionária Maria José Dantas”. Convergiu de forma satisfatória com esse período a implantação seguinte da Lei 5.692/1971, em 11 de agosto, abolindo o famigerado Exame de Admissão e viabilizando, portanto, a expansão desse nível de ensino ofertado na referida instituição de ensino em Cuité.</p>
			</sec>
		</sec>
		<sec sec-type="conclusions">
			<title>4 Considerações finais</title>
			<p>Esta pesquisa inquiriu: como a educação se apresenta na escrita autobiográfica do diário pessoal de Pedro Simões Pimenta? Com o escopo de compreender as marcas da educação presentes na <italic>escrita autobiográfica</italic> do diário pessoal do ex-prefeito cuiteense Pedro Simões Pimenta, que o escreveu entre os anos de 1912 e 1986. </p>
			<p>A obra <italic>O Diário de Vovô Pedro</italic> permitiu uma incursão analítica em torno da narrativa autobiográfica do ex-prefeito Pedro Simões Pimenta nas anotações com datações precisas sobre experiências do vivido no âmbito individual e coletivo, em distintos momentos e espaços, ao longo de 74 anos. </p>
			<p>A publicação dos manuscritos íntimos, o diário pessoal, um egodocumento, em formato de livro, lançado em 1º de agosto de 1986, veiculou para um público mais amplo da região uma memória que antes era estritamente pessoal e desconhecida. Com isso, passou-se a conhecer Pedro Simões Pimenta para além da trajetória política ou do imperativo de poder econômico sobre grandes extensões de terras. Ou seja, como um sujeito preocupado em registrar fatos diversos, Pimenta deixou para as gerações seguintes impressões e testemunhos do que viveu, em especial, na sua terra natal, Cuité.</p>
			<p>E, na especificidade proposta desta pesquisa, identificou-se, no conjunto dessa narrativa autobiográfica, algumas marcas da educação que mereceram notas e apontamentos de Pedro Simões Pimenta, em distintos momentos na sua longeva trajetória, “no contexto de uma história cultural dos registros de si” (<xref ref-type="bibr" rid="B7">Castro; Lemos, 2009</xref>, p. 10).</p>
			<p>A educação é lembrada em seu diário, desde os difíceis anos da sua alfabetização primária, quando aos nove anos, ao tempo em que iniciava com o pai o trabalho no campo e começava o processo de alfabetização, com Josefa Alves Frazão, madrasta de sua mãe. Formação escolar que continuou em Araruna, consolidando o desafio de aprender a ler, escrever e contar, um indiscutível privilégio naquele contexto. </p>
			<p>Na vida adulta, em diferentes espaços e tempos distintos da sua atuação, como cidadão e, principalmente, representante do seu povo, Pedro Simões Pimenta demonstrou em seus registros e anotações preocupações em atender demandas por educação em sua terra, desde a construção de escolas, passando pela reivindicação de nomeações de professoras, em épocas de total descaso com a política pública.</p>
			<p>As memórias, mesmo individuais, transitam pelo coletivo e trazem-no à tona; assim, o diário de Pedro Simões Pimenta, transformado em livro, aponta para outros sujeitos que, contemporâneos seus, também constituíram a educação no município de Cuité, embora a tenham vivenciado de modo distinto e pessoal. Os nomes de professoras que o memorialista citou confirmam a relevância daquelas na educação, e são pistas importantes que podem contribuir para a realização de outras pesquisas.</p>
			<p>Por ser uma pesquisa autobiográfica, singular, não se recomendam generalizações. Todavia, a educação se faz presente em <italic>O Diário de Vovô Pedro</italic>, de forma a contribuir para a preservação da história e da memória da educação. Para estudos futuros, apresentam-se egodocumentos, como cartas e diários pessoas, qualificados como fontes eloquentes para a História da Educação Brasileira. </p>
		</sec>
	</body>
	<back>
		<ref-list>
			<title>Referências</title>
			<ref id="B1">
				<mixed-citation>ALVERGA, Marisa. Prefácio. In: O Diário do Vovô Pedro. João Pessoa: Editora UNIGRAF, 1986. pp. 11-12.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
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							<surname>ALVERGA</surname>
							<given-names>Marisa</given-names>
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					<chapter-title>Prefácio</chapter-title>
					<source>O Diário do Vovô Pedro</source>
					<publisher-loc>João Pessoa</publisher-loc>
					<publisher-name>Editora UNIGRAF</publisher-name>
					<year>1986</year>
					<fpage>11</fpage>
					<lpage>12</lpage>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B2">
				<mixed-citation>ARAÚJO, Marcílio. Idealizadores de barragem em Cuité foram esquecidos em sua inauguração, Portal Picuí hoje com Flávio Fernandes/Blog do Flávio, fev. 2022. Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://www.portalpicuihoje.com.br/2022/02/idealizadores-da-barragem-retiro-foram.html">https://www.portalpicuihoje.com.br/2022/02/idealizadores-da-barragem-retiro-foram.html</ext-link>. Acesso em: 15 abr. 2024.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
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							<surname>ARAÚJO</surname>
							<given-names>Marcílio</given-names>
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					<source>Idealizadores de barragem em Cuité foram esquecidos em sua inauguração, Portal Picuí hoje com Flávio Fernandes/Blog do Flávio, fev</source>
					<year>2022</year>
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				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B3">
				<mixed-citation>ARTIÈRES, Philippe. Arquivar a própria vida. Tradução: Dora Rocha. Revista Estudos históricos, v. 11, n. 21, p 9-34, 1998. Disponível: <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://periodicos.fgv.br/reh/ article/view/2061/1200">https://periodicos.fgv.br/reh/ article/view/2061/1200</ext-link>. Acesso em: 15 abr. 2024.</mixed-citation>
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					<article-title>Arquivar a própria vida. Tradução: Dora Rocha</article-title>
					<source>Revista Estudos históricos</source>
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					<lpage>34</lpage>
					<year>1998</year>
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				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B4">
				<mixed-citation>BRITTO, Augusto César Luiz; CORRADI, Analaura. Egodocumentos: os documentos que expressam a personalidade, intimidade e motivações dos titulares de arquivos pessoais. BIBLOS, [S. l.], v. 32, n. 2, p. 98-129, 2023. Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://periodicos.furg.br/ biblos/article/view/">https://periodicos.furg.br/ biblos/article/view/</ext-link>7968. Acesso em: 6 maio 2024.</mixed-citation>
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					<year>2023</year>
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				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B5">
				<mixed-citation>BURKE, Peter. A Revolução Francesa da historiografia: a Escola dos Annales 1929-1989. Tradução: Nilo Odália. São Paulo: Editora Universidade Estadual Paulista, 1992.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
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							<surname>BURKE</surname>
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					<source>A Revolução Francesa da historiografia: a Escola dos Annales 1929-1989. Tradução: Nilo Odália</source>
					<publisher-loc>São Paulo</publisher-loc>
					<publisher-name>Editora Universidade Estadual Paulista</publisher-name>
					<year>1992</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B6">
				<mixed-citation>CARNEIRO, Renato César. A bagaceira eleitoral: verba, verbo e populismo - a história do voto na Parahyba (Da Revolução de 30 a 1965). João Pessoa: Editora UFPB, 2011.</mixed-citation>
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					<person-group person-group-type="author">
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							<surname>CARNEIRO</surname>
							<given-names>Renato César</given-names>
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				<mixed-citation>PINHEIRO, Antônio Carlos Ferreira. Uma história da educação rural brasileira pela modulação paraibana (1858-1970). João Pessoa: Editora do CCTA, 2023.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
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							<surname>PINHEIRO</surname>
							<given-names>Antônio Carlos Ferreira</given-names>
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					<source>Uma história da educação rural brasileira pela modulação paraibana (1858-1970)</source>
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				<mixed-citation>PINHEIRO, José Gledison Rocha. O diário de Dalila: poética, testemunho e tragédia na formação do indivíduo moderno. Salvador: EDUNEB, 2017.</mixed-citation>
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				<mixed-citation>RAGO, Margareth. A aventura de contar-se: feminismos, escrita de si e invenção da subjetividade. Campinas, SP: Editora da Unicamp, 2013.</mixed-citation>
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				<mixed-citation>SCHWARCZ, Lilia Moritz. De olho em D. Pedro II e seu reino tropical. São Paulo: Editora Claro Enigma, 2009.</mixed-citation>
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				<mixed-citation>SILVA, Rebecca Machado Oliveira. O memorial autobiográfico como nova possibilidade didática nos processos de formação docente de professores da Educação Infantil. Ensino em Perspectivas, v. 2, n. 2, p. 1-16, 2021. Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://revistas.uece. br/index.php/ensinoemperspectivas/article/view/5115">https://revistas.uece. br/index.php/ensinoemperspectivas/article/view/5115</ext-link>. Acesso em: 6 maio 2024.</mixed-citation>
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							<surname>SILVA</surname>
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					<article-title>O memorial autobiográfico como nova possibilidade didática nos processos de formação docente de professores da Educação Infantil</article-title>
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				<mixed-citation>WELK, Rosane. O diário da professora D.: entre dizeres e (a)fazeres do contar-se. Curitiba: Editora CRV, 2013.</mixed-citation>
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							<surname>WELK</surname>
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					<source>O diário da professora D.: entre dizeres e (a)fazeres do contar-se</source>
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				<label>Como citar este artigo (ABNT):</label>
				<p> MACHADO, Charliton José dos Santos; NUNES, Maria Lúcia da Silva; NEVES, Vanusa Nascimento Sabino. As marcas da educação na obra <italic>O Diário De Vovô Pedro</italic> (1912-1986). <bold>Rev. Pemo</bold>, Fortaleza, v. 7, e13099, 2025. Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://revistas.uece.br/index.php/revpemo/article/view/13099">https://revistas.uece.br/index.php/revpemo/article/view/13099</ext-link>
				</p>
			</fn>
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			<fn fn-type="other" id="fn1">
				<label>1</label>
				<p>Pedro Simões Pimenta foi o segundo prefeito eleito de Cuité, após o advento da Segunda República e governou a cidade entre os anos de 1951 e 1955. </p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn2">
				<label>2</label>
				<p>Quem diz que nunca chorou / Querendo bem é mentira / Querendo bem de verdade / Chora, soluça e suspira. </p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn3">
				<label>3</label>
				<p>Foi eleito vereador em 16 de junho de 1937, tendo recebido 470 votos.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn4">
				<label>4</label>
				<p>Almeida (1887-1980) foi escritor e político brasileiro. Sua obra <italic>A Bagaceira</italic> deu início à “Geração Regionalista do Nordeste”. Foi eleito para a Academia Brasileira de Letras, em 27 de outubro de 1966, ocupando a cadeira nº 38. Líder regional na Revolução de 30, foi por duas vezes ministro nos governos Vargas, além de senador e governador da Paraíba. </p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn5">
				<label>5</label>
				<p>Rui Carneiro foi deputado federal, senador e interventor federal na Paraíba durante o Estado Novo. </p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn6">
				<label>6</label>
				<p>Foi deputado, escritor e governador da Paraíba. </p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn7">
				<label>7</label>
				<p>Foi deputado, ministro, senador e governador paraibano.</p>
			</fn>
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	</back>
	<sub-article article-type="translation" id="s1" xml:lang="en">
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			<article-categories>
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					<subject>ARTICLE</subject>
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			<title-group>
				<article-title>The marks of education in the book <italic>O Diário de Vovô Pedro</italic> (1912-1986)</article-title>
			</title-group>
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				<contrib contrib-type="author">
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					<name>
						<surname>Machado</surname>
						<given-names>Charliton José dos Santos</given-names>
					</name>
					<xref ref-type="aff" rid="aff1n"><sup>i</sup></xref>
					<bio><p>Professor Titular da Universidade Federal da Paraíba. Pós-doutor em Educação (Coimbra/Portugal) e em História e Filosofia da Educação (Unicamp). Doutor em Educação (UFRN) e Mestre em Sociologia (UFPB). Bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq Nível 1C.</p></bio>
					<role>project management</role>
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					<name>
						<surname>Nunes</surname>
						<given-names>Maria Lúcia da Silva</given-names>
					</name>
					<xref ref-type="aff" rid="aff2n"><sup>ii</sup></xref>
					<bio><p>Professora aposentada da Universidade Federal da Paraíba. Pesquisadora associada à Sociedade Brasileira de História da Educação e membro do Histedbr-PB. Doutora em Educação (UFRN).</p></bio>
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				<contrib contrib-type="author">
					<contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0001-6163-1699</contrib-id>
					<contrib-id contrib-id-type="lattes">9207875628192963</contrib-id>
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						<surname>Neves</surname>
						<given-names>Vanusa Nascimento Sabino</given-names>
					</name>
					<xref ref-type="aff" rid="aff3n"><sup>iii</sup></xref>
					<bio><p>Doutora em Educação pela Universidade Federal da Paraíba, mestra em Gestão de Organizações Aprendentes (UFPB), enfermeira e advogada.</p></bio>
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					<role>methodology</role>
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				<label>i</label>
				<institution content-type="original">Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, PB, Brasil. E-mail: charliontonlara@yahoo.com.br</institution>
			</aff>
			<aff id="aff2n">
				<label>ii</label>
				<institution content-type="original">Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, PB, Brasil. E-mail: mlsnunesml@gmail.com</institution>
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			<aff id="aff3n">
				<label>iii</label>
				<institution content-type="original">Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, PB, Brasil. E-mail: pbvanusa@gmail.com</institution>
			</aff>
			<author-notes>
				<fn fn-type="edited-by" id="fn1na">
					<label>Responsible publisher:</label>
				<p> Genifer Andrade.</p>
				</fn>
				<fn fn-type="other" id="fn2na">
					<label><bold>
 <italic>Ad hoc</italic> experts:</bold></label>
					<p> Victor Hugo de Oliveira Henrique e Cristiani Bereta da Silva.</p>
				</fn>
			</author-notes>
			<abstract>
				<title>Abstract</title>
				<p>The aim of this study was to understand the marks of education present in the autobiographical writing of the personal diary of the former mayor of Cuité, Pedro Simões Pimenta, written between the years 1912 and 1986. This is autobiographical research, supported by the new cultural history. The data were obtained from the personal diary of the autobiographer, published under the title <italic>O Diário de Vovô Pedro</italic> (<italic>Grandpa Pedro's Diary</italic>). The study focused on three main perspectives: who writes, what is written, and the relationship of writing with education. It was evidenced that Pedro Simões Pimenta, born in 1896 and deceased in 1989, although inserted in a privileged context for his time, experienced a difficult literacy process. As mayor of Cuité, in Paraíba, he prioritized the education of his constituents, built schools, and appointed teachers. It is concluded that the personal diary, as an egodocument, is a fruitful source for elucidating life trajectory, education, professionalization, thus holding educational historical importance.</p>
			</abstract>
			<kwd-group xml:lang="en">
				<title>Keywords:</title>
				<kwd>Historical Sources</kwd>
				<kwd>History of Education</kwd>
				<kwd>Life Trajectory</kwd>
			</kwd-group>
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		<body>
			<sec sec-type="intro">
				<title>1 Introduction</title>
				<p>Since the 1960s, researchers in the social sciences, especially historians, have been looking at new sources of investigation in the world of culture, in a movement to value multiple practical activities and representations, thus making it possible to understand the ways in which people think and act in other times and contexts (<xref ref-type="bibr" rid="B18">Machado; Nunes; Vasconcelos, 2018</xref>).</p>
				<p>This new perspective, according to <xref ref-type="bibr" rid="B29">Schwarcz (2009</xref>), indicates that other types of sources began to be accessed, in the scenario of the so-called “documentary revolution” in historical research, with what became known as the “return of the subject” after the hegemony of structuralist conceptions, especially in the second half of the 20th century, expanding, from gaps, other possibilities for reading social, cultural and political reality.</p>
				<p> Thus, the word “document” came to have a broad meaning, not restricted to the sources of traditional political-military history, as positivism advocated until the beginning of the 20th century (<xref ref-type="bibr" rid="B18">Machado; Nunes; Vasconcelos, 2018</xref>). The concept of a document has thus expanded to include everything that human beings have produced in their time, i.e. it is the result of all human activities, whether conscious or not.</p>
				<p>In the wake of these new ideas, <xref ref-type="bibr" rid="B17">Machado, Nunes and Lacet (2022</xref>) indicate that a document becomes relevant based on the analysis made of it, the formulation of a problem and the careful handling of the tools used to answer it, and not necessarily on an exclusive type of source adopted in research. Finally, for these authors, “[...] the sources only acquire historical significance through the questions that the researcher asks based on a research problem [...] it is at this point that the sources acquire an intelligible dimension” (Machado; Nunes; Lacet, 2022, p. 409).</p>
				<p>In the case of the personal diary, considered an egodocument par excellence (Britto; Corradi, 2018), it should be noted that this cultural practice had already reached relevance in the 18th century, as a result of the emergence of the modern citizen and the valorization of self-writing in Western society. But it was in the aforementioned renewed environment of historiographical research, from the second half of the 20th century onwards, that this artifact came to be conceived as a source of research, given the growing interest of scholars in the humanities and social sciences (<xref ref-type="bibr" rid="B27">Pinheiro, 2017</xref>).</p>
				<p>Self-bibliographical in nature, egodocuments come from personal archives and exude the personality and intimacy of the author. The personal diary, as an egodocument, places someone's life within its historical context (Britto; Corradi, 2018). For scholars, especially historians of the “Third Generation of the Annales”, the personal or intimate diary is conceived as a product of modern society, which enables the researcher, among other issues, to learn about literate culture and the characteristic ways in which the subject narrates an era, in the record of an individual memory articulated with the collective experience (<xref ref-type="bibr" rid="B27">Pinheiro, 2017</xref>). </p>
				<p>Thus, even though it is a self-referential writing, this source makes it possible to understand broader dimensions of society in time-space and in a chronological perspective that is not always linear, since diaries as sources reveal the opportunity to research in depth the daily representations of what is happening in the political and social sphere of an era, understanding that “each personal memory can be seen and studied as a perspective of collective memory” (<xref ref-type="bibr" rid="B31">Welk, 2013</xref>, p. 35). </p>
				<p>Still on this subject, Pinheiro insists that:</p>
				<disp-quote>
					<p>[...] the diary, as a source, is an open field for history [...] it allows us to reflect on the modalities of the language used, the characteristic ways of narrating at a given time, the types of appropriation of language, the relationships between orality and formal writing, the different degrees of literacy, action, etc. (<xref ref-type="bibr" rid="B27">Pinheiro, 2017</xref>, p. 17).</p>
				</disp-quote>
				<p>This is the example of the autobiography of the former mayor of Cuité, analyzed in this text. For 74 years, the author carried out the task of recording memories of what he considered to be relevant in his life, in different spaces and times, revisiting much of what was destined to be forgotten. A particular political episode is emblematic, which Pimenta took care to write down on August 25, 1950: “The women's wing of the Partido Social Democrático (Social Democratic Party - PSD) of Nova Floresta came to visit Cuité and was attacked by the women's wing of the opposing party. Another absurdity committed by the União Democrática Nacional (National Democratic Union - UDN), which didn't know how to welcome the visitors” (Pimenta, 1986, p. 46).</p>
				<p>Pimenta's annotation expresses a personal concern on the part of the former mayor of Cuité with the local political belligerence, situated in a broader state context of the electoral clash in Paraíba between the forces represented by the groups UDN and PSD for the command of power and which, in the end, turned into an unprecedented war in the state's political history, with impacts and conflicts in several cities (<xref ref-type="bibr" rid="B6">Carneiro, 2011</xref>). </p>
				<p>The highlighted paradigm of a political record and, in this particular case, of an event marked by conflicts, was Pimenta's personal exercise in selecting recent memories, with precise dates, notes and annotations, about everything he thought needed to be remembered in the dimension of his individual and daily experience of a time. </p>
				<p>However, the personal diary cannot be taken as a finished product, or the status of an individual truth, but as the “[...] result of the effort of historical societies to impose on the future - voluntarily or involuntarily - a certain image of themselves” (Le Goff, 1996, p. 548). Therefore, the autobiographical writing present in the personal diary requires the researcher to reflect on the actual conditions of its production, considering society, culture and context. </p>
				<p>In this way, even though it is a writing of the self, the product of a subject who narrates and emphasizes his personal life (<xref ref-type="bibr" rid="B12">Lejeune, 2003</xref>) in the form of remembrance or testimony, diary writing with an autobiographical bias does not escape the perspective of “imposing” or “defending” a truth coming from an individual experience of the past (<xref ref-type="bibr" rid="B28">Rago, 2013</xref>), as Pedro Simões Pimenta reveals in his writings when justifying the production of his personal diary over 74 years: “[...] my ideal has always been to speak the truth” (Pimenta, 1986, p. 22). </p>
				<p>Finally, warns <xref ref-type="bibr" rid="B28">Rago (2013</xref>), it is up to the researcher, in possession of this type of document, not to expect from this cultural discursive practice an exact reconstruction of what happened in the past, but as a reading of the individual on the collective historical processes experienced and their possibilities for interpreting a given historical reality. </p>
				<p>Given this situation, the objective is to understand the marks of education present in the autobiographical writing of the personal diary of the former mayor of Cuité, Pedro Simões Pimenta, written between 1912 and 1986, in order to question how education is presented in the autobiographical writing of his personal diary. In order to elucidate this research problem and achieve the objective formulated, an investigation was carried out, as detailed in the next section. </p>
				<p>The study, by taking an autobiographical approach and considering the personal diary as a privileged space for records and notes of the subject's own writing or testimony about himself, having as its central reference his existential trajectory in the form of narrating what was experienced over 74 years, constitutes a fundamental source of research for understanding issues of his time and space, as well as the practices of his time. </p>
				<p>The text is structured in four sections: 1) the theme, problem, objective and relevance of the study are presented; 2) the methodological option is specified; 3) The results and discussion are reflected on through the prism of who writes (the autobiographer), what he writes (his diary) and the autobiographer's commitment to education; 4) non-terminating considerations are made, which return to the research problem, summarize the most seminal results and point out the limitations of the research and suggestions for future studies.</p>
			</sec>
			<sec sec-type="methods">
				<title>2 Methodology</title>
				<p>The research is autobiographical (<xref ref-type="bibr" rid="B10">Fialho; Santos; Sales, 2019</xref>), anchored in the theoretical-methodological current of new cultural history (<xref ref-type="bibr" rid="B5">Burke, 1992</xref>) and chooses as its historical source an egodocument (Britto; Corradi, 2018), <italic>O Diário de Vovô Pedro</italic> (<italic>Grandpa Pedro's Diary</italic>) (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Pimenta, 1986</xref>).</p>
				<p>The appropriation of autobiography is due to the fact that it is the writing of one's own life, differing from biographical studies only in terms of who did it (<xref ref-type="bibr" rid="B10">Fialho; Santos; Sales, 2019</xref>). In autobiography, with freedom of thought, the subject himself narrates the circumstances of his journey in various dimensions, including education (<xref ref-type="bibr" rid="B8">Costa; Holanda, 2021</xref>). In other words, although the academic-scientific and social results are similar, in biographical research, a third party researcher reconstructs, interprets and publishes someone else's life trajectory. </p>
				<p>Autobiographical studies are particularly useful for the History of Education because, with critical reflexivity, they broaden the reading of the world and allow the identification of obscured trajectories (<xref ref-type="bibr" rid="B8">Costa; Holanda, 2021</xref>; Fialho; <xref ref-type="bibr" rid="B21">Machado; Neves, 2021</xref>; Neves; Machado, 2024; <xref ref-type="bibr" rid="B23">Peixoto; Sales, 2023</xref>), it is configured as a source that goes beyond personal limits and penetrates the educational phenomenon and its intersections with other social aspects. (<xref ref-type="bibr" rid="B30">Silva, 2021</xref>). </p>
				<p>The new cultural history, by choosing unofficial sources as worthy of historiographical attention (<xref ref-type="bibr" rid="B5">Burke, 1992</xref>) and making it possible to intertwine them with other sources (<xref ref-type="bibr" rid="B21">Neves, 2021</xref>), is in line with egodocuments, since these, although they lack the official institutional seal, materialize the self (ego) of their author, allowing the historian to shed light on facts that were in the shadows of history (Britto; Corradi, 2018). </p>
				<p>Data was collected by reading the diary of Pedro Simões <xref ref-type="bibr" rid="B25">Pimenta, whose manuscripts were typed and published as an authorial work on August 1, 1986</xref>, under the title <italic>O Diário de Vovô Pedro</italic>, by Editora União Artes Gráficas, in João Pessoa, Paraíba state. It was launched in celebration of the autobiographer's 90th birthday.</p>
				<p>This publication was coordinated, revised and prefaced by Marisa da Luz Alverga, an educator and author of several poetic works that are part of the Encyclopedia of Brazilian Literature, published by the MEC, and the Dicionário Literário da Paraíba (Literary Dictionary of Paraíba), published by the Conselho Estadual de Cultura (State Council of Culture), as well as the <italic>1ª Antologia de Poetas e Escritores Brasileiros</italic> (<italic>1st Anthology of Brazilian Poets and Writers</italic>). Marisa da Luz Alverga is a member of the União Brasileira de Escritores (Brazilian Writers' Union) and of poetry academies in several states, as well as a corresponding member of various cultural academies, including those abroad.</p>
				<p>For the purposes of analysis, we selected excerpts from the diary about Pedro Simões Pimenta's own schooling experience, as well as what the diarist understands and records as his legacy or commitment to education throughout his career as a regional political representative.</p>
			</sec>
			<sec sec-type="results|discussion">
				<title>3 Results and Discussion</title>
				<sec>
					<title>3.1 Grandpa Pedro: who's the person writing?</title>
					<p>Pedro Simões Pimenta was born in the Malhada da Cruz farm, in the territory of Cuité, on August 1, 1896, at the dawn of the Republic. He was the son of Joaquim Simões Fernandes Pimenta and Josefa Constância das Mercês. His parents had twenty children, of whom only seven survived: João, Mariana, Ana Amélia, Cândida, Maria Cesária, Veneranda and Pedro (Pimenta, 1986).</p>
					<p>When he was still six years old, he moved with his family to Nova Cruz, a town in the state of Rio Grande do Norte. According to him, the move came about because his father, Mr. Joaquim Simões Fernandes Pimenta, “had bought a property for 700,000 réis and at the age of twelve I began my career as a worker” (Pimenta, 1986, p. 19).</p>
					<p>Because of his tradition of working in the fields from an early age, over the years he acquired large tracts of land and established himself as an important rural producer. The politician recorded his memories of that time in his diary:</p>
					<disp-quote>
						<p>Memory takes me to the big house. In the main room there was a brick that my father had made and which, at the age of six, I put my foot on and the mark was left there. My father thought it was funny and sat the brick down, like a trophy to show off to visitors (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Pimenta, 1986</xref>, p. 20).</p>
					</disp-quote>
					<p>Pedro Simões Pimenta was taught literacy at the age of nine by his mother's stepmother, Josefa Alves Frazão. This education continued precariously until he was eighteen, when he lived in Araruna, in the countryside of Paraíba, and finally learned to read, write and count. </p>
					<p>On September 5, 1923, he married his cousin Francisca Olindina, and from that union their children were born: Maria, on July 19, 1924; Geraldo, on July 8, 1928; Rivaldo, on August 2, 1929; Francisca, on July 25, 1933; José Simões, on October 18, 1934 and Honorina, on September 30, 1938.</p>
					<p>In his journey between Rio Grande do Norte and Paraíba, Pedro Simões Pimenta recognizes that he has had a victorious history, because, according to him, he has been almost everything in life: “cowboy, cemetery janitor, merchant, cattle breeder, manager of an agricultural cooperative, 1st deputy judge, president of the PSD, councillor and mayor” (Pimenta, 1986, p. 21). </p>
					<p>In honor of his 90th birthday, held on August 1, 1986, in Cuité, together with his family, he decided to publish his personal diary, containing, according to him, joys, victories and some pain, “which are also part of life” (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Pimenta, 1986</xref>, p. 36).</p>
					<p>Pedro Simões Pimenta died at his home in Praça Barão do Rio Branco, number 393, in Cuité, at the age of 92, on April 25, 1989, of respiratory failure, having received countless tributes from the people of Cuité for the public recognition of his legacy.</p>
					<p>His name has been given to a number of urban spaces in Cuité: the street, the vaquejada park, the airfield and, more recently, the Japi barrage, in a “fitting tribute” to the man who conceived it (<xref ref-type="bibr" rid="B2">Araújo, 2022</xref>). In 1989, under the state government of Wilson Braga, a street in the capital of Paraíba was also named after the politician from Cuité.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title><bold>3.2 <italic>O Diário de Vovô Pedro (Grandpa Pedro's Diary)</italic>
</bold></title>
					<p>Pedro Simões <xref ref-type="bibr" rid="B25">Pimenta's personal diary became public on August 1, 1986</xref>, on the occasion of the celebration of the former mayor's 90th birthday. </p>
					<p>The title suggests that the book will be about a man's experiences as a grandfather, memories and stories with his grandchildren. However, the book does not deal with narratives of this kind. The diary records various events, sometimes more personal and sometimes more public, which the author considered important throughout his career. It can be understood, then, that the title was attributed much more to the time of its publication, when its author was already of mature age - a period in which it is common to experience living with grandchildren - than to the events narrated by its author. On the other hand, there may clearly have been an intention as to which memories about himself grandfather Pedro Simões Pimenta would like his grandchildren to preserve and disseminate, thus guaranteeing the self-image he built. </p>
					<p>According to <xref ref-type="bibr" rid="B3">Artières (1998</xref>), the intimate diary is one of the artifacts used to archive one's life, in which we record some events and omit others, with the possibility of revision, making cuts or additions. The publication of these daily records, transforming them into an autobiography - considered “the most finished practice of this archiving” - is the moment of selecting events and ordering the narrative, when “the meaning we wish to give to our lives” (Artières, 1998, p. 11) is defined.</p>
					<p>In addition, when the diary was turned into a book, it was revised and added to, such as the comments from family members, which also include the opinions of sons and daughters and grandsons and granddaughters, emphasizing their feelings about their experiences with their grandfather. The presence of these family members in the organization of the text in its version for publication, inserting short narrative/opinion texts about the author, probably influenced the choice of title and made it possible to ratify the image desired by Pedro Simões Pimenta for posterity.</p>
					<p>The aforementioned work contains 87 pages and features a graphic artwork by Elias dos Santos on the cover, which is very representative of Pimenta's relationship with the green years of rural life, as he points out in his diary: “I miss the countryside. Everything there was peace, softness, an eternal invitation to tranquility” (Pimenta, 1986, p. 24). </p>
					<p>The work, rich in memories, thoughts, poems and images, is set in the period between 1912 and 1986, the date marking the politician's 90th birthday. It was published at a ceremony attended by family, close friends and guests.</p>
					<p><xref ref-type="fig" rid="f1n"/>
					<fig id="f1n">
							<label>Figure 1</label>
							<caption>
								<title><bold>Cover of the book <italic>O Diário de Vovô Pedro</italic>
</bold></title>
							</caption>
							<graphic xlink:href="2675-519X-pemo-7-e13099-gf1-en.tif"/>
							<attrib>Source: <xref ref-type="bibr" rid="B25">Pimenta, 1986</xref>.</attrib>
						</fig>
					</p>
					<p>On the back cover, it is described as “autobiographical” writing. Its proofreader and coordinator is the Paraíba educator and writer Marisa da Luz Alverga. According to her, <italic>O Diário de Vovô Pedro</italic>, published in book format, is a literary page (Alverga, 1986).</p>
					<p>On the opening page, there is a photograph of the author from the time he governed the city of Cuité, in the early 1950s<xref ref-type="fn" rid="fn1n"><sup>1</sup></xref>, and a poem<xref ref-type="fn" rid="fn2n"><sup>2</sup></xref> that marked his career.</p>
					<p><xref ref-type="fig" rid="f2n"/>
					<fig id="f2n">
							<label>Figure 2</label>
							<caption>
								<title><bold>Opening page of the book <italic>O Diário de Vovô Pedro</italic>
</bold></title>
							</caption>
							<graphic xlink:href="2675-519X-pemo-7-e13099-gf2-en.tif"/>
							<attrib>Source: <xref ref-type="bibr" rid="B25">Pimenta, 1986</xref>, p. 2. </attrib>
						</fig>
					</p>
					<p>The work is divided into six parts: preface, comments by family members, biography, prologue, reminiscences and political diary, and is dedicated to his wife, Francisca Olindina Simões, who died on December 28, 1967, and to his children, grandchildren and great-grandchildren. </p>
					<p>In an effort to summarize the work that narrates his own trajectory, the author says: “my story is like so many others [...] I have patiently recorded, day by day, all the events that have marked my ninety years of existence [...] and from this record was born the book that I now offer you” (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Pimenta, 1986</xref>, p. 23-24). </p>
					<p>Finally, the author highlights the reason for publishing his personal diary, which he built up over 74 years: “my children decided to publish my diary and suddenly I became a writer” (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Pimenta, 1986</xref>, p. 85). Pedro Simões Pimenta concludes his memoir with verses that are nostalgic and representative of an autobiographical style of writing, marked by memories that have marked his life, already recognizing the weight of time in his 90s:</p>
					<verse-group>
						<verse-line>Today I feel my youth slipping away</verse-line>
						<verse-line>Like foam down the stream</verse-line>
						<verse-line>And taking, with it, sadness </verse-line>
						<verse-line>Old age, weariness, longing</verse-line>
						<verse-line>(<xref ref-type="bibr" rid="B25">Pimenta, 1986</xref>, p. 85).</verse-line>
					</verse-group>
					<p>The verses reflect the lament for lost youth and point to the concrete conditions of the subject in the present time, with the awareness that the only possible action is to remember, at the moment when life irreversibly escapes him. </p>
				</sec>
				<sec>
					<title><bold>3.2 Education in O <italic>Diário de Vovô Pedro</italic>
</bold></title>
					<p>In the preface to <italic>O Diário de Vovô Pedro</italic>, Alverga acknowledges that Pedro Simões Pimenta: </p>
					<disp-quote>
						<p>[...] he doesn't have a doctor's ring on his finger or a diploma. The university he attended was the school of life and there, yes, he graduated with distinction, getting a perfect ten in all his subjects, which are summed up in a single discipline, life (<xref ref-type="bibr" rid="B1">Alverga, 1986</xref>, p. 12).</p>
					</disp-quote>
					<p>With this observation, the preface begins the presentation of the work as a kind of justification, as Alverga understands that writing practices have conventionally been delegated to “well” educated subjects, holders of institutionalized and “superior” knowledge, and therefore these are the only holders of a condition or status of mastery of a literate culture.</p>
					<p>Growing up in a rural environment, as was common, meant that children had to work in the fields with their parents from an early age, something that was no different for Pedro Simões Pimenta in his traditional family. No wonder he confesses that he began his apprenticeship working the land, facing adversity, difficulties and suffering.</p>
					<p>His father, Joaquim Simões Fernandes Pimenta, in his son's words, despite the hard daily life in the countryside to provide for the family, “was the only man in the region who could read and write. He had learned from the priests [...] and was endowed with exceptional physical strength. Intelligent and hard-working” (Pimenta, 1986, p. 19).</p>
					<p>However, despite the exhausting and routine work in the field, the author reveals in his diary that, unlike many, with the support of his family, he had the privilege of being educated during times of great educational difficulty: </p>
					<disp-quote>
						<p>At the age of nine I went to a private school in Malhada da Cruz and it was there that I learned to read from Josefa Alves Frazão, my first teacher [...] When I was eighteen, I went to live with a friend of my father's [...], in Calabouço, in Araruna, to study. The school was six kilometers away [...] a journey we made every day [...] Our teacher, Brandão, was a thin, brown-skinned young man with a very strong personality but little culture, but he taught me everything he knew and I still revere his memory today (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Pimenta, 1986</xref>, p. 21).</p>
					</disp-quote>
					<p>Access to education and literacy in a “residential school”, even in precarious conditions, as was common at the time, in itself set him apart from his contemporaries who lived in the countryside in adverse conditions. According to <xref ref-type="bibr" rid="B25">Pimenta, at that time “there was no comfort, school didn't exist” (Pimenta, 1986</xref>, p. 20). </p>
					<p>In this scenario, insists Pimenta, “everything was difficult [...] the means of communication were remote. There were no roads and the only transportation available was the ox cart or the back of a horse” (Pimenta, 1986, p. 24). Although the autobiographer refers to the adversities of his schooling at the beginning of the 20th century, Nunes, <xref ref-type="bibr" rid="B22">Machado and Sousa (2021</xref>) found that this inhospitable scenario persisted for decades. Given that illiteracy prevailed in the state of Paraíba, especially among the less well-off classes, which was aggravated by the precariousness of the school network and the shortage of qualified teachers. </p>
					<p>However, due to the fact that he had the opportunity to attend primary school and therefore knew how to read, write and count, Pedro Simões Pimenta was able to access spaces of power in the countryside and in the city, as he himself recognizes when he says about his rise to the position of councillor in 1937<xref ref-type="fn" rid="fn3n"><sup>3</sup></xref>, deputy judge in 1945 and mayor elected and sworn in 1951, when at the time it was still forbidden for people without schooling to exercise these political rights.</p>
					<p>The author's appreciation of education led him, at the age of 38, to record a significant event that took place in 1934: the founding of an educational institution on his own initiative, on the grounds of his property in Malhada da Cruz:</p>
					<disp-quote>
						<p>[...] a private school in Malhada da Cruz and D. Vicência was the first teacher, a resident of Araruna who was later replaced by Domiciano Alves de Queiroz, who lived in Cuité (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Pimenta, 1986</xref>, p. 27).</p>
					</disp-quote>
					<p>The choice to set up a primary school in Malhada da Cruz can be justified by its place of origin, where the Simões Pimenta family lived, but also because it is a considerable geographical area. At that time, according to Pereira Sobrinho (2008), many residents of the rural region of Curimataú had no contact with the district headquarters or even knew about the urban center of Cuité, and were thus totally excluded from the scarce public policies. On this issue, Pinheiro also stresses that, in Paraíba in the 1930s, “schooling in rural areas was hampered by the precarious living conditions of subaltern social groups located in rural areas” (Pinheiro, 2023, p. 70).</p>
					<p>As a councillor elected on June 16, 1937, Pedro Simões Pimenta began to circulate in political circles and establish contacts with influential regional leaders of social and economic power. In his diary, some of the letters he received in response to his requests are transcribed. An example of this is the letter received from the then state deputy Pedro de Almeida on October 21, 1946, in response to an educational request:</p>
					<disp-quote>
						<p>Tell the Board of the School Group to collect the adult education teachers' report cards and send them for payment. Without this, they won't be paid [...] Hugs from friend Pedro de Almeida (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Pimenta, 1986</xref>, p. 36).</p>
					</disp-quote>
					<p>The epistle implies that he was speaking as a political representative, acting to unblock bureaucratic issues that prevented the city's teachers from receiving their salaries. </p>
					<p>At another time, already invested with the status of constitutional mayor, elected on August 12, 1951, Pedro Simões Pimenta notes in his diary some of the works carried out during his administration and, among these, he highlights two initiatives aimed exclusively at municipal education: “the construction of a School Group in the town of Telha [...] and aid for the students' school in João Pessoa” (Pimenta, 1986, p. 52). </p>
					<p>He also notes in his diary some visits aimed at setting up schools in areas further away from the municipal headquarters, as he pointed out on February 5, 1953, when he said that he had gone to Serra do Damião to discuss “the construction of Rural Groups in that area” (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Pimenta, 1986</xref>, p. 55). </p>
					<p>It should be noted that, during the 1950s, the city of Cuité had only one school in operation in its urban core, as a result of the slow transition from isolated residential schools to the “modern” school group model created in 1943 in the city (<xref ref-type="bibr" rid="B13">Lima; Pereira Sobrinho; Araújo, 2020</xref>). The construction of a school in rural areas helped to reduce inequalities in access to public education.</p>
					<p>In his diary, education also features in the demands presented at some of the institutional hearings held by the mayor of Cuité with the governor of Paraíba, José Américo de Almeida<xref ref-type="fn" rid="fn4n"><sup>4</sup></xref>. </p>
					<p>In 1951, Pedro Simões Pimenta recorded two of these meetings in his diary. On January 15, the politician wrote: “I visited Governor José Américo de Almeida in Campina Grande at Luiz Mota's house [...] we agreed on the conclusion of the Cuité School Group. Everything was resolved” (Pimenta, 1986, p. 48).</p>
					<p>On September 30 of the same year, this time on a visit to the governor in the capital of Paraíba, Pimenta noted:</p>
					<disp-quote>
						<p>We discussed matters concerning the municipality of Cuité [...] and we talked about the appointment of three teachers to the Cuité School Group, with the names of Maria Anita Coelho, Manoel Furtado's daughter and Bezinho's daughter coming to mind [...] All the requests were granted (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Pimenta, 1986</xref>, p. 53).</p>
					</disp-quote>
					<p><xref ref-type="fig" rid="f3n"/>
					<fig id="f3n">
							<label>Figure 3</label>
							<caption>
								<title>Visit by Mayor Pedro Simões and PSD allies to then Governor José Américo de Almeida at Redenção Palace in 1951</title>
							</caption>
							<graphic xlink:href="2675-519X-pemo-7-e13099-gf3-en.tif"/>
							<attrib>Source: Museu do Homem do Curimataú.</attrib>
						</fig>
					</p>
					<p>It is clear that the municipal manager, as well as presenting an educational request aimed at serving the families of his supporters, was at the same time seeking to favor the Grupo Escolar André Vidal de Negreiros (André Vidal de Negreiros School Group) with new professional teachers to meet the growing demands of regional primary schooling. The aforementioned institution was to become “an educational reference facility” (<xref ref-type="bibr" rid="B13">Lima; Pereira Sobrinho; Araújo, 2020</xref>, p. 193).</p>
					<p>According to <xref ref-type="bibr" rid="B22">Machado, Nunes and Lacet (2021</xref>), the aforementioned institution was inaugurated during the administration of the federal intervener, Rui Carneiro<xref ref-type="fn" rid="fn5n"><sup>5</sup></xref>, by Decree No. 337 of December 22, 1942 and Decree No. 52 published in the Diário Oficial on December 23, 1942, but it was only in 1943 that it was actually legally recognized. At the time, it was the only institution serving the city and other districts.</p>
					<p>Contrary to the patriarchal dictates that determined women's invisibility in 20th century Paraíba (Machado <italic>et al</italic>., 2023), on January 16, 1953, Pedro Simões Pimenta made a point of recording in his diary the presence of the women who were carrying out educational activities at the Grupo Escolar André Vidal de Negreiros (André Vidal de Negreiros School Group) at that time, many of whom were already in the process of training at the Curso Normal Regional (Regional Normal Course) at the Instituto América (America Institute): “Maria Anita Coelho, Nautília Furtado, Nailda Rocha, Noêmia Campos, Mirtes Venâncio, Maria das Mercês, Ismália Fonseca (Student inspector), Maria Lica Macedo (Janitor), Camélia Pessoa, Eliza Macedo, Maria José” (Pimenta, 1986, p. 56). This list of teachers included some of the names indicated in his petition to Governor José Américo de Almeida.</p>
					<p>About Instituto América (America Institute), <xref ref-type="bibr" rid="B15">Machado and Nunes (2019</xref>, p. 30) report that:</p>
					<disp-quote>
						<p>had an ephemeral existence in the city's school system. Created in 1952, it operated until the end of 1970, when it gave up its space for the establishment of the Colégio Estadual de Cuité (State College of Cuité - CEC) in the 1971 school year, which was later called the Colégio Estadual Orlando Venâncio dos Santos (Orlando Venâncio dos Santos State College), and today is called the Escola Cidadã Integral Estadual de Ensino Médio Orlando Venâncio dos Santos (Orlando Venâncio dos Santos State Citizen Integrated High School).</p>
					</disp-quote>
					<p>In the last year of his government, on June 7, 1955, Pedro Simões Pimenta documented the visit of Governor José Américo de Almeida to Cuité, with the institutional mission of inaugurating the new headquarters of the Grupo Escolar André Vidal de Negreiros (André Vidal de Negreiros School Group), an important milestone at the end of his administration and a historic struggle for the population, which had been waiting since 1943 for a modern structure to run the school:</p>
					<disp-quote>
						<p>Governor José Américo and his party, including his brother Augusto de Almeida, mayor of Guarabira, paid a visit to Cuité and were my guests. The governor inaugurated the Vidal de Negreiros Group and his portrait was hung in the town hall (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Pimenta, 1986</xref>, p. 57).</p>
					</disp-quote>
					<p>The new building that was inaugurated had more than 600 square meters, with a covered area, four large classrooms, administrative offices, a recreation area, a kitchen and an attached residence for teachers (<xref ref-type="bibr" rid="B13">Lima; Pereira Sobrino; Araújo, 2020</xref>).</p>
					<p>Even though the institution had received total financial support for its construction from the state and federal governments over more than a decade, Pedro Simões Pimenta sought to identify this laborious achievement in his memory as an accomplishment and success that marked his administration in favor of regional education, particularly due to the alliance and friendship established with the then governor of Paraíba, José Américo de Almeida.</p>
					<p>It is important to emphasize that Pedro Simões Pimenta's relationship of friendship and commitment to the author of <italic>A Bagaceira</italic> remained alive even after their terms as public administrators ended. No wonder Pimenta visited the immortal writer from Paraíba whenever he could at his home in Tambaú, as memorialist Maria de Lourdes Lemos Luna tells us: “Curimataú occasionally made its presence felt with the likes of Pedro Simões (Cuité), José Diniz (Barra de Santa Rosa), Eugênio Vasconcelos (Picuí) and Sizenando Monteiro (Cubati)” (Luna, 1994, p. 119). </p>
					<p>Now no longer in public life, Pedro Simões Pimenta noted and celebrated the inauguration of the Colégio Estadual de Cuité (State College of Cuité) on March 10, 1971, but without forgetting that this building, even though it had been delivered during the administration of Governor Ernâni Sátiro<xref ref-type="fn" rid="fn6n"><sup>6</sup></xref>, was a proposal from ally and predecessor João Agripino Maia<xref ref-type="fn" rid="fn7n"><sup>7</sup></xref>. </p>
					<p><xref ref-type="fig" rid="f4n"/>
					<fig id="f4n">
							<label>Figure 4</label>
							<caption>
								<title>Governor Ernani Sátiro and Mayor Neuza Bezerra at the inauguration of the Colégio Estadual de Cuité (State College of Cuité), on March 10, 1971</title>
							</caption>
							<graphic xlink:href="2675-519X-pemo-7-e13099-gf4-en.tif"/>
							<attrib>Source: Museu do Homem do Curimataú.</attrib>
						</fig>
					</p>
					<p>The demand for a secondary school united the entire political class in Cuité. So, on the occasion of the bicentenary celebrations in 1968, this request was taken to Governor João Agripino, who was taking part in the activities in the city. </p>
					<p>The space was built on the structure donated by the Instituto América (America Institute), after some negotiations. According to <xref ref-type="bibr" rid="B13">Lima, Pereira Sobrinho and Araújo (2020</xref>, p. 198), the Colégio Estadual de Cuité (State College of Cuité) “had as its first director the Paraíba lawyer Roosevelt Vita and as its secretary, the civil servant Maria José Dantas”. The following implementation of Law 5.692/1971, on August 11, satisfactorily converged with this period, abolishing the infamous Admissions Exam and thus enabling the expansion of this level of education offered at the aforementioned educational institution in Cuité.</p>
				</sec>
			</sec>
			<sec sec-type="conclusions">
				<title>4 Conclusions</title>
				<p>This research investigated: how is education presented in the autobiographical writing of Pedro Simões Pimenta's personal diary? With the aim of understanding the marks of education present in the autobiographical writing of the personal diary of the former mayor of Cuité, Pedro Simões Pimenta, who wrote it between 1912 and 1986. </p>
				<p>The book <italic>O Diário de Vovô Pedro</italic> (<italic>Grandpa Pedro's Diary</italic>) allowed us to make an analytical incursion into the autobiographical narrative of former mayor Pedro Simões Pimenta's notes with precise dates on individual and collective experiences, at different times and in different spaces, over the course of 74 years.</p>
				<p>The publication of the intimate manuscripts, the personal diary, an egodocument, in book format, launched on August 1, 1986, conveyed to a wider public in the region a memory that had previously been strictly personal and unknown. As a result, we got to know Pedro Simões Pimenta beyond his political career or the imperative of economic power over large tracts of land. In other words, as a person concerned with recording different facts, Pimenta left his impressions and testimonies of what he experienced, especially in his hometown of Cuité, to subsequent generations.</p>
				<p>And, in the specificity proposed in this research, we identified, in this autobiographical narrative as a whole, some marks of education that deserved to be noted and pointed out by Pedro Simões Pimenta, at different moments in his long career, “in the context of a cultural history of self-records” (<xref ref-type="bibr" rid="B7">Castro; Lemos, 2009</xref>, p. 10).</p>
				<p>Education is recalled in his diary, from the difficult years of his primary literacy at the age of nine, when he started working in the fields with his father and began the literacy process with Josefa Alves Frazão, his mother's stepmother. This schooling continued in Araruna, consolidating the challenge of learning to read, write and count, an undeniable privilege in that context. </p>
				<p>As an adult, in different spaces and at different times in his life, as a citizen and, above all, as a representative of his people, Pedro Simões Pimenta showed in his records and notes that he was concerned about meeting the demands for education in his land, from building schools to demanding the appointment of teachers at a time when public policy was totally neglected.</p>
				<p>Memories, even individual ones, move through the collective and bring it to the surface; thus, Pedro Simões Pimenta's diary, transformed into a book, points to other subjects who, contemporaries of his, also constituted education in the municipality of Cuité, although they experienced it in a different and personal way. The names of the teachers mentioned by the memoirist confirm their relevance in education and are important clues that can contribute to others researches.</p>
				<p>As this is an autobiographical, singular study, generalizations are not recommended. However, education is present in <italic>O Diário de Vovô Pedro</italic> (<italic>Grandpa Pedro's Diary</italic>), in order to contribute to the preservation of the history and memory of education. For future studies, we present egodocuments, such as personal letters and diaries, which are qualified as eloquent sources for the History of Brazilian Education. </p>
			</sec>
		</body>
		<back>
			<fn-group>
				<fn fn-type="other" id="fn3na">
					<label>How to cite this article (ABNT):</label>
					<p> MACHADO, Charliton José dos Santos; NUNES, Maria Lúcia da Silva; NEVES, Vanusa Nascimento Sabino. As marcas da educação na obra <italic>O Diário Do Vovô Pedro</italic> (1912-1986). <bold>Rev. Pemo</bold>, Fortaleza, v. 7, e13099, 2025. Available at: <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://revistas.uece.br/index.php/revpemo/article/view/13099">https://revistas.uece.br/index.php/revpemo/article/view/13099</ext-link>
					</p>
				</fn>
			</fn-group>
			<fn-group>
				<fn fn-type="other" id="fn1n">
					<label>1</label>
					<p>Pedro Simões Pimenta was the second elected mayor of Cuité after the advent of the Second Republic and governed the city between 1951 and 1955. </p>
				</fn>
				<fn fn-type="other" id="fn2n">
					<label>2</label>
					<p>Whoever says they've never cried / Maybe it's a lie / Maybe it really is a lie / They cry, they sob and they sigh. </p>
				</fn>
				<fn fn-type="other" id="fn3n">
					<label>3</label>
					<p>He was elected councillor on June 16, 1937, receiving 470 votes.</p>
				</fn>
				<fn fn-type="other" id="fn4n">
					<label>4</label>
					<p>Almeida (1887-1980) was a Brazilian writer and politician. His work A Bagaceira started the “Northeast Regionalist Generation”. He was elected to the Brazilian Academy of Letters on October 27, 1966, occupying chair no. 38. A regional leader in the Revolution of the 1930s, he was twice a minister in the Vargas governments, as well as a senator and governor. </p>
				</fn>
				<fn fn-type="other" id="fn5n">
					<label>5</label>
					<p>Rui Carneiro was a federal deputy, senator and federal interventor in Paraíba during the Estado Novo regime. </p>
				</fn>
				<fn fn-type="other" id="fn6n">
					<label>6</label>
					<p>He was a deputy, writer and governor of Paraíba. </p>
				</fn>
				<fn fn-type="other" id="fn7n">
					<label>7</label>
					<p>He was a deputy, minister, senator and governor of Paraíba.</p>
				</fn>
			</fn-group>
		</back>
	</sub-article>
</article>