Conhecer: debate entre o público e o privado https://revistas.uece.br/index.php/revistaconhecer <p>A revista <strong>Conhecer: Debate entre o Público e o Privado</strong> é uma publicação semestral, de acesso aberto, gratuita para autores e leitores, concebida e editada pelo Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas da Universidade Estadual do Ceará (UECE). Como periódico de caráter interdisciplinar,<strong> Conhecer: Debate entre o Público e o Privado</strong> tem por objetivo divulgar pesquisas inéditas, por meio de artigos de professores, pesquisadores, profissionais e estudantes, desenvolvidas em âmbito de graduação e pós-graduação no Brasil e no exterior, com foco na área de Planejamento e Políticas Públicas.</p> <p>A revista aceita submissões em português, espanhol, inglês e francês.</p> <p><strong>Público-alvo</strong></p> <p>O público-alvo da revista <strong>Conhecer: Debate entre o Público e o Privado</strong> consiste em professores, pesquisadores, profissionais e estudantes dedicados à área de Planejamento e Políticas Públicas.</p> pt-BR <p><a title="Creative Commons" href="https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/" target="_blank" rel="noopener"><img src="/public/site/images/admconhecer/imagem_CCBY1.png"></a></p> <p>Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:</p> <p>Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a<a title="Creative Commons" href="https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/" target="_blank" rel="noopener">&nbsp;Licença Creative Commons Attribution</a>&nbsp;que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.</p> fhsfgm@gmail.com (Horacio Frota) revistaconhecer@uece.br (Juliane Queiroz) qui, 01 ago 2019 14:39:09 -0300 OJS 3.1.1.4 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 Educação, arte e política: https://revistas.uece.br/index.php/revistaconhecer/article/view/1428 <p>Os artigos aqui publicados apresentam investigações empíricas, experiências individuais e coletivas, alternativas e resistências, entre outras vivências, apoiadas em análises e reflexões teóricas e metodológicas. Diferentes territórios são apresentados em um diálogo entre os quatro pontos cardeais. Ao Leste, em Cabo Verde, o “desconseguir” o lugar da educação artística; ao Oeste, transitando por 3 regiões do Brasil (Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste) e pelos movimentos sociais da América Latina; e do Sul para o Norte, partimos da realidade local, seguimos o diálogo transepistemológico e desvelamos as ofensivas atuais, que subordinam a educação, a arte e a política a ditames econômicos, que se manifestam cá e acolá, e as variadas formas de resistência.</p> Jeannette Filomeno Pouchain Ramos ##submission.copyrightStatement## https://revistas.uece.br/index.php/revistaconhecer/article/view/1428 seg, 08 jul 2019 00:00:00 -0300 The “Unachieved” place of art education in the south https://revistas.uece.br/index.php/revistaconhecer/article/view/1134 <p>Este artigo apresenta as pesquisas de doutoramento de suas autoras, que questionam a ponte entre a utopia e a realidade vivenciada na Mindelo_Escola Internacional de Arte (M_EIA), reconhecida juridicamente como Instituto Universitário de Arte, Tecnologia e Cultura, o primeiro espaço de Ensino Superior nas áreas das artes e do <em>design</em> em Cabo Verde, constituindo um projeto singular, irreverente, na luta por práticas de educação artística informadas por políticas descolonizadas. Criado em 2004, esse projeto utópico lança suas âncoras às práticas, promovendo a cultura e o desenvolvimento do país, por meio de uma relação com os projetos de desenvolvimento local do Atelier Mar, consolidando a longa experiência na área da educação artística. As tensões surgem entre as expectativas sobre o carácter experimental e local da M_EIA e sua regulamentação e (não) conformidade com o conhecimento hegemónico em educação artística ou os modelos de desenvolvimento estranhos à realidade cabo-verdiana.</p> Rita Emanuela Rainho Brás, Ana Sofia da Cunha Bessa Reis ##submission.copyrightStatement## https://revistas.uece.br/index.php/revistaconhecer/article/view/1134 qua, 31 jul 2019 11:10:02 -0300 Estética da resistência: https://revistas.uece.br/index.php/revistaconhecer/article/view/1144 <p>Este artigo tece reflexões sobre a articulação entre arte, educação e formação humana no âmbito da práxis política dos movimentos camponeses e indígenas latino-americanos. Para tanto, argumenta-se que a concepção de arte tecida por esses sujeitos políticos emerge de uma apreensão do <em>coração </em>como núcleo epistêmico e ontológico de seus sentimentos, de seu pensamento e de sua ação política – uma <em>arte sentipensante </em>– que demarca outro paradigma de pensamento e de construção de conhecimento. Nesse sentido, apresento algumas expressões da estética da resistência na arte sentipensante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e do Movimento Zapatista, com destaque para os princípios que fundamentam a dimensão educativa e política da arte na luta em defesa da terra, do território e de um projeto emancipatório. Na história latino-americana e caribenha, a <em>arte sentipensante </em>alimentou os sonhos de liberdade, emancipação e justiça – e, nos momentos de recrudescimento da luta de classes, clamou-se por <em>não se perder a ternura jamais</em>, nas palavras de <em>Che </em>Guevara.</p> Lia Pinheiro Barbosa ##submission.copyrightStatement## https://revistas.uece.br/index.php/revistaconhecer/article/view/1144 ter, 02 jul 2019 00:00:00 -0300 Formação estética e organização social: https://revistas.uece.br/index.php/revistaconhecer/article/view/1041 <p>Este artigo aborda a dinâmica do ensino e aprendizagem da linguagem teatral em 2 cursos de Licenciatura em Educação do Campo (LEDOC) – da Universidade de Brasília (UnB) e da Universidade Federal do Piauí (UFPI). O que há em comum nesses 2 cursos é a atuação do Terra em Cena, coletivo de teatro e audiovisual que funciona como programa de extensão e grupo de pesquisa, a partir das metodologias de educação popular e do Teatro Político (do Oprimido e Dialético). Experiências de trabalho com as turmas e de formação de grupos teatrais nas comunidades rurais são descritas e analisadas, com o objetivo de compreender em quais aspectos a formação teatral contribui com a formação de educadores em perspectiva emancipatória. Verifica-se que a adoção do Teatro do Oprimido, enquanto método e conteúdo de formação, potencializa as LEDOCs como <em>fronts</em> de resistência cultural e como âmbito fundamental de alargamento da educação popular brasileira.</p> Rafael Litvin Villas Bôas, Kelci Anne Pereira ##submission.copyrightStatement## https://revistas.uece.br/index.php/revistaconhecer/article/view/1041 seg, 24 jun 2019 00:00:00 -0300 Tapeçarias de Madalena dos Santos Reinbolt: https://revistas.uece.br/index.php/revistaconhecer/article/view/1060 <p>Este estudo teve por objetivo compreender como a artista popular negra Madalena dos Santos Reinbolt (1919-1977) representa seu universo cultural por meio de seu trabalho em tapeçaria. Assim, este artigo: a) discute concepções de arte e artista popular a partir da lente dos Estudos Culturais; b) identifica especificidades da artista e de sua obra, de modo a saber como suas vivências se fazem presentes em suas tapeçarias; e, por fim, c) analisa duas tapeçarias expostas no Museu Afro Brasil, produzidas entre 1969 e 1975, com vistas a identificar elementos que demarcam as concepções de arte popular e artista popular. Conclui-se que as produções oriundas das camadas subalternas têm um potencial criador – portanto, esse saber tem a mesma importância de qualquer outro e estudar o lugar de fala de Madalena enquanto mulher-negra-tapeceira se mostra essencial para entender sua produção artística, pois seu processo criativo está intimamente ligado ao fato de ser mulher e negra no Brasil.</p> Eliane Cristina da Silva, Delton Aparecido Felipe ##submission.copyrightStatement## https://revistas.uece.br/index.php/revistaconhecer/article/view/1060 seg, 24 jun 2019 00:00:00 -0300 Considerações sobre educação, arte e política: https://revistas.uece.br/index.php/revistaconhecer/article/view/1160 <p>Este artigo aborda as interfaces entre <em>educação</em>, <em>arte</em> e <em>política</em>, voltando-se ao percurso histórico da <em>educação artística</em> brasileira com base na legislação e na experiência docente em Arte-Educação na Universidade Estadual do Ceará (UECE). Constata-se, a partir da análise da legislação, que a recente criação de uma Base Nacional Curricular Comum (BNCC) gera, na escola, uma redução do espaço do <em>ensino de</em> <em>arte</em> no Brasil. Lançamos luz sobre a formatividade da arte na vida humana; em seguida, articulamos a legislação à prática escolar de arte; e, por fim, exemplificamos os caminhos alternativos encontrados pela população como mecanismos de garantia de acesso à arte e à cultura no Brasil. O caráter utópico da arte é o que a faz ter sido sempre expressão dos anseios por um devir construído em busca de uma sociedade mais justa, onde a socialização dos bens imateriais da humanidade seja garantida pela escola.</p> Edite Oliveira Colares Marques ##submission.copyrightStatement## https://revistas.uece.br/index.php/revistaconhecer/article/view/1160 ter, 18 jun 2019 00:00:00 -0300 Arte, educação científica e política: https://revistas.uece.br/index.php/revistaconhecer/article/view/1131 <p>Este artigo lança luz sobre a relação entre arte, educação e política, enfocando ações de educação não formal na área de divulgação científica, onde o interesse pelo diálogo entre arte e ciência é crescente. O entrelaçamento de diferentes campos do conhecimento propõe desafios específicos, dispostos em múltiplas camadas. Sejam aqueles relacionados ao&nbsp;<em>statu</em>s atribuído a cada campo e a consequente influência nas políticas implantadas para eles ou às estratégias pedagógicas, que devem ser concebidas de modo a considerar alfabetos próprios a cada área envolvida; ou, ainda, ao fato de vivermos em uma época na qual o paradigma dominante é o científico. O pano de fundo da discussão aqui proposta consiste em atividades desenvolvidas pelos “Espaços da Ciência” vinculados à&nbsp;Fundação&nbsp;Centro de Ciências e Educação Superior a Distância do Estado do Rio de Janeiro (Cecierj). Constatou-se que combinar arte e ciência pode contribuir para o entendimento de afetos, desafetos, emoções, princípios históricos, razões sociais, interesses políticos, inclinações partidárias e tantos outros determinantes da produção do conhecimento.</p> Thelma Lopes, Monica Santos Dahmouche ##submission.copyrightStatement## https://revistas.uece.br/index.php/revistaconhecer/article/view/1131 ter, 18 jun 2019 00:00:00 -0300 Entre movimentos, linhas e formas: https://revistas.uece.br/index.php/revistaconhecer/article/view/1284 <p>Este artigo apresenta os resultados de uma pesquisa empírica que adotou o bordado como&nbsp;ponte que integra teoria, vivência corporal e expressão gráfica em uma prática pedagógica desenvolvida em estágio docente na componente disciplinar “Corpo, Dança Afro e Educação” do curso de Graduação em Pedagogia da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB).&nbsp;Tal disciplina tem por objetivo compreender a tríade <em>humanidade</em>, <em>cultura</em> e <em>conhecimento</em> (Cortella, 1998) partindo da filosofia africana do <em>batucar</em>, <em>cantar</em> e <em>dançar</em> (Ligiéro, 2011). A discussão do papel da arte na educação e do uso do bordado como meio de expressão individual faz parte de uma abordagem que busca uma metodologia pautada pela formação integral do cidadão. Os resultados indicam que combinar conhecimento teórico, vivência corporal dos conteúdos e expressão gráfica das percepções e sensações na educação de adultos demandam uma metodologia que integre aspectos sensíveis da formação humana à prática pedagógica. Essa experiência docente ressaltou a importância do respeito ao movimento singular de aprendizagem do aluno – mesmo nos momentos em que se recusa a participar. Na abordagem adotada, a arte é indispensável para acessar conteúdos sensíveis do indivíduo, do grupo&nbsp;e dos conhecimentos historicamente sistematizados, indo ao encontro do que propõem Read (1986) – que entende a arte como mediadora na educação – e Ostrower (1977) – que defende ser a criatividade inerente ao ser humano em todas as esferas do viver.</p> Danielle Gouveia Fernandes, Jeannette Filomeno Pouchain Ramos ##submission.copyrightStatement## https://revistas.uece.br/index.php/revistaconhecer/article/view/1284 ter, 18 jun 2019 00:00:00 -0300 Arte, gênero, movimento estudantil: https://revistas.uece.br/index.php/revistaconhecer/article/view/1122 <p>Este artigo consiste em um relato de experiências com dois trabalhos artísticos sobre a diversidade das mulheres na Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB). Inicialmente, as experiências com pinturas e desenhos em paredes – conhecidos como <em>muralismo</em> – deram-se na ocupação da UNILAB, em 2016, ocasião na qual se realizou uma intervenção artística na sala dos professores. Por incentivo e ajuda de outros estudantes, os autores deste artigo elaboraram seu primeiro painel – que significa, em nossa leitura, o rosto da UNILAB em sua proposta de integração de culturas e diversidades. Por conseguinte, nosso segundo painel surgiu em 2018, em formato de trabalho de conclusão de curso (TCC) da Licenciatura em Sociologia. Sob a perspectiva da luta pela igualdade de gênero, enfatizamos a importância de valorizar e fortalecer politicamente as expressões artísticas feministas em suas lutas e resistências, com vistas a alcançar maior justiça e igualdade social – em sentido contrário a todas as formas de dominação histórica dos homens sobre as mulheres.</p> Francisco Vitor Macêdo Pereira, Silmara Peixoto Moreira ##submission.copyrightStatement## https://revistas.uece.br/index.php/revistaconhecer/article/view/1122 qua, 19 jun 2019 00:00:00 -0300 Processos de resistência: https://revistas.uece.br/index.php/revistaconhecer/article/view/1422 <p>Em tempos de cerceamento dos direitos garantidos em lei, desconstrução da educação, censura da arte e desvalorização da cultura pelo atual governo federal, busca-se refletir, à luz de Hannah Arendt (2001), o sentido da co-labor-ação na produção material, a partir de vivências ligadas ao fazer-viver da cerâmica na comunidade quilombola de Conceição das Crioulas, situada no sertão central de Pernambuco. Para tanto, a pesquisa que resulta neste artigo transita entre os movimentos de resistência relacionados à terra e ao feminino, segundo a imaginação material de Gaston Bachelard (2001), para compreender os efeitos de retroativação da co-labor-ação na resistência da comunidade, partindo do modo como a comunidade quilombola de Conceição das Crioulas partilha seu território e movimenta suas práticas. De natureza fenomenológica e abordagem qualitativa, este artigo se fundamenta nos relatos e registros das vivências realizadas no período de julho de 2018 a junho de 2019 e nas narrativas de mestras, mestres e pessoas da localidade. Conclui-se que a ideia de co-labor-ação no fazer-viver da cerâmica&nbsp;do Quilombo de Conceição das Crioulas constitui um sentido de fissura na exclusão e cooptação da produção material pelo sistema hegemônico, se pensada como ação política.</p> Flávia Wanderley Pereira de Lira, José Carlos de Paiva, Maria das Vitórias Negreiros do Amaral ##submission.copyrightStatement## https://revistas.uece.br/index.php/revistaconhecer/article/view/1422 qui, 04 jul 2019 00:00:00 -0300 Educação, cultura e estética na primeira infância: https://revistas.uece.br/index.php/revistaconhecer/article/view/1178 <p>Há várias formas de resistência e este artigo apresenta uma delas. Na Alemanha, a educação não está livre de ofensivas da atualidade: a) a mensurabilidade da qualidade de ensino; b) a otimização e a eficácia curricular; c) o desenvolvimento de métodos por competências pedagógicas; d) o uso de mídias digitais na infância; e e) a alfabetização precoce para atender a demandas de mercado. No sentido inverso dessas propostas, os objetivos desse artigo são: a) discutir a importância da educação cultural e estética na primeira infância; e b) mostrar que trilhar caminhos inovadores é uma forma de resistência à subordinação da educação aos ditames econômicos. Assim, este artigo apresenta: a) as bases teóricas sobre educação cultural e estética; b) um exemplo prático, o Projeto Amares, em Colônia, Alemanha, que mostra como é possível realizar a educação cultural e estética na primeira infância; e c) a conclusão aponta a necessidade da criação de estratégias educacionais de resistência às atuais propostas hegemônicas. Ao voltar nossas atenções tanto à memoria social e cultural sedimentada ao longo dos séculos quanto à prática pedagógica responsável, possibilitamos a formação integral do ser humano. Isso constitui uma estratégia de resistência para formar crianças felizes, conscientes e responsáveis para a vida.</p> Helza Ricarte Lanz ##submission.copyrightStatement## https://revistas.uece.br/index.php/revistaconhecer/article/view/1178 qua, 19 jun 2019 00:00:00 -0300