Conhecer: debate entre o público e o privado https://revistas.uece.br/index.php/revistaconhecer <p>A revista <strong>Conhecer: Debate entre o Público e o Privado</strong> é uma publicação semestral, de acesso aberto, gratuita para autores e leitores, concebida e editada pelo Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas da Universidade Estadual do Ceará (UECE). Como periódico de caráter interdisciplinar,<strong> Conhecer: Debate entre o Público e o Privado</strong> tem por objetivo divulgar pesquisas inéditas, por meio de artigos de professores, pesquisadores, profissionais e estudantes, desenvolvidas em âmbito de graduação e pós-graduação no Brasil e no exterior, com foco na área de Planejamento e Políticas Públicas.</p> <p>A revista aceita submissões em português, espanhol, inglês e francês.</p> <p><strong>Público-alvo</strong></p> <p>O público-alvo da revista <strong>Conhecer: Debate entre o Público e o Privado</strong> consiste em professores, pesquisadores, profissionais e estudantes dedicados à área de Planejamento e Políticas Públicas.</p> EdUECE pt-BR Conhecer: debate entre o público e o privado 2238-0426 <p><a title="Creative Commons" href="https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/" target="_blank" rel="noopener"><img src="/public/site/images/admconhecer/imagem_CCBY1.png"></a></p> <p>Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:</p> <p>Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a<a title="Creative Commons" href="https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/" target="_blank" rel="noopener">&nbsp;Licença Creative Commons Attribution</a>&nbsp;que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.</p> Editorial https://revistas.uece.br/index.php/revistaconhecer/article/view/2744 <p>Chega ao público especializado das ciências sociais mais um número da revista “Conhecer: Debate entre o Público e o Privado”, desta feita o número 24 v. 10 de 2020. A presente revista está estruturada inicialmente em duas partes: a primeira com o dossiê intutulado Populismo: teorias e casos e; a segunda seção com artigos de fluxo continuo e resenha. O objetivo do dossiê, como está dito na apresentação feita por Fabio Gentile e Antônio Costa Pinto, foi expor um diálogo interdisciplinar entre cientistas políticos, economistas e historiadores sobre o populismo.</p> Francisco Horacio da Silva Frota ##submission.copyrightStatement## 2020-01-20 2020-01-20 10 24 5 6 Populismo: teorias e casos https://revistas.uece.br/index.php/revistaconhecer/article/view/2745 Fábio Gentile António Costa Pinto ##submission.copyrightStatement## 2020-01-20 2020-01-20 10 24 7 11 10.32335/2238-0426.2020.10.24.2745 Para una historia global del populismo: https://revistas.uece.br/index.php/revistaconhecer/article/view/2759 <p>La globalidad histórica del populismo parece ser una paradoja, pues son justamente esos ideólogos nacionalistas y populistas quienes acusan a sus enemigos de “globalistas”, y quienes asimismo se presentan como actores jóvenes, sin antecedentes históricos, o incluso como el resultado de un capítulo nuevo en la historia del mundo, que el propio caudillo actual de la Casa Blanca ha denominado “la era de Trump”. En teoría, los nuevos populistas son nacionalistas extremistas que afirman querer poner a sus países por encima de todo. En la práctica, esos nacionalistas forman una nueva internacional de derecha, tanto por sus obras como por sus semejanzas. Nada de esto es nuevo en la historia del populismo. Este texto analiza la historia de esta continuidad y señala sus rupturas.</p> Federico Finchelstein ##submission.copyrightStatement## 2020-01-20 2020-01-20 10 24 12 23 10.32335/2238-0426.2020.10.24.2759 Del totalitarismo al populismo: https://revistas.uece.br/index.php/revistaconhecer/article/view/2686 <p>Este artículo examina el concepto de “populismo” a la luz del discurso de sus oponentes neoliberales. Se cuestiona el alcance heurístico del término, que su uso político actual ha ido desvalorizando, tanto en los debates profanos como en los científicos. Partiendo de la teoría de Quentin Skinner, se propone una lectura política del concepto y se postula que su uso (y el contenido por ende que se le da) nos enseña tanto (o más) sobre la persona, el movimiento o el partido que lo usa que sobre el partido o la persona que designa. El discurso antipopulista es a la vez un rechazo del pueblo/etnos (el nacionalismo como esencia del populismo), una negación del pueblo/démos (el populismo como patología de la democracia porque establece la tiranía de la mayoría en contra de la élite), una acusación al pueblo/pléthos (la masa frágil manipulada por un líder e intelectuales) y una crítica a la “estadolatría” de los populistas opuestos al liberalismo económico en nombre de un igualitarismo obsesivo. Se concluye que el “populismo” es un “kampfbegrief” (un “concepto de combate”), como lo fue otrora el totalitarismo y puede entenderse como una continuación del anticomunismo de la Guerra Fría.</p> Stéphane Boisard ##submission.copyrightStatement## 2020-01-20 2020-01-20 10 24 24 48 10.32335/2238-0426.2020.10.24.2686 Populismo e ciências sociais brasileiras: https://revistas.uece.br/index.php/revistaconhecer/article/view/2674 <p>Ao longo do caminho trilhado para obter os resultados mais significativos no debate pertinente, este artigo proporciona um panorama analítico, histórico-crítico e metodológico, embora não exaustivo, dos usos (e também dos abusos) do conceito de populismo nas ciências sociais brasileiras – tendo em vista que estas constituem um verdadeiro laboratório da apropriação latino-americana do populismo. Se, por um lado, o debate brasileiro incorpora todos os pontos fortes e fracos do debate europeu e norte-americano sobre o populismo, a adoção desse conceito no pensamento político-social brasileiro, por outro lado, deve atender a algumas necessidades específicas, a partir das primeiras teorias sobre o povo “amorfo”, entre a segunda metade do século XIX e o início do século XX, passando pela análise do ciclo nacional-desenvolvimentista da “Era Vargas” (no período de 1930 a 1964), até chegar à recuperação desse conceito nas últimas décadas, para definir o fenômeno do “lulismo” e, sobretudo, o chamado “bolsonarismo”, já no século XXI.</p> Fabio Gentile ##submission.copyrightStatement## 2020-01-20 2020-01-20 10 24 49 65 10.32335/2238-0426.2020.10.24.2674 Vargas e Goulart: https://revistas.uece.br/index.php/revistaconhecer/article/view/1942 <p>Este artigo tem por objeto a economia e as controvérsias sobre a política econômica do segundo governo Getúlio Vargas (1951-1954) e do governo João Goulart (1961-1964), bem como seus respectivos significados históricos. Apesar das diferenças conjunturais quando da posse de Goulart na Presidência da República, sabe-se que ela não diferia em grandes traços do contexto econômico em que Vargas reassumiu o governo, em 1951: inflação crescente e tendência de desaceleração das taxas de crescimento do Produto Interno&nbsp; Bruto (PIB), às quais se somaram, ao longo do mandato, ao agravamento da situação das contas externas, com déficit no balanço de pagamentos e dificuldades para atração de capitais externos. Guardadas as diferenças, ambos os governos tiveram desfechos trágicos, com consequências políticas e sociais negativas. Partindo das diferentes interpretações acerca da política econômica ao longo desses períodos, refuta-se, assim, a hipótese de que tanto Vargas quanto Goulart se enquadrem no conceito de populismo econômico consagrado pela literatura.</p> Pedro Cezar Dutra Fonseca Ivan Colangelo Salomão ##submission.copyrightStatement## 2020-01-20 2020-01-20 10 24 66 97 10.32335/2238-0426.2020.10.24.1942 Angela de Castro Gomes: https://revistas.uece.br/index.php/revistaconhecer/article/view/2760 <p>Este artigo analisa as formulações críticas elaboradas por Angela de Castro Gomes em relação ao conceito de populismo, apresentadas em sua obra<em> A invenção do trabalhismo</em> e em escritos posteriores. Busca-se compreender como suas experiências intelectuais em três instituições de pesquisa – Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (IUPERJ), Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (CPDOC) e Universidade Federal Fluminense (UFF) – mostraram-se fundamentais para a elaboração de suas críticas ao modelo de interpretação populista, <em><strong>sobretudo</strong></em> aos trabalhos de Francisco Weffort sobre o tema. A análise dessa trajetória institucional possibilita pensar sobre a maneira pela qual as experiências de sociabilidade e de intercâmbio de ideias em instituições intelectuais importam na formulação de&nbsp; interpretações acadêmicas. Além disso, este estudo discute os principais argumentos de Angela de Castro Gomes em defesa da ideia do “pacto trabalhista” como <em>contraposição</em> à ideia de populismo, com o objetivo de destacar de que maneira suas análises contribuíram para repensar as relações entre Estado e classe trabalhadora no Brasil.</p> Fernando Perlatto ##submission.copyrightStatement## 2020-01-20 2020-01-20 10 24 98 119 10.32335/2238-0426.2020.10.24.2760 Neofascismo, “nova república” e a ascensão das direitas no Brasil https://revistas.uece.br/index.php/revistaconhecer/article/view/2060 <p>Com a recente ascensão das direitas no Brasil, que culminou com a eleição de Jair Bolsonaro, assim como de outros líderes da extrema direita, coloca-se em questão os impactos dessas novas formatações no campo político e partidário brasileiro, assim como quais são os pressupostos e filiações ideológicas. Além de categorias como “novas direitas”, termos como “neofascismo” são utilizados indiscriminadamente para interpretar expressões e grupos dos mais distintos. A fim de colocar esses aspectos em questão, o artigo tem o propósito de apresentar um apanhado das relações entre grupelhos neofascistas e forças político-partidárias no Brasil. Analisando desde a transição democrática até a eleição de Bolsonaro, o artigo coloca em análise as aproximações e disputas existente entre grupelhos neofascistas e agremiações partidárias, a fim de compreender as diversas disputas existentes dentro do campo da extrema direita brasileira ao longo da “nova república”.</p> Odilon Caldeira Neto ##submission.copyrightStatement## 2020-01-20 2020-01-20 10 24 120 140 10.32335/2238-0426.2020.10.24.2060 Populism and anti-liberal thought: https://revistas.uece.br/index.php/revistaconhecer/article/view/2676 <p>Este artigo discute como o desafio populista pode afetar, direta ou indiretamente, o funcionamento da democracia representativa e liberal. Fora da América Latina, a Itália é um dos casos mais típicos do desafi populista ao liberalismo. De fato, nas Eleições Gerais da primavera de 2018, a maioria no parlamento foi conquistada por 2 grupos populistas: a) a Lega (17,35%); e b) o MoVimento 5 Estrelas (MoVimento 5 Stelle [M5S]) (32,68%). Aqui, a principal hipótese é de que a ideologia populista deve ser abrangida pela família maior do pensamento anti-liberal. Nesse nível, a representação populista compartilha alguns pontos em comum com o fascismo. Embora a ideia de representação populista seja bem diferente daquela do fascismo, ambas se baseiam no anti-liberalismo e elas têm uma tendência intrínseca ao plebiscitarismo. Ou seja, seu foco recai sobre 2 dimensões: a) as diferenças e continuidades entre a Lega e o M5S; e b) o papel assumido pelo pensamento anti-liberal. A segunda dimensão se relaciona à ideia de representação e se divide em 2 outras camadas: a) como os populistas criam seu próprio público; e b) a remodelação institucional que eles propõem para impor a vontade do povo.</p> Goffredo Adinolfi ##submission.copyrightStatement## 2020-01-20 2020-01-20 10 24 141 163 10.32335/2238-0426.2020.10.24.2676 Avaliando programas de microcrédito e economia solidária do Banco do Nordeste https://revistas.uece.br/index.php/revistaconhecer/article/view/2071 <p>Duas experiências distintas no campo das microfinanças promovidas pelo Banco do Nordeste do Brasil são aqui avaliadas: (1) Programa Crediamigo, de microcrédito urbano produtivo orientado; e (2) Programa de Apoio a Projetos Produtivos Solidários (PAPPS), nos pressupostos da economia solidária. Para tanto, o enfoque etnográfico é apresentado como importante metodologia no desenvolvimento de processos avaliativos. Aponta-se para o alcance de sujeitos, relativamente, no mesmo grupo social, porém que se apresentam como públicos diferentes e recebem atenções, impactos e investimentos dispares sobre suas vidas e trajetórias, de acordo com os programas em que se inserem. Os resultados mapeiam como essas duas políticas, dialogam ao mesmo tempo em que diferem e se distanciam em foco e peso dados às dimensões econômicas, sociais e políticas no Nordeste brasileiro. À guisa de conclusão, evidencia-se a lógica seguida pelos programas; os impactos proporcionados na vida dos alcançados; e que qualidades, limites e possibilidades desses programas.</p> Alcides Fernando Gussi Raul da Fonseca Silva Thé ##submission.copyrightStatement## 2020-01-20 2020-01-20 10 24 164 178 10.32335/2238-0426.2020.10.24.2071 Política pública de juventud en Colombia: https://revistas.uece.br/index.php/revistaconhecer/article/view/2678 <p>Este artículo analiza los elementos claves en la génesis y formación de la Política Pública de Juventud (PPJ) en Colombia, en particular observando su conformación en el plano regional a través del concepto de comunidades de política pública, que implica un proceso de red actores interdependientes, es decir, productores de ideas e imágenes sobre la juventud. Se defiende la formación de la política pública como un proceso histórico de debates, negociaciones y resistencias, a propósito de las imágenes o representaciones producidas sobre la juventud, apropiadas por un conjunto de comunidades de política activas en diferentes escenarios. Se desarrolla la propuesta en tres partes: a) los lineamientos teóricos principales que estructuran el concepto de comunidad de política pública; b) los antecedentes de la relación juventud y Estado, y su materialización en la PPJ en el ámbito nacional; y c) la identificación de los escenarios y actores regionales de las comunidades de política pública de juventud, destacando el proceso de descentralización y los procesos de organización local juvenil autónoma. Este artículo es un resultado de investigación de carácter teórico, que pone en diálogo la construcción conceptual y el estado del arte levantado a partir de fuentes documentales generales, locales y de primer nivel tomadas de actores que participaron en la construcción de la PPJ del Departamento de Cundinamarca, en Colombia.</p> Iván David Sanabria-González Lucila Reyes-Sarmiento ##submission.copyrightStatement## 2020-01-20 2020-01-20 10 24 179 207 10.32335/2238-0426.2020.10.24.2678 Resenha do livro https://revistas.uece.br/index.php/revistaconhecer/article/view/2097 Arnelle Rolim Peixoto Lorrayni de Bortoli Aline Cristina Bezerra Carvalho Lima ##submission.copyrightStatement## 2020-01-20 2020-01-20 10 24 208 211 10.32335/2238-0426.2020.10.24.2097