O Público e o Privado
https://revistas.uece.br/index.php/opublicoeoprivado
<p>O periódico <strong>O público e o privado</strong> (PP) é uma publicação acadêmica do Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade Estadual do Ceará (UECE). Destina-se a publicar e divulgar trabalhos de pesquisadores brasileiros e estrangeiros com relevância e inserção na produção de conhecimentos teóricos e empíricos na área das ciências humanas e sociais. O periódico tem como objetivo promover a produção e a socialização do conhecimento acadêmico por meio da publicação de artigos temáticos, artigos de fluxo contínuo, entrevistas, traduções, relatórios de pesquisas e resenhas. Busca,ainda, incentivar a criação, manutenção e ampliação de redes entre pesquisadores de Universidades nacionais e internacionais.</p> <p><span style="vertical-align: inherit;">Qualis Capes 2021-2024: A3 Sociologia<br />Prefixo DOI: 10.52521<br />e-ISSN: 2238-5169 | ISSN: 1519-5481</span></p>EdUECE - Editora da Universidade Estadual do Cearápt-BRO Público e o Privado1519-5481<p><a href="http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/" rel="license"><img style="border-width: 0;" src="https://i.creativecommons.org/l/by/4.0/88x31.png" alt="Creative Commons License" /></a></p>A categoria trabalho nos métodos marxiano, durkheimiano e weberiano
https://revistas.uece.br/index.php/opublicoeoprivado/article/view/16325
<p>Este artigo discute a importância do trabalho, demonstrando sua relevância para a compreensão da sociedade moderna, e sua articulação com a metodologia de análise social dos clássicos da sociologia. Para tanto, discute a centralidade de tal categoria na abordagem marxiana e como esta revela a dinâmica da sociedade capitalista e as possibilidades de emancipação. Em seguida, demonstra o papel do trabalho no método funcionalista durkheimiano e sua contribuição para a solidariedade e a moralidade na convivência social moderna. Por fim, analisa sua relevância na abordagem compreensiva weberiana, discutindo como este o trabalho foi fundamental para o desenvolvimento do ethos capitalista e de uma racionalidade moderna. Desta forma, embora com distintas ênfases o trabalho torna-se uma categoria fundamental para a compreensão da análise e da teoria social elaborada por estes autores.</p>Cesar SansonMarcos Antônio da Silva
Copyright (c) 2026 Cesar Sanson, Marcos Antônio da Silva
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-03-022026-03-02232e16325e1632510.52521/opp.v23n2.16325Mulheres e jornalismo no Ceará
https://revistas.uece.br/index.php/opublicoeoprivado/article/view/17089
<p>O artigo tem como objetivo narrar a trajetória de mulheres que fizeram parte da história do Jornalismo do Ceará, especificamente na região do Cariri. Identificamos perfis de profissionais que trabalharam ou que ainda atuam em veículos de comunicação a partir de um incômodo: a pouca documentação e registro desses relatos – que muitas vezes se concentram em descrições de histórias de vida de mulheres que atuavam na capital do Estado, Fortaleza. A pesquisa, que deriva de um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), usou de abordagem exploratória, com busca de registros históricos e realização de entrevistas, para coletar dados qualitativos, aprofundando as reflexões iniciadas na primeira etapa dos estudos. Entre os achados, destacamos: 1) o rádio como espaço significativo para a inserção de mulheres na comunicação regional do Cariri nas décadas de 70 e 90, embora a atuação de homens ainda seja majoritária; 2) profissionais que iniciaram as carreiras sem graduação em Jornalismo; 3) dificuldade em localizar registros da participação de mulheres na imprensa do Cariri no período de 1930 até o início da década de 70, sugerindo a realização de estudos mais aprofundados.</p>Ligia Coeli Silva RodriguesVictoria Ellen Martins Santos
Copyright (c) 2026 Ligia Coeli Silva Rodrigues, Victoria Ellen Martins Santos
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-03-022026-03-02232e17089e1708910.52521/opp.v23n2.17089Prisões e afetos
https://revistas.uece.br/index.php/opublicoeoprivado/article/view/16880
<p>O artigo situa a tese de doutorado de Thais Duarte no campo mais geral dos estudos sobre prisões, destacando a centralidade dessa subárea no processo de consolidação dos estudos sobre violência e segurança pública no Brasil. A ideia é enfatizar o quanto essa pesquisa abria um leque importante de análise dos chamados estudos prisionais e como algumas intuições de Thais se revelariam promissoras para o desenvolvimento de pesquisas futuras.</p>João Trajano de Lima Sento Sé
Copyright (c) 2026 João Trajano de Lima Sento Sé
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-03-022026-03-02232e16880e1688010.52521/opp.v23n2.16880Apresentação
https://revistas.uece.br/index.php/opublicoeoprivado/article/view/17400
<p>Texto de apresentação do Dossiê "Thaís Lemos Duarte: pesquisas e escritos sobre violência, justiça e tortura"</p>Maria Gorete Marques de JesusGiane SilvestreLudmila RibeiroEduardo Ramos
Copyright (c) 2026 Maria Gorete Marques de Jesus, Giane Silvestre , Ludmila Ribeiro, Eduardo Ramos
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-03-022026-03-02232e17400e1740010.52521/opp.v23n2.17400“Sociedades democráticas exigem-nos hipocrisia”
https://revistas.uece.br/index.php/opublicoeoprivado/article/view/17425
<p>URBINATI, Nadia. A hipocrisia virtuosa. São Paulo: Editora Unesp, 2025.</p>Emanuel Freitas da Silva
Copyright (c) 2026 Emanuel Freitas da Silva
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-03-022026-03-02232e17425e1742510.52521/opp.v23n2.17425Uma força que nos alerta
https://revistas.uece.br/index.php/opublicoeoprivado/article/view/16876
<p>Neste artigo, procuramos sistematizar o legado intelectual e político de Thais Lemos Duarte, destacando suas contribuições para os campos da prevenção e combate à tortura, dos estudos sobre o crime organizado e das alternativas penais no Brasil. A partir da revisão de sua produção acadêmica, de seus projetos de pesquisa e extensão, além de sua atuação profissional em organismos de direitos humanos, evidenciamos como Thais articulou pesquisa empírica rigorosa, engajamento ético e intervenção pública. No eixo da prevenção à tortura, discutimos as limitações das definições jurídico-normativas vigentes e defendemos, com base nas análises produzidas pela Thais, a necessidade de um conceito sociológico capaz de abarcar práticas estruturais de violência estatal. Apresentamos a iniciativa “Cadê os Meus Direitos?” como um exemplo de extensão universitária com impacto na formação de familiares de pessoas presas e na consolidação de redes de prevenção à tortura em Minas Gerais. No campo do crime organizado, analisamos sua contribuição para a compreensão da expansão do Primeiro Comando da Capital, com ênfase nas narrativas estatais e midiáticas que moldam percepções públicas e legitimam políticas de endurecimento penal. Por fim, no debate sobre alternativas penais, destacamos as atuações da Thais que revelam entraves estruturais à consolidação dessas medidas, especialmente a resistência institucional à sua aplicação e a precariedade das estruturas responsáveis por sua execução. O trabalho de Thais inaugura abordagens metodológicas inovadoras, produz conhecimento sobre as engrenagens do sistema penal e afirma uma prática acadêmica comprometida com a efetivação dos direitos humanos.</p>Isabela Cristina Alves de AraujoLudmila Mendonça Lopes RibeiroEduarda Lorena de AlmeidaNatália Cristina MartinoIsabella Silva MatosinhosLivia LagesAna Beraldo
Copyright (c) 2026 Isabela Cristina Alves de Araujo, Ludmila Mendonça Lopes Ribeiro, Eduarda Lorena de Almeida, Natália Cristina Martino, Isabella Silva Matosinhos, Livia Lages, Ana Beraldo
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-03-022026-03-02232e16876e1687610.52521/opp.v23n2.16876Perpetradoras de “crimes mais bárbaros”
https://revistas.uece.br/index.php/opublicoeoprivado/article/view/17390
<p>Com base em dados levantados por um projeto do PNUD/CNJ, desenvolvido em 2020, o trabalho analisa perspectivas de distintos atores de estados do Norte e Nordeste do país sobre criminalidade feminina e os fluxos de tratamento concedido às mulheres e seus filhos. Sobretudo, debate os fundamentos de aplicação do Marco da Primeira Infância no cenário penal. No geral, a relação materno-infantil no cárcere é mobilizada como mecanismo de punição, havendo no sistema de justiça criminal certa propensão em usar o Marco da Primeira Infância para reforçar o aprisionamento feminino.</p>Thais Lemos Duarte
Copyright (c) 2026 Thais Lemos Duarte
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-03-022026-03-02232e17390e1739010.52521/opp.v23n2.17390Para (re)conhecer o nome
https://revistas.uece.br/index.php/opublicoeoprivado/article/view/16698
<p>O artigo discute a importância do registro civil de nascimento como ato fundamental da cidadania e porta de entrada para direitos civis, políticos e sociais. O sub-registro é, então, discutido como uma falha estrutural e latente manifestação da exclusão social no Brasil. Para enfrentar esta realidade, a política de Unidades Interligadas (UIs), instituída pelo Provimento Nº13/2010 do CNJ, descentralizou o serviço para maternidades e hospitais. Houve êxito na redução: o sub-registro nacional caiu de 4,21% (2015) para 1,05% (2023), e no Rio de Janeiro (RJ), de 2,69% (2018) para 0,60% (2023). Contudo, ainda persiste nas áreas mais vulneráveis do país, como por exemplo, a Baixada Fluminense. O Diagnóstico das Unidades Interligadas, realizado pelo CENPE/MPRJ confirmou o potencial desta política pública, mas também expôs as desafios e potencialidades do trabalho em curso. Por fim, este trabalho teve como um de seus principais objetivos reiterar a importância deste tipo de estudo para a melhoria das políticas públicas de promoção de direitos sociais. Neste mote, também foi destacada a atuação de Thaís Lemos Duarte nesta seara.</p>Tatiana Guimarães Sardinha PereiraClara Gomberg Faulhaber do ValeEliane de Lima PereiraRoberta Rosa Ribeiro
Copyright (c) 2026 Tatiana Guimarães Sardinha Pereira, Clara Gomberg Faulhaber do Vale, Eliane de Lima Pereira, Roberta Rosa Ribeiro
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-03-022026-03-02232e16698e1669810.52521/opp.v23n2.16698Tecnologias precárias de acesso à justiça
https://revistas.uece.br/index.php/opublicoeoprivado/article/view/17146
<p>O artigo analisa cartas encaminhadas ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro por pessoas privadas de liberdade e por seus familiares. Tomando a escrita epistolar como fonte primária, o trabalho investiga como esses sujeitos narram o cotidiano prisional e formulam demandas ao Estado. Argumenta-se que as cartas operam como uma "tecnologia precária de acesso à justiça": um recurso instável e atravessado por filtros institucionais, mas central para romper a opacidade do sistema carcerário. A partir da sistematização das queixas, os resultados evidenciam a predominância de solicitações relativas à execução penal, seguidas por denúncias de restrições ao contato com o mundo exterior, violência institucional e precariedade das condições materiais. A análise revela, ainda, a relação ambivalente estabelecida com o Ministério Público, acionado simultaneamente como instância de esperança e de tutela, mas percebido com frustração devido à morosidade e ao distanciamento. Conclui-se que essas correspondências constituem gestos políticos de interpelação que expõem o descompasso entre as garantias legais e a realidade da custódia.</p>Eduardo RamosIsadora Vianna Sento-SéThais Lemos Duarte
Copyright (c) 2026 Eduardo Ramos, Isadora Vianna Sento-Sé, Thais Lemos Duarte
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-03-022026-03-02232e17146e1714610.52521/opp.v23n2.17146Os muitos governos da pandemia
https://revistas.uece.br/index.php/opublicoeoprivado/article/view/16861
<p><span style="font-weight: 400;">Este artigo analisa as gestões extraestatais da pandemia de Covid-19 nas periferias urbanas brasileiras a partir das representações produzidas pela imprensa hegemônica. O texto questiona a insuficiência de leituras estritamente estado-centradas das dinâmicas periféricas durante a crise sanitária, social e política, dada a sobreposição de governanças e a coexistência normativa que se coloca na vida nas margens urbanas. Para tanto, realizamos uma análise de conteúdo de reportagens publicadas no jornal Folha de São Paulo entre 11 de março de 2019 e 10 de março de 2021. A partir da definição de 51 descritores combinados aos termos “favelas” e “periferias”, foram identificadas 1.832 matérias, das quais 81 tratavam diretamente de ações de gestão extraestatal em periferias. As reportagens destacaram a atuação de associações comunitárias, ONGs, movimentos sociais e coletivos culturais, com ênfase em ações voltadas à distribuição de alimentos, itens de higiene e apoio emergencial, com baixa visibilidade das atuações de grupos religiosos e criminais. Aparentemente, a pandemia tornou mais visível uma ecologia de poderes já existente nas periferias, marcada por arranjos híbridos de governança, nos quais o estado coexiste e se entrelaça com múltiplas formas de autoridade e organização extraestatal.</span></p>Ana BeraldoGiovana Bragança SantosMercêdes Santiago SilvaThais Lemos DuarteNatália Cristina MartinoValéria Cristina OliveiraLudmila Mendonça Lopes Ribeiro
Copyright (c) 2026 Ana Beraldo, Giovana Bragança Santos, Mercêdes Santiago Silva, Thais Lemos Duarte, Natália Cristina Martino, Valéria Cristina Oliveira, Ludmila Mendonça Lopes Ribeiro
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-03-022026-03-02232e16861e1686110.52521/opp.v23n2.16861“Fala do crime” e “fala da violação”
https://revistas.uece.br/index.php/opublicoeoprivado/article/view/16716
<p>Este artigo analisa as representações sociais de familiares de vítimas de violência estatal e de atores de organizações que atuam no acolhimento e apoio de tais vítimas. A partir desta análise, e inspiradas pelo conceito de “fala do crime” descrito por Caldeira (2000), propomos a noção de “fala da violação”. Argumentamos que a “fala da violação” opera como forma narrativa que organiza experiências difusas, contínuas e coletivas de violência estatal, em contraste com relatos episódicos, moralizantes e segregadores vinculados ao crime comum. O estudo baseia-se em 21 entrevistas realizadas no Rio de Janeiro e em São Paulo e examina, primeiro, como interlocutores definem tortura a partir de matrizes jurídicas, nativas e políticas; depois, como trajetórias marcadas por práticas violentas do Estado produzem sujeitos coletivos, especialmente movimentos de mães de vítimas. Os resultados indicam que, aquilo que nomeamos de “fala da violação” desbanaliza práticas estatais historicamente legitimadas, ao organizar uma narrativa sobre o sofrimento na esfera pública e tensiona instituições de segurança e justiça, revelando limites da democracia brasileira. Conclui-se que a categoria proposta contribui para compreender formas de elaboração da violência em contextos de desigualdade estrutural.</p>Thais Lemos DuarteMaria Gorete MarquesGiane Silvestre
Copyright (c) 2026 Thais Lemos Duarte, Maria Gorete Marques, Giane Silvestre
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-03-022026-03-02232e16716e1671610.52521/opp.v23n2.16716“O silêncio é um amigo que nunca trai”?
https://revistas.uece.br/index.php/opublicoeoprivado/article/view/17099
<p>O artigo busca compreender de que maneira atores públicos de São Paulo e de Minas Gerais descrevem a expansão da organização Primeiro Comando da Capital (PCC) em seus estados de ação. A partir de dados obtidos via entrevistas, documentos e notícias de jornais, pretende-se explorar processos que, embora tenham ocorrido em localidades e temporalidades distintas, guardam semelhanças no modo como são tratados. Em São Paulo observou-se, ao longo das duas primeiras décadas dos anos 2000, uma distância entre as narrativas do governo e dos agentes estatais que trabalham no cotidiano do controle do crime. Há, no primeiro, um reiterado discurso de negação e minimização do poderio e da capilaridade do PCC, fato não observado no segundo grupo. No estado de Minas Gerais, em boa medida, os discursos dos agentes públicos se pautaram por uma espécie de silêncio, especialmente em relação aos que conformam os altos escalões das instituições, evitando-se falar sobre o poderio do PCC. Já quando as ações do grupo reconhecidamente começaram a afetar as rotinas dos espaços urbanos, os atores de ambos os estados passaram a divulgar suas percepções, indicando também as medidas adotadas para reprimir a organização.</p>Thais Lemos DuarteGiane Silvestre
Copyright (c) 2026 Thais Lemos Duarte, Giane Silvestre
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-03-022026-03-02232e17099e1709910.52521/opp.v23n2.17099Editorial
https://revistas.uece.br/index.php/opublicoeoprivado/article/view/17439
<p>.</p>
Copyright (c) 2026
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-03-022026-03-02232e17439e1743910.52521/opp.v23n2.17439