O Público e o Privado https://revistas.uece.br/index.php/opublicoeoprivado <p>O periódico <strong>O público e o privado</strong> (PP) é uma publicação acadêmica do Programa de Pós-Graduação em Sociologia da&nbsp;<a href="http://www.uece.br/uece/" target="_blank" rel="noopener">Universidade Estadual do Ceará (UECE)</a>, de periodicidade quadrimestral, a partir de 2020. Destina-se a publicar e divulgar trabalhos de pesquisadores nacionais e internacionais, resultados de estudos e pesquisas, considerando a relevância e inserção da temática na produção do conhecimento teórico-empírico na área das ciências humanas, sociais, políticas e afins.</p> <p>O periódico tem como objetivo promover a produção e a socialização do conhecimento acadêmico por meio da publicação de artigos temáticos, dossiês, artigos do fluxo contínuo, entrevistas, tradução, relatórios de pesquisas e resenhas bem como incentivar a criação, divulgação e interlocução de redes temáticas com grupos de pesquisadores de Universidades brasileiras e internacionais.</p> <p>&nbsp;</p> <p><strong>ISSN Impresso:</strong>&nbsp;1519-5481 (até 2016)</p> <p><strong>ISSN Eletrônico:</strong>&nbsp;2238-5169</p> <p><strong>Qualis Capes: </strong>B2 Sociologia</p> <p><strong>Capa:</strong>&nbsp;<a href="http://portalarquitetonico.com.br/">Portal Arquitetônico</a></p> <p>&nbsp;</p> EdUECE - Editora da Universidade Estadual do Ceará pt-BR O Público e o Privado 1519-5481 Editorial https://revistas.uece.br/index.php/opublicoeoprivado/article/view/2639 Maria Glauciria Mota Brasil Geovani Jacó de Freitas ##submission.copyrightStatement## 2020-01-28 2020-01-28 17 34 jul.dez Apresentação https://revistas.uece.br/index.php/opublicoeoprivado/article/view/2640 Marcílio Dantas Brandão Monalisa Dias de Siqueira ##submission.copyrightStatement## 2020-01-28 2020-01-28 17 34 jul.dez O trabalho das emoções na experiência pública https://revistas.uece.br/index.php/opublicoeoprivado/article/view/2641 <p>x</p> Louis Quéré ##submission.copyrightStatement## 2020-01-28 2020-01-28 17 34 jul.dez Medo, adoração e encantamento na política de juventude brasileira https://revistas.uece.br/index.php/opublicoeoprivado/article/view/2643 <p>Recuperando minha própria trajetória de colaboração em desenvolvimento, implementação e análise de diferentes políticas envolvendo jovens, este texto discorre sobre uma concepção pragmatista de política pública que não se restringe a ações de Estado. Inicialmente, apresento diferentes iniciativas que acompanhei como educador, gestor ou pesquisador. Desta apresentação e de uma breve reflexão teórica, filosófica e lexical, extraio a discussão de três emoções coletivas que afetam políticas de juventude no Brasil: medo, adoração e encantamento. Em seguida, aponto alguns avanços e desafios dessas políticas e, à guisa de conclusão, destaco a necessidade de integração de diferentes saberes e emoções no ciclo das políticas públicas de juventude.</p> Marcílio Dantas Brandão ##submission.copyrightStatement## 2020-01-28 2020-01-28 17 34 jul.dez Ação policial https://revistas.uece.br/index.php/opublicoeoprivado/article/view/2645 <p>Neste texto escrevo sobre pluralidades do sensível em ações policiais e de segurança universitária que estão implicadas em momentos de decisão locais e contextualizados. Para entender essas modalidades plurais do sensível deste tipo de ação, a análise etnográfica é uma das ferramentas que melhor nos pode ajudar. Nesse sentido, serão analisadas três cenas: a improvisação de uma detenção, um despejo e institucionalização de pessoas e, por fim, disputas na segurança universitária. Defendo que o trabalho coletivo das emoções em jogo no policiamento depende de ações que estão sempre, de algum modo, nos limites da vida sensível.</p> Susana Durão ##submission.copyrightStatement## 2020-01-28 2020-01-28 17 34 jul.dez Paixão e violência https://revistas.uece.br/index.php/opublicoeoprivado/article/view/2647 <p>O presente artigo objetiva contribuir para o debate acadêmico em torno dos conflitos nas torcidas organizadas de futebol brasileiras contemporâneas através de uma discussão, orientada por uma sociologia das emoções, sobre suas formas de produção de significados e expressão dos afetos. Para realizar essa análise, optou-se por observar as narrativas que as torcidas produzem para atribuir significado às suas práticas e disputar os discursos circulantes a respeito delas no debate público. Essas narrativas, coletadas entre os anos de 2013 e 2018, foram encontradas nos sites das torcidas organizadas. Observamos que as torcidas possuem formas próprias de manifestação pública dos sentimentos, que estão ligadas não apenas aos processos sociais de atribuição de significados a suas experiências, mas também às relações sociais que as torcidas estabelecem entre si – majoritariamente marcadas pelo antagonismo mútuo – e com os clubes que representam, e que perpassam a construção de seu sentimento de comunidade. </p> Eric Monné Fraga de Oliveira Letícia Helena Medeiros Veloso ##submission.copyrightStatement## 2020-01-28 2020-01-28 17 34 jul.dez Emoção e moralidade em tempos de ruptura https://revistas.uece.br/index.php/opublicoeoprivado/article/view/2648 <p>A leitura de romances sentimentais é uma prática cultural que gera, nos sites especializados no gênero, uma série de discussões sobre a qualidade estética dessas obras. Porém, as avaliações dos fãs dessa literatura recaem, inevitavelmente, sobre julgamentos morais acerca do caráter e das ações das personagens. O sistema moral que a(o)s leitora(e)s utilizam para pensar o amor, o casamento e o sexo, contudo, demonstra indícios de rupturas, que podem ser claramente expressas no que se refere ao estupro conjugal, tema recorrente nos livros de amor mais populares, vendidos em banca de revista, publicados no Brasil nos anos de 1980. Estas obras atravessam o tempo, sendo consumidas por gerações de mulheres distintas de seu público de origem. Neste contexto, indagamos: de que forma as percepções de leitores de romances de amor sobre a violência conjugal refletem mudanças importantes nos códigos morais que orientam a sexualidade heterofeminina? Como tais códigos morais se alinham numa comunidade em que a extravagância emotiva é sua razão de ser? Como os parâmetros morais que regem o estupro conjugal são negociados, contestados e reformulados cruzando tempos e espaços sociais distintos? Busca-se compreender como códigos morais sobre o estupro conjugal circulam no espaço público, em uma comunidade emocional particular – a de leitores de histórias de amor do site Adoro Romances. A análise foi realizada a partir da seleção de postagens relativas a cinco obras de popularidade cujo enredo desemboca no estupro conjugal.</p> Roberta Manuela Barros de Andrade Ricardo Augusto de Sabóia Feitosa Erotilde Honório Silva ##submission.copyrightStatement## 2020-01-28 2020-01-28 17 34 jul.dez Estratégias de autoproteção https://revistas.uece.br/index.php/opublicoeoprivado/article/view/2649 <p>As formas de relacionamento têm mudado rapidamente desde o advento da internet, fenômeno que se acelerou com a popularização dos smartphones e o desenvolvimento de aplicativos específicos para relacionamentos. As emoções envolvidas nos contatos estabelecidos a partir dessas plataformas influenciam imensamente as sociabilidades dos sujeitos. Em Santa Maria-RS, mulheres usuárias do aplicativo Tinder que estão em busca de homens na plataforma apresentam duas emoções preponderantes em suas percepções acerca da ferramenta: desejo e medo. O desejo é o que as move em busca desses parceiros, e o medo é o que faz com que elaborem estratégias de autoproteção antes de estabelecer esse encontro. Partindo das perspectivas de desejo defendidas por Miskolci e do medo, por Borges e Barbalet, e com a intenção de analisar a tensão existente entre essas duas emoções e quais são as estratégias de autoproteção desenvolvidas por essas mulheres, esse trabalho parte de uma investigação etnográfica desenvolvida a partir da observação participante do Tinder e de entrevistas intermediadas pela plataforma e desenvolvidas, também, de maneira pessoal. Evidencia-se que essas mulheres, apesar de nunca terem vivenciado situações de medo ou violência em encontros estabelecidos pela internet, têm a intenção de exercer seus desejos e conhecer esses homens, mas não saem de casa sem tomar precauções.</p> Carolina Carvalho Francis Moraes de Almeida ##submission.copyrightStatement## 2020-01-28 2020-01-28 17 34 jul.dez El consumo de la realidad amorosa gay https://revistas.uece.br/index.php/opublicoeoprivado/article/view/2650 <p>En este trabajo reflexiono sobre el consumo de la realidad amorosa en varones gays. Algunas líneas de investigación en la sociología del amor, como la de Eva Illouz, sostienen que gran parte del modo en que amamos está precodificado por los relatos amorosos que aparecen en los medios de comunicación de donde emerge una utopía amorosa. Intento poner en cuestionamiento el funcionamiento de dicha utopía romántica. Si bien es cierto que los medios contribuyeron a consolidar y legitimar historias de amor que lo idealizan, al momento de reapropiárselas, las personas ofrecen resistencias culturales ante dicha codificación. A partir de un abordaje cualitativo con entrevistas en profundidad a varones gays de entre 18 y 33 años, que viven en el Área Metropolitana de Buenos Aires, se reconstruyeron 44 historias de amor. El trabajo se estructura en tres ejes. El primero de ellos versa sobre el modo en que se apelan a diferentes distanciamientos (como la parodización y la ridiculización) para criticar la utopía romántica. El segundo eje recupera la historicidad de las relaciones que, cuando se plantea cómo debería ser un momento romántico, devenga necesario desplegar las trayectorias afectivas de las personas. Finalmente, en el tercer eje el foco es puesto en las magnitudes de las cosas que hacen que el consumo del amor se relacione con bienes pequeños y simples y no con regalos lujosos y ostentosos. Como conclusión, se destaca la necesidad de conectar la dimensión amorosa con otras esferas de la vida, de las que se desprenden los sentidos románticos que los actores atribuyen a sus experiencias.</p> Maximiliano Marentes ##submission.copyrightStatement## 2020-01-28 2020-01-28 17 34 jul.dez Como ser mais livre? Política, economia e a genealogia da ideia de Deus em Proudhon https://revistas.uece.br/index.php/opublicoeoprivado/article/view/2651 <p>Percebendo o funcionamento de uma articulação lógica entre o absoluto no pensamento e o absolutismo político, Proudhon formula, através da economia, uma crítica anárquica radical da política, seja enquanto pensar, seja enquanto espaço das relações sociais fundadas na defesa da propriedade, isto é, do privilégio. Sua crítica desarticula a lógica autoritária que, segundo ele, ecoa na prática do governo unitário e centralizador. Mas se o autoritarismo no governo se atrela ao autoritarismo no pensamento, antes disso a filosofia política atrela-se à teologia. Correspondência, então, entre governo e religião, por um lado, e filosofia e teologia, por outro. Assim vai compondo Proudhon um ponto de vista analítico do problema da correlação entre autoridade e liberdade pela hipótese de Deus, o que lhe possibilita pensar a política permanecendo na tensão antinômica dos confrontos. É essa crítica anárquica que o artigo apresenta de maneira sucinta, buscando provocar novas conversas e desdobramentos pertinentes.</p> Natalia Monzón Montebello ##submission.copyrightStatement## 2020-01-28 2020-01-28 17 34 jul.dez Monitoramento da Convenção sobre a proteção e promoção da diversidade das expressões culturais https://revistas.uece.br/index.php/opublicoeoprivado/article/view/2652 <p>Considerando que para elaboração de indicadores analíticos é crucial compreender exatamente a que ele se refere e considerando ainda que a diversidade cultural emerge na contemporaneidade como conceito jurídico e político não isento de disputa entre visões hegemônicas e contra-hegemônicas, o presente artigo pretende abordar esta problemática por meio da análise do quadro de monitoramento da Convenção de 2005 da Unesco sobre a Proteção e Promoção da Diversidade de Expressões Culturais. Na primeira parte abordaremos o tema dos indicadores de análise de políticas públicas, com destaque para os indicadores culturais. Na sequência, analisaremos o quadro de monitoramento da Convenção de 2005, proposto pela Unesco dez anos após a aprovação deste instrumento jurídico, buscando identificar as disputas conceituais em torno dos indicadores propostos.</p> Giuliana Kauark ##submission.copyrightStatement## 2020-01-28 2020-01-28 17 34 jul.dez Rebelião, “facções” e formação de consciência https://revistas.uece.br/index.php/opublicoeoprivado/article/view/2653 <p>O sistema socioeducativo brasileiro, sobretudo o cearense, fogem dos parâmetros constitutivos defendido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (SINASE) tendo sido em 2015, inclusive, denunciado e condenado pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos devido as superlotações e recorrentes denúncias de tortura. Nesse sentido, como forma de reivindicar melhores condições estruturais e materiais, os adolescentes autores de ato infracional comumente recorrem a estratégias de enfrentamento, na maioria das vezes, por meio de rebeliões. No atual contexto, as facções inserem-se nesses espaços alterando a dinâmica das rebeliões, assim, como do processo de formação de consciência. Dessa forma, esse trabalho busca refletir de que forma o processo de revolta e contestação violenta, que acarreta no processo de rebelião, se forja na privação de liberdade, associando-o ao processo de formação de consciência. Partimos do pressuposto que para romper com os processos de alienação os adolescentes precisam tomar consciência do contexto de opressão em que estão inseridos para, assim, se organizarem. A construção desta consciência, no entanto, é perpassada pela inserção das facções nos centros socioeducacionais.</p> Artur Fernandes de Moura ##submission.copyrightStatement## 2020-01-28 2020-01-28 17 34 jul.dez Agosto feminista em Brasília https://revistas.uece.br/index.php/opublicoeoprivado/article/view/2654 <p>x</p> Gabriela Falcão ##submission.copyrightStatement## 2020-01-28 2020-01-28 17 34 jul.dez Direitos Humanos https://revistas.uece.br/index.php/opublicoeoprivado/article/view/2655 <p>x</p> Bruno Marques Albuquerque ##submission.copyrightStatement## 2020-01-28 2020-01-28 17 34 jul.dez