Obras hidráulicas em rios: o papel dos cientistas sociais

2021-12-15

Obras hidráulicas em rios: o papel dos cientistas sociais

Esta chamada pretende continuar e aprofundar a discussão sobre as responsabilidades dos cientistas sociais frente às grandes obras de infraestrutura construídas em rios e outros corpos de água. Essa questão foi abordada em seminário internacional celebrado no CIESAS da Cidade do México em julho de 2016, organizado ao redor de três temas/questões: a) a quem servem essas obras; b) quais são os impactos sociais diferenciados de ditas obras nas populações afetadas; c) por que essas obras estão associadas a uma narrativa de modernidade progresso? Em 2017 foi realizada uma segunda rodada de discussão em Bogotá, no V Congresso Latinoamericano de Antropologia, onde outros pesquisadores se juntaram ao diálogo e discussão iniciados na cidade do México

Estamos interessados em incorporar a este espaço de reflexão outros cientistas sociais que desejem contribuir com estas questões. Os rios estabelecem vínculos entre populações da parte alta e baixa das bacias e constituem barreiras e delimitações de fronteiras.  As múltiplas dimensões das obras hidráulicas e as situações históricas em que se inserem devem ser compreendidas e levadas em consideração pelos cientistas sociais. As grandes obras em rios e corpos de água para a geração de energia, irrigação de zonas áridas, provisão de água para grandes cidades têm efeitos diferentes em distintos grupos sociais. Há transformações nas condições de vida e da produtividade, mas, também há deslocamentos populacionais forçados, perda de território e poluição. Essas obras gozam de tratamento preferencial por agências financeiras sem que populações ribeirinhas sejam igualmente escutadas e consultadas.

Buscamos uma compreensão mais profunda de situações e tendências, com perspectivas construídas desde distintas experiências e com a participação de pesquisadores de diferentes países.

Sugestões de eixos temáticos:

  1. Reflexões sobre a antropologia aplicada e práticas não acadêmicas;
  2. Questionamentos sobre o papel ético-profissional e político do cientista social em variadas formas de intervenção nestes projetos;
  3. Questões sobre o papel ético, profissional  e político dos cientistas sociais como estudiosos dos fenômenos sociais em grandes projetos hídricos;
  4. Reflexões sobre o papel ético, profissional e político na atuação como assessores de grupos sociais afetados por projetos;
  5. Questões sobre o papel ético-profissional e político como participantes dos processos diagnósticos e/ou do planejamento ou execução das obras
  6. Dilemas no planejamento de políticas públicas para acesso a água por populações rurais ou urbanas
  7. O estudo das cidades como sistemas hídricos.

“Obras hidráulicas en los ríos. - El papel de los científicos sociales”

Esa llamada está puesta para continuar y profundizar la discusión sobre las responsabilidades de los científicos sociales frente a las grandes obras de infraestructura construidas en ríos y otros cuerpos de agua. Esta cuestión fue abordada en un seminario internacional, celebrado en el CIESAS de la Ciudad de México, en julio de 2016, alrededor de tres temas y preguntas A) ¿A quién sirven estas obras?, B) ¿Cuáles son los impactos sociales diferenciados de dichas obras en las poblaciones afectadas? y C) ¿Por qué estas obras están asociadas a una narrativa de modernidad y progreso? En 2017 se realizó una segunda ronda en Bogotá en el V Congreso latinoamericano de Antropología, en donde otros investigadores se añudaron en el diálogo y discusión iniciados en la Cd. De México.

Estamos interesados en incorporar a este espacio de reflexión otros científicos sociales que deseen contribuir a estos planteamientos. Los ríos establecen vínculos entre alteños y abajeños, y constituyen barreras y delimitaciones fronterizas. Las múltiples dimensiones de las obras hidráulicas, y las secuencias históricas en las que están incrustadas deben ser comprensivamente tomadas en consideración en el abordaje por parte de los científicos sociales. Las grandes obras en los ríos y cuerpos de agua para la generación de energía, la irrigación de zonas áridas, y el aprovisionamiento de agua a las grandes ciudades tienen efectos diversos en distintos grupos sociales. Hay transformaciones en las condiciones de vida y la productividad, pero también desplazamientos, despojos y contaminación. Las obras gozan de trato preferencial entre agencias financieras, sin que los grupos ribereños sean igualmente escuchados y consultados.

Buscamos una comprensión más honda de situaciones y tendencias, con perspectivas construidas desde diferentes experiencias, y con la participación de actores profesionales de distintos países

Sugerencias de ejes temáticos:

  1. Reflexiones sobre la antropología aplicada y prácticas no académicas;
  2. Interrogantes acerca del papel ético-profesional y político del científico social en variadas formas de intervención en eses proyectos;
  3. Interrogantes acerca del papel ético-profesional y político como estudiosos de los fenómenos sociales en grandes proyectos hídricos;
  4. Reflexiones acerca del papel ético-profesional y político cómo asesores de grupos sociales afectados por proyectos;
  5. Interrogantes acerca del papel ético-profesional y político como participantes en los procesos de diagnóstico y/o en el dibujo o ejecución de las obras.
  6. Dilemas en el dibujo de políticas públicas para acceso al agua por poblaciones rurales o urbanas.
  7. El estudio de las ciudades cómo sistemas hídricos.

 

Organização:

Roberto Lima - Universidade Federal de Sergipe (UFS-Brasil)

Roberto Melville - Centro de Estudios e Investigaciones Superiores en Antropología Social (CIESAS-México) 

Prazo para submissão: 11/04/2022

Submissões no site: https://revistas.uece.br/index.php/opublicoeoprivado/index

Previsão de publicação: Até  31 de agosto de 2022 (N. 42, mai-agost/2022)

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