https://revistas.uece.br/index.php/dipsm/issue/feedDiálogos Interdisciplinares em Psiquiatria e Saúde Mental2025-12-16T12:20:56-03:00José Jackson Coelho Sampaio | Eugênio de Moura Camposdialogos.psiquiatria@uece.brOpen Journal Systems<p>Diálogos Interdisciplinares em Psiquiatria e Saúde Mental - DIPSM é uma publicação da Sociedade Cearense de Psiquiatria em parceria com a Universidade Estadual do Ceará que busca contemplar a produção de conhecimento interdisciplinar tanto no campo acadêmico como da assistência em psiquiatria e saúde mental, além de áreas afins como neurologia, geriatria e medicina de família e comunidade. </p> <p>É um periódico eletrônico, que adota a modalidade de fluxo contínuo, avaliado por pares, de acesso aberto, sem taxa de submissão, destinado a publicação de artigos originais, comunicações breves, memórias/história, relatos de caso/experiência e revisões ou atualizações relevantes para a prática clínica psiquiátrica e para a atenção em saúde mental. </p> <p><span style="vertical-align: inherit;">Prefixo DOI: 10.59487<br />e-ISSN: 2965-1956</span></p>https://revistas.uece.br/index.php/dipsm/article/view/16812Práticas alimentares sugestivas de comer transtornado em portadores de transtornos de humor2025-12-07T17:13:35-03:00Ticihana Ribeiro de Oliveiraticihanaoliveira@hotmail.comLudmila Barbosa de Lima Sousaludmilablimasnutri@gmail.comAlice Callado de Menezesalicecalladonutri@gmail.comRafaela Tavares Pessoarafaela.pessoa@hsm.ce.gov.brJúlia Maria Ramos Salesjuhmaria.sales@gmail.com<p><strong>Objetivo</strong><span style="font-weight: 400;"> Este estudo objetivou analisar a frequência de práticas alimentares sugestivas de comer transtornado em pacientes portadores de TH assistidos em um ambulatório de referência. </span><strong>Metodologia</strong><span style="font-weight: 400;"> Trata-se de um estudo de natureza quantitativa, descritiva e transversal, que avaliou uma amostra de 24 pacientes adultos e idosos portadores de TH (DSM-5-TR) em Fortaleza, Ceará. O comportamento alimentar foi avaliado por meio do Questionário Alimentar dos Três Fatores (TFEQ-R21), que mede a Restrição Cognitiva, a Alimentação Emocional e o Descontrole Alimentar. A análise descreveu a frequência simples das práticas alimentares presentes na rotina dos pesquisados. </span><strong>Resultados</strong><span style="font-weight: 400;"> A amostra (N=24) foi majoritariamente feminina (87,5%) e portadora de Transtorno Afetivo Bipolar (TAB) (75%). As práticas alimentares mais frequentes (em dos pacientes) relacionaram-se às escalas de Alimentação Emocional e Descontrole Alimentar. Na Alimentação Emocional, 62,5% relataram comer quando ansiosos, e 50% quando depressivos ou tensos/estressados. No Descontrole Alimentar, 62,5% comeram em excesso mesmo sem fome, e 50% sentiram incapacidade de parar de comer. Nenhuma prática referente à Restrição Cognitiva foi mencionada pela maioria dos pacientes. </span><strong>Conclusão</strong><span style="font-weight: 400;"> A forte prevalência da alimentação emocional e do descontrole alimentar sugere que o comportamento alimentar disruptivo é uma comorbidade importante. A alimentação emocional atua como mecanismo de enfrentamento para diminuir emoções negativas e é considerada um alto fator de risco para o desenvolvimento do Transtorno de Compulsão Alimentar. O manejo clínico de indivíduos com transtornos de humor deve, portanto, incluir a avaliação e o monitoramento rigoroso dessas práticas alimentares.</span></p>2025-12-16T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Ticihana Ribeiro de Oliveira, Ludmila Barbosa de Lima Sousa, Alice Callado de Menezes, Rafaela Tavares Pessoa, Júlia Maria Ramos Saleshttps://revistas.uece.br/index.php/dipsm/article/view/16874Editorial2025-12-14T10:27:54-03:00Ticihana Ribeiro de Oliveiraticihanaoliveira@hotmail.comRafaela Tavares Pessoauece@uece.brLuisa Cordeiro Studart Gurgeluece@uece.br2025-12-16T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Ticihana Ribeiro de Oliveira, Rafaela Tavares Pessoa, Luisa Cordeiro Studart Gurgelhttps://revistas.uece.br/index.php/dipsm/article/view/16815A implantação do ambulatório de primeiro episódio psicótico na infância e adolescência (PEPIA) em um hospital psiquiátrico público no nordeste do Brasil2025-12-07T18:47:57-03:00Caio Hage Chahine Kubruslyuece@uece.brMatheus Eugênio de Sousa Limalima_matheus@hotmail.comJosé Lino Ferreira Júniorlino.psiq@gmail.comDenise Patrocínio Evangelista Monteirodeniseevangelista@yahoo.com<p><strong>Objetivo</strong>: Descrever a criação e a experiência inicial do Ambulatório de Primeiro Episódio Psicótico na Infância e Adolescência (PEPIA), implantado em abril de 2024 no Hospital de Saúde Mental Professor Frota Pinto (HSMPFP), em Fortaleza, Ceará. <strong>Relato da Experiência</strong>: O PEPIA foi criado para atender crianças e adolescentes com até 18 anos incompletos com suspeita ou diagnóstico de psicose. O serviço funciona semanalmente, integrado ao Núcleo de Atenção à Infância e Adolescência (NAIA), com equipe composta por psiquiatras da infância e adolescência e residente em formação. O fluxo assistencial inclui avaliação diagnóstica inicial, investigação laboratorial completa e seguimento clínico individualizado, com aplicação das escalas PANSS e WHOQOL-BREF. Até o momento, foram acompanhados 18 pacientes, predominando diagnósticos de esquizofrenia e transtornos afetivos com sintomas psicóticos. <strong>Discussão</strong>: A experiência evidencia a viabilidade e a relevância de um serviço especializado em psicose precoce na infância e adolescência, reforçando a importância do tratamento iniciado precocemente para reduzir a duração da psicose não tratada e melhorar o prognóstico clínico e funcional. O PEPIA preenche uma lacuna assistencial no Nordeste, articulando-se à RAPS e adotando um modelo de avaliação multidimensional com supervisão contínua. Essa iniciativa demonstra potencial para aprimorar o diagnóstico precoce, fortalecer a formação profissional e contribuir para o desenvolvimento de políticas públicas voltadas à saúde mental infantojuvenil.</p>2025-12-16T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Caio Hage Chahine Kubrusly, Matheus Eugênio de Sousa Lima, José Lino Ferreira Júnior, Denise Patrocínio Evangelista Monteirohttps://revistas.uece.br/index.php/dipsm/article/view/16817Manejo multiprofissional da síndrome metabólica em pacientes em uso de antipsicóticos2025-12-07T22:04:26-03:00Samuel Torres de Medeirossamtormed1@gmail.comQuezia Moreira Maia Felíciouece@uece.brFátima Vieira Limauece@uece.brVirna Jucá Saraivauece@uece.br<p><strong>Objetivo</strong>: Relatar a experiência clínica do farmacêutico no acompanhamento de pacientes em tratamento psiquiátrico em um hospital de referência no Ceará, destacando a integração do consultório farmacêutico ao ambulatório de psiquiatria e a atuação da equipe multiprofissional na identificação e manejo de Problemas Relacionados a Medicamentos (PRMs) e comorbidades associadas ao uso de antipsicóticos atípicos. <strong>Relato da Experiência</strong>: A prática ocorreu em um hospital público de saúde mental no Ceará, integrando o consultório farmacêutico ao ambulatório de psiquiatria. O farmacêutico realizou escuta qualificada e revisão sistemática da farmacoterapia, focando no monitoramento de alterações metabólicas (hipertensão, dislipidemia e alterações glicêmicas), frequentemente associadas ao uso de antipsicóticos de segunda geração. Foram adotadas aferições rotineiras de pressão arterial e glicemia capilar, bem como a análise de exames. As intervenções farmacêuticas, abrangendo ajustes em terapias anti-hipertensivas e antidiabéticas, e a introdução de estatinas, foram discutidas e realizadas em colaboração com a equipe médica. Ferramentas digitais (planilhas Google, prontuários eletrônicos) foram incorporadas para sistematizar o acompanhamento longitudinal e viabilizar o reagendamento para avaliação das metas clínicas. Discussão: A experiência demonstra que a inserção do farmacêutico no serviço de psiquiatria reforça o cuidado integral e a detecção precoce de comorbidades. O acompanhamento farmacêutico, regulamentado pela RDC CFF nº 515/2013, legitima essa atuação no monitoramento metabólico. A integração multiprofissional e o uso de recursos digitais foram cruciais para a sistematização do cuidado e a efetividade das intervenções.</p>2025-12-16T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Samuel Torres de Medeiros, Quezia Moreira Maia Felício, Fátima Vieira Lima, Virna Jucá Saraivahttps://revistas.uece.br/index.php/dipsm/article/view/16871Café e elogio2025-12-14T09:47:10-03:00Antonia Valdenia Moreira da Silvavaldeniamoreiras@gmail.comIngrid Fontenele Rocha Negreirosuece@uece.br<p><strong>Objetivo: </strong>Este artigo tem como objetivo apresentar a experiência do projeto "Café e Elogio", desenvolvido pela Ouvidoria de um Hospital Psiquiátrico, como estratégia para valorizar e reconhecer os profissionais elogiados. <strong>Relato de experiência: </strong>A ação consiste em encontros periódicos com os referidos profissionais, promovendo um espaço acolhedor para escuta, gratidão e reforço de boas práticas. A iniciativa busca fortalecer a cultura do elogio como ferramenta para uma gestão humanizada, promovendo o cuidado com o trabalhador e ampliando o papel estratégico da Ouvidoria dentro da instituição, buscando desmistificar a Ouvidoria como um espaço apenas para reclamações. <strong>Discussão:</strong> Os resultados indicam impactos positivos, registrados através do aumento dos elogios, que são explorados e apresentados à luz da compreensão de autores como Freud, Hegel e outros no artigo.</p>2025-12-16T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Antonia Valdenia Moreira da Silva, Ingrid Fontenele Rocha Negreiroshttps://revistas.uece.br/index.php/dipsm/article/view/16873Transformando vidas e gerando protagonismo2025-12-14T10:17:12-03:00Maria dos Remédios Moura Camposremcampos@yahoo.com.br<p><strong>Objetivos: </strong>Este Relato de Experiência descreve dez Projetos de Humanização em saúde mental, que são realizados pela autora, no Hospital de Saúde Mental Professor Frota Pinto (HSM), com o objetivo de prover espaços acolhedores, estimular o protagonismo e a cooperação dos pacientes para que se tornem-se agentes de melhor ambiência das unidades em que estão internados. <strong>Relato de experiência: </strong>Os projetos são qualitativos, executados semanalmente e baseiam-se no método Afeto Catalizador, que consiste no método científico desenvolvido por Nise da Silveira[1] e fundamentado na aceitação e respeito da individualidade e autonomia do paciente - a quem denominava honrosamente de cliente - e na relação terapêutica autêntica e genuína. No momento em que o paciente está sendo acompanhado de uma forma empática, assídua, contínua e sem emissão de juízo de valor estético por um terapeuta, ele vai se sentir acolhido. Esse processo faz com que a pessoa que é tão rejeitada, se sinta pertencente. O terapeuta também utiliza a comunicação não verbal como o toque, o olhar e a postura afetuosa para transmitir apoio e compreensão. É importante validar as emoções e experiências do paciente para auxiliá-lo a sentir-se mais seguro e confiante. <strong>Discussão:</strong> Por ser musicoterapeuta, a autora trabalha também com princípios da Arteterapia que tem muitas aproximações com o Afeto Catalizador, onde é possível constatar o quanto a arte e o afeto genuíno tornam-se instrumentos e fortes aliados no trabalho em saúde mental terciária, favorecendo bem-estar, socialização, autonomia, criatividade, espontaneidade e autoexpressão, transformando o período de internação psiquiátrica mais terapêutico.</p>2025-12-16T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Maria dos Remédios Moura Camposhttps://revistas.uece.br/index.php/dipsm/article/view/16813Comportamento alimentar disruptivo, aspectos nutricionais, farmacológicos e inflamatórios de crianças e adolescentes no espectro autista2025-12-07T18:13:40-03:00Ludmila Barbosa de Lima Sousaludmilablimasnutri@gmail.comAlice Callado de Menezesueceu@uece.brLyz Damasceno Fabríciouece@uece.brJúlia Maria Ramos Salesuece@uece.brGiordana Carla Vasconcelos da Silvauece@uece.brVictoria Maria Ferreira Limauece@uece.brLeticia Lara Lima de Souzauece@uece.brLia Studart do Valeuece@uece.brAna Patrícia de Oliveira Moura Limauece@uece.brFrancisca Cléa Florenço de Sousauece@uece.br<p><strong>Objetivo:</strong> Discutir a integração dos aspectos inflamatórios, farmacológicos, comportamentais e nutricionais no espectro autista infantojuvenil. <strong>Metodologia:</strong> Trata-se de uma pesquisa transversal, descritiva e quantitativa no período de Julho a Outubro de 2024. O cálculo amostral foi de 60 indivíduos, diagnosticados com TEA. Aplicados questionários socioeconômicos, antropométricos e de comportamento alimentar, além de coleta salivar para avaliação de citocina pró-inflamatória. Nos dados, foi utilizado o <em>software Microsoft Excel</em>, utilizando estatística descritiva e cálculo da Razão de Prevalência (RP). O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética da Universidade de Fortaleza (parecer nº 5.230.635). <strong>Resultados:</strong> A amostra foi composta por 77 crianças e adolescentes, com idade entre 2 a 17 anos. Com predominância do sexo masculino e vulnerabilidade socioeconômica. Observou-se inadequações energéticas progressivas com a idade e ingestão subótima de vitaminas D, E, A, C e zinco. O estado nutricional apresentou heterogeneidade, com uma significativa prevalência de excesso de peso. Os níveis de IL-1 aumentaram conforme a idade. No tratamento farmacológico, destacou-se o uso de antipsicóticos, especialmente risperidona. <strong>Conclusão: </strong>Crianças e adolescentes com TEA apresentam seletividade alimentar, ingestão nutricional subótima, elevação de marcadores inflamatórios e uso de antipsicóticos, que interagem e impactam no estado nutricional e no comportamento alimentar. Desse modo, destaca-se a importância de pesquisas futuras que aprofundem as conexões entre estas questões a fim de direcionar condutas clínicas seguras e eficazes nesse público. Além disso, que auxilie no acompanhamento interdisciplinar com o desenvolvimento de estratégias além de políticas públicas que ampliem o acesso ao cuidado individual e especializado.</p>2025-12-16T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Ludmila Barbosa de Lima Sousa, Alice Callado de Menezes, Lyz Damasceno Fabrício, Júlia Maria Ramos Sales, Giordana Carla Vasconcelos da Silva, Victoria Maria Ferreira Lima, Leticia Lara Lima de Souza, Lia Studart do Vale, Ana Patrícia de Oliveira Moura Lima, Francisca Cléa Florenço de Sousahttps://revistas.uece.br/index.php/dipsm/article/view/16814Risco cardiometabólico avaliado por variáveis antropométricas em pacientes psiquiátricos de um hospital-dia2025-12-07T18:34:39-03:00Ana Paula Lima Ribeiroanapaularibeiro.nutri@gmail.comJuliana Raissa Oliveira Ricarteuece@uece.brLyz Damasceno Fabríciouece@uece.brYanna Letícia Menezes Paivauece@uece.brIsabela Sampaio Macedouece@uece.brAntonia Alzira Alves Barbozauece@uece.brRafaella Maria Monteiro Sampaiouece@uece.brTicihana Ribeiro de Oliveirauece@uece.br<p><strong>Objetivo: </strong>Investigar o risco cardiometabólico avaliado por variáveis antropométricas em pacientes acompanhados em um hospital-dia. <strong>Metodologia: </strong>Estudo transversal, descritivo, de abordagem quantitativa, realizado em um hospital-dia localizado em Fortaleza-CE, em 2025. Participaram da pesquisa adultos de ambos os sexos com diagnóstico de transtornos mentais. Foram coletadas as medidas de peso, altura, circunferência da cintura e circunferência do quadril. Foram calculados o índice de massa corporal, a relação cintura-quadril e a relação cintura-estatura. Os dados foram submetidos a análises estatísticas descritivas (média, desvio-padrão, frequência simples e porcentagem) utilizando o programa <em>Statistical Package for the Social Sciences</em> (SPSS), versão 20.0. <strong>Resultados: </strong>Foram avaliados 16 pacientes, 62,5% (n = 10) mulheres e 37,5% (n = 6) homens, com média de idade de 42,81 ± 15,00 anos. A maioria apresentou diagnóstico de obesidade (62,5%; n = 10) e risco cardiometabólico segundo as variáveis antropométricas. <strong>Conclusão: </strong>Os achados reforçam a importância do monitoramento de indicadores antropométricos em pacientes em cuidados de saúde mental, considerando a relação entre transtornos mentais e risco cardiometabólico.</p>2025-12-16T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Ana Paula Lima Ribeiro, Juliana Raissa Oliveira Ricarte, Lyz Damasceno Fabrício, Yanna Letícia Menezes Paiva, Isabela Sampaio Macedo, Antonia Alzira Alves Barboza, Rafaella Maria Monteiro Sampaio, Ticihana Ribeiro de Oliveirahttps://revistas.uece.br/index.php/dipsm/article/view/16870Nise da Silveira2025-12-14T09:40:54-03:00Yzy Maria Rabelo Câmarayzycamara@gmail.comAdriana Melo de Fariasadrianamelo26101975@gmail.comAdriano José Almeida Maiaadrianojalmeida2012@gmail.comFábio Henrique Queiroz Pereirafabiohqp@gmail.comMarjorie Araújo Carvalho Albuquerquemarjoriealbuquerque@gmail.com<p><strong>Objetivo: </strong>Este artigo tem por objetivo, abordar a vida e a obra de Nise da Silveira: psiquiatra ousada, tenaz e pioneira que questionou os valores hegemônicos da Psiquiatria de sua época, pautados nas terapêuticas biológicas no tratamento dos transtornos mentais. <strong>Metodologia:</strong> Esta é uma pesquisa qualitativa, focada na saúde mental e baseada nas obras de Silveira e em artigos e dissertações do banco de dados científicos SciElo. As informações coletadas foram categorizadas à luz do método Análise do Discurso de Bardin. Utilizando a Arte como importante recurso terapêutico para acessar a subjetividade psicótica e produzir práticas humanizadas em saúde mental e ciência, Nise da Silveira desenvolveu o método Afeto Catalizador que potencializou protagonismo, criatividade, espontaneidade, autoestima e pertencimento social nas pessoas assistidas por ela e seus monitores. <strong>Resultados:</strong> Nise da Silveira é uma vangaurdista do Movimento da Luta Antimanicomial e da Reforma Psiquiátrica brasileira por ter introduzido vivências humanizadas no tratamento de pessoas com transtornos mentais severos e persistentes.</p>2025-12-16T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Yzy Maria Rabelo Câmara, Adriana Melo de Farias, Adriano José Almeida Maia, Fábio Henrique Queiroz Pereira, Marjorie Araújo Carvalho Albuquerquehttps://revistas.uece.br/index.php/dipsm/article/view/16872Determinações da saúde mental2025-12-14T09:51:51-03:00Tahiana Meneses Alvestahiana.meneses@uece.br<p><strong>Objetivo</strong>: analisar as determinações sociais da saúde mental a partir da história de vida de uma mulher preta com diagnóstico psiquiátrico, em tratamento em uma unidade de internação do Hospital de Saúde Mental Frota Pinto, em Fortaleza, Ceará. <strong>Metodologia</strong>: pesquisa do tipo social, de abordagem qualitativa e procedimentos da pesquisa bibliográfica e da pesquisa de campo, utilizando como técnica a entrevista de história de vida. <strong>Resultados:</strong> a análise da história da entrevistada, realizada a partir do suporte teórico da Teoria da Reprodução Social (TRS), expressa diversas determinações sociais da saúde mental, como o trabalho precarizado, a pobreza extrema, a maternidade e a violência de gênero no relacionamento afetivo-amoroso. <strong>Considerações finais</strong>: o sofrimento/adoecimento expressa uma conexão imanente com as relações sociais de classe, raça e gênero forjadas na sociabilidade capitalista e objetivada na particularidade da formação social brasileira, de herança colonial e escravista. O cuidado em saúde mental que se pretende integral e humanizado precisa considerar e combater essas desigualdades.</p>2025-12-16T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Tahiana Meneses Alveshttps://revistas.uece.br/index.php/dipsm/article/view/16882Anais da IX Jornada Científica do HSMPFP – 21 a 23/10/2025 - “(R)Evolução Digital: Desafios e Possibilidades na Saúde Mental2025-12-15T22:49:32-03:00<p>.</p>2025-12-16T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 https://revistas.uece.br/index.php/dipsm/article/view/16811Eventos adversos neuropsiquiátricos relacionados ao uso de agonistas do receptor de GLP-12025-12-07T10:37:41-03:00Ana Carolina Parahyba Asforasforcarol@hotmail.comTicihana Ribeiro de Oliveiraticihanaoliveira@hotmail.comMatheus Eugênio de Sousa Limalima_matheus@hotmail.com<p><span style="font-weight: 400;">Objetivo: Avaliar os principais eventos adversos neuropsiquiátricos associados ao uso de agonistas do receptor de GLP-1. Metodologia: Esta revisão sistemática analisou artigos publicados entre 2019 e 2025 nas bases PubMed e Medline, utilizando os termos de busca </span><em><span style="font-weight: 400;">“GLP-1 agonist”</span></em><span style="font-weight: 400;">, </span><em><span style="font-weight: 400;">“mental disorders”</span></em><span style="font-weight: 400;"> e </span><em><span style="font-weight: 400;">“adverse effects”</span></em><span style="font-weight: 400;">. Foram incluídos delineamentos observacionais e experimentais. Nove artigos foram selecionados, abrangendo delineamentos diversos, como farmacovigilância, coortes retrospectivas, randomização mendeliana e análises </span><em><span style="font-weight: 400;">post hoc</span></em><span style="font-weight: 400;"> de ensaios clínicos. Resultados: Estudos de farmacovigilância identificaram possível associação entre agonistas do receptor de GLP-1 e eventos adversos neuropsiquiátricos. Em análises com semaglutida, observaram-se razões ajustadas de 1,70 para depressão, 1,26 para ansiedade e 1,45 para comportamento suicida. Outro estudo indicou razão de 2,55 para ideação suicida em usuários de semaglutida para perda de peso, além de relatos de transtornos alimentares. Em contraste, análises </span><em><span style="font-weight: 400;">post hoc</span></em><span style="font-weight: 400;"> de ensaios clínicos não mostraram diferenças significativas em sintomas depressivos ou ideação suicida frente ao placebo. Estudos de randomização mendeliana sugeriram risco reduzido de ativação do receptor de GLP-1 para esquizofrenia, transtorno bipolar e bulimia nervosa, e um estudo transversal associou a semaglutida à redução de sintomas ansiosos e depressivos. Conclusão: A relação causal entre agonistas do receptor de GLP-1 e eventos adversos neuropsiquiátricos graves não está totalmente estabelecida. A heterogeneidade metodológica e fatores confundidores explicam as discrepâncias: enquanto estudos de farmacovigilância levantam alertas, estudos com delineamento mais controlado não confirmam causalidade. Recomenda-se o monitoramento ativo de pacientes em tratamento, sendo necessários ensaios clínicos randomizados de maior escala para elucidar a relação risco-benefício desses fármacos.</span></p>2025-12-16T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Ana Carolina Parahyba Asfor, Ticihana Ribeiro de Oliveira, Matheus Eugênio de Sousa Limahttps://revistas.uece.br/index.php/dipsm/article/view/16816Adesão à medicação em saúde mental2025-12-07T18:58:55-03:00Lisandra Juvêncio da Silvalisandrajuvencio@gmail.comLuísa Cordeiro Studart Gurgeluece@uece.brJoão Victor Souza Oliveirauece@uece.brEduarda Maria Neris Cimadoniuece@uece.brVirna Jucá Saraivauece@uece.br<p><strong>Objetivo</strong>: Discutir as barreiras relacionadas à adesão à medicação em pacientes em tratamento psiquiátrico e o papel potencial de tecnologias digitais no apoio ao uso racional de medicamentos em contextos de poucos recursos. <strong>Metodologia</strong>: Relato de experiência da farmácia clínica em hospital psiquiátrico associado a uma revisão narrativa da literatura realizada nas bases SciELO, LILACS e MEDLINE, entre 2015 e 2025, utilizando os descritores DeCS/MeSH Adesão à Medicação, Transtornos Mentais, Educação do Paciente como Assunto e Tecnologia em Saúde. <strong>Desenvolvimento</strong>: A baixa adesão está relacionada a múltiplos fatores, incluindo efeitos adversos, estigma, falta de compreensão sobre o tratamento e influências externas. Evidências demonstram que intervenções digitais podem melhorar a adesão, porém barreiras como desigualdade digital dificultam a implementação em hospitais públicos. Tecnologias simples e acessíveis emergem como alternativas viáveis. <strong>Considerações Finais</strong>: O uso de ferramentas digitais pode fortalecer o papel do farmacêutico clínico e da equipe multiprofissional na promoção do uso racional de psicotrópicos e na melhoria da adesão à medicação em saúde mental, mesmo em contextos de limitação estrutural.</p>2025-12-16T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Lisandra Juvêncio da Silva, Luísa Cordeiro Studart Gurgel, João Victor Souza Oliveira, Eduarda Maria Neris Cimadoni, Virna Jucá Saraiva