v. 30 n. 1 (2020): Revista Ciência Animal
Relato de Caso

A FISIOTERAPIA NO TRATAMENTO DAS SEQUELAS DE CINOMOSE

Milena Glansmann Campos
Centro Universitário Presidente Antônio Carlos (UNIPAC)
Leonardo Toshio Oshio
Centro Universitário Presidente Antônio Carlos (UNIPAC)
Anna Marcella Neves Dias
Centro Universitário Presidente Antônio Carlos (UNIPAC)
Rhadanna Tonetti Botelho
Centro de Reabilitação Juiz de Fora

Publicado 2020-12-31

Palavras-chave

  • Cinomose,
  • fisioterapia veterinária,
  • reabilitação,
  • sequelas

Como Citar

CAMPOS, M. G.; OSHIO, L. T.; DIAS, A. M. N.; BOTELHO, R. T. A FISIOTERAPIA NO TRATAMENTO DAS SEQUELAS DE CINOMOSE. Ciência Animal, [S. l.], v. 30, n. 1, p. 154–161, 2020. Disponível em: https://revistas.uece.br/index.php/cienciaanimal/article/view/9664. Acesso em: 10 jan. 2026.

Resumo

A cinomose é uma doença viral e multissistêmica que afeta os principais órgãos do corpo. Os sinais clínicos têm evolução gradativa e os animais afetados podem apresentar anorexia, desidratação, diarreia, alterações respiratórias, oculares e sinais neurológicos, gerando transtornos na mobilidade e no bem-estar do animal. O tratamento complementar implica no uso da fisioterapia veterinária que vem obtendo resultados satisfatórios na recuperação das sequelas de cinomose. O objetivo do estudo foi relatar um caso clínico no qual foram utilizados recursos fisioterapêuticos para tratamento das sequelas de cinomose. A cadela do presente relato, foi diagnosticada com cinomose e, após finalizado o tratamento convencional, pôde constatar sequelas recorrentes dessa doença, tais como: atrofia muscular generalizada, inúmeras contraturas e incapacidade de deambular. Após realizar quatorze sessões de fisioterapia, ao se utilizar magnetoterapia, eletroterapia, cinesioterapia, laserterapia e hidroterapia, a cadela recebeu alta do tratamento devido à melhora. Portanto, a fisioterapia apresenta propriedades importantes e eficazes que quando associadas, podem auxiliar no tratamento das sequelas decorrentes da cinomose. Com isso, proporciona redução dos sinais clínicos, melhoria na qualidade de vida e bem-estar do animal e, consequentemente, contribui para o retorno das atividades diárias e impacto significativo para o paciente.

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