v. 34 n. 4 (2024): Revista Ciência Animal
Relato de Caso

SEPTICEMIA EM QUATI-DE-CAUDA-ANELADA EM DECORRÊNCIA DA AÇÃO DE PSEUDOMONAS AERURIGNOSA e PROTEUS sp

Jonathan Bryan Lins Nascimento Sant’Ana CORRÊA
Curso de Medicina Veterinária do Centro Universitário CESMAC
João Lucas da Silva André ACIOLI
Curso de Medicina Veterinária do Centro Universitário CESMAC
Fabiano Rocha PRAZERES JÚNIOR
Curso de Medicina Veterinária do Centro Universitário CESMAC
José Alvim de Melo NETO
Médico Veterinário Autônomo
Karina Pessoa OLIVEIRA
Curso de Medicina Veterinária do Centro Universitário CESMAC
Kézia dos Santos CARVALHO
Curso de Medicina Veterinária do Centro Universitário CESMAC

Publicado 2024-12-30

Palavras-chave

  • Bactéria,
  • infecção,
  • cativeiro

Como Citar

CORRÊA, J. B. L. N. S.; ACIOLI, J. L. da S. A.; JÚNIOR, F. R. P.; NETO, J. A. de M.; OLIVEIRA, K. P.; CARVALHO, K. dos S. SEPTICEMIA EM QUATI-DE-CAUDA-ANELADA EM DECORRÊNCIA DA AÇÃO DE PSEUDOMONAS AERURIGNOSA e PROTEUS sp. Ciência Animal, [S. l.], v. 34, n. 4, p. 180–186, 2024. Disponível em: https://revistas.uece.br/index.php/cienciaanimal/article/view/14742. Acesso em: 9 jan. 2026.

Resumo

De forma geral, os procionídeos são facilmente mantidos em cativeiro, desde que esse corresponda às necessidades básicas para a espécie. O cativeiro deve conter poleiros e galhos de diâmetros variados, e como os procionídeos
são excelentes escavadores, o piso deve ter uma base de cimento para evitar possíveis fugas, sendo recoberto com areia. Dentro do gênero Pseudomonas sp., a Pseudomonas aeruginosa é um dos agentes mais descritos em
processos infecciosos nos animais, podendo ser encontrada desde o substrato do recinto ou ambiente onde vivem, até em partes do corpo. Um outro gênero bacteriano que também está envolvido em processos infecciosos, nesta espécie animal é o Proteus. O trato urinário e pavilhão auditivo são os locais mais comuns a serem afetados por esse tipo de bactéria. Este trabalho demonstrou que a ação dos agentes Psudomonas aeruginosa e Proteus sp produziram uma infecção concomitante local, em que o quadro de infecção evoluiu para um quadro septicêmico, que posteriormente, levou o animal a óbito. Por tanto, a ação desses agentes deve ser sempre considerada como a causa de morte nesta espécie.

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