v. 33 n. 1 (2023): Revista Ciência Animal
Artigos Originais

FRATURAS APENDICULARES EM CÃES E GATOS: MÉTODOS DE TRATAMENTO E DESFECHOS

Thayná de Souza MARTINS
Curso de Medicina Veterinária da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul.
Bernardo SCHMITT
Curso de Medicina Veterinária da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul.
Gabriele Maria Callegaro SERAFINI
Curso de Medicina Veterinária da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul

Publicado 2023-04-11

Palavras-chave

  • Osteossíntese,
  • Cicatrização,
  • Implantes,
  • Evolução

Como Citar

MARTINS, T. de S.; SCHMITT, B.; SERAFINI, G. M. C. FRATURAS APENDICULARES EM CÃES E GATOS: MÉTODOS DE TRATAMENTO E DESFECHOS. Ciência Animal, [S. l.], v. 33, n. 1, p. 79–85, 2023. Disponível em: https://revistas.uece.br/index.php/cienciaanimal/article/view/10489. Acesso em: 9 jan. 2026.

Resumo

O objetivo deste estudo retrospectivo foi identificar a ocorrência de fraturas apendiculares em cães e gatos, os métodos de tratamento e os resultados obtidos com os mesmos, no Hospital Veterinário (HV) da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (Unijuí), no município de Ijuí - RS, no período de abril de 2013 a abril de 2022. De um total de 370 procedimentos cirúrgicos para tratamento de fraturas do esqueleto apendicular, 117 foram em fêmur (31,6%), 77 em tíbia e fíbula (20,8%), 62 em rádio e ulna (16,8%), 49 em úmero (13,2%), 45 em pelve (12,2%), 7 em metatarso e metacarpo (1,9%), 7 em tarso e carpo (1,9%), 4 em escápula (1,1%) e 2 em falanges (0,5%). O número de procedimentos foi superior ao número de animais, pois alguns apresentavam mais de uma fratura em diferentes ossos. Entre os 329 animais reportados neste estudo, concluiu-se que a principal causa de fraturas em cães e gatos foi atropelamento, sendo os filhotes os mais acometidos e as fraturas femorais as mais frequentes. Os fixadores esqueléticos externos destacaram-se como o método mais utilizado e o desfecho das osteossínteses foi satisfatório, sendo que a maior casuística correspondeu a fraturas cicatrizadas.

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