https://revistas.uece.br/index.php/centurias/issue/feed CENTÚRIAS - Revista Eletrônica de História 2025-12-20T14:53:05-03:00 Cintya Chaves centurias.revista@uece.br Open Journal Systems <p>A CENTÚRIAS - Revista Eletrônica de História foi criada em 2023, pelo Programa de Educação Tutorial - PET/MEC, do curso de História, da Faculdade de Filosofia Dom Aureliano Matos - FAFIDAM, <em>campus</em> da Universidade Estadual do Ceará - UECE, na cidade de Limoeiro do Norte – Ce. A Revista se destina à divulgação de artigos produzidos por pesquisadores sem oferecer restrição de titulação, podendo nela publicar discentes e docentes de História. Pautando a excelência dos conteúdos publicados, o periódico conta com uma Equipe Editorial constituída por professores-pesquisadores da área de História. </p> <p><span style="vertical-align: inherit;">e-ISSN: 2965-1867</span></p> <p>Revista classificada no sistema <strong>Qualis</strong>-CAPES como <strong>B2.</strong></p> https://revistas.uece.br/index.php/centurias/article/view/16910 APRESENTAÇÃO 2025-12-19T08:05:08-03:00 Priscilla Régis Cunha de Queiroz priscilla.queiroz@ufca.edu.br Juliana Magalhães Linhares julianalinhares05@gmail.com <p>O presente dossiê nasceu do esforço conjunto para explorar as complexas dinâmicas sociais que moldaram o Brasil após 1888, cientes que a abolição da escravidão extinguiu formalmente a instituição escravista, mas não assegurou a incorporação plena da população negra e pobre à cidadania republicana. A nova ordem social manteve desigualdades estruturais, sustentadas por mecanismos de exclusão que foram juridicamente reconfigurados, mas que preservaram, em larga medida, a lógica de coerção e subalternização herdada do regime escravista (CHALHOUB, 1990; MATTOS, 1998). Os artigos aqui reunidos, organizados por nós, professoras Priscilla Régis Cunha de Queiroz (UFCA) e Juliana Magalhães Linhares (Faculdade 05 de Julho), mergulham em pesquisas que investigam como as populações negras, muitas vezes marginalizadas, forjaram suas identidades, reivindicaram direitos e construíram a cidadania em um cenário permanente de exclusão. Os textos aqui reunidos buscam dar conta da construção de pesquisas sólidas que, em seu transcurso de consolidação, somaram à produção do debate historiográfico, destacando a importância das pesquisas sobre a construção da cidadania pós-abolição no Brasil.</p> 2025-12-19T00:00:00-03:00 Derechos de autor 2025 Priscilla Régis Cunha de Queiroz, Juliana Magalhães Linhares https://revistas.uece.br/index.php/centurias/article/view/15896 ABOLIÇÃO INACABADA 2025-07-21T17:01:09-03:00 Kaique Rodrigues Vieira kaaahvieira@gmail.com <p>Este artigo analisa as representações da população negra nos jornais brasileiros entre 1888 e 1930, no contexto pós-abolição. A partir de uma revisão historiográfica recente e de contribuições teóricas sobre raça, representações e cidadania, o trabalho busca compreender como a imprensa retratou os ex-escravizados, ora reforçando estigmas raciais, ora denunciando suas condições de vida. A análise se apoia em fontes documentais, como periódicos, caricaturas e estatísticas, além da contribuição de autores como Beatriz Nascimento, Lilia Schwarcz, Kabengele Munanga e Frantz Fanon. Com isso, pretende-se contribuir para o debate sobre a construção simbólica da cidadania negra no Brasil e os mecanismos de invisibilização e resistência frente à exclusão social e ao racismo estrutural.</p> 2025-12-19T00:00:00-03:00 Derechos de autor 2025 Kaique Rodrigues Vieira https://revistas.uece.br/index.php/centurias/article/view/16084 ENTRE A PROVÍNCIA E A CORTE 2025-12-15T08:09:48-03:00 Alisson Freitas da Silva alisson.freitas@aluno.uece.br <p>Este estudo pretende refletir sobre a relação entre política e abolicionismo no Ceará a partir da formação da Tríplice Aliança, coligação política formada em meados dos anos 1880 que apresentava tanto políticos liberais quanto conservadores ligados à políticos sediados na Corte. Inserindo-se em meio aos debates políticos do período, o artigo busca compreender quais os objetivos da criação dessa coligação, os principais agentes que estiveram envolvidos em suas ações e como o grupo se comportava. Dessa forma, se almeja realizar um jogo de escalas, articulando o contexto cearense e o âmbito imperial. A análise se baseia em dois conjuntos documentais principais: a imprensa e em correspondências. No primeiro, o cotidiano político era gerador de inúmeros textos, contendas, crônicas e pronunciamentos partidários; já no segundo, constam informações, mudanças de direção e dados confidenciais intercambiados entre os próprios políticos envolvidos na Tríplice. Há poucas menções sobre essa coligação na historiografia local, logo, sua análise nos possibilita dar um novo ângulo para a relação entre política e abolicionismo no Ceará, principalmente no tocante às ações escravistas que se desenharam no Ceará após o dia 25 de março de 1884.</p> 2025-12-20T00:00:00-03:00 Derechos de autor 2025 Alisson Freitas da Silva https://revistas.uece.br/index.php/centurias/article/view/15674 ENTRE DEMOCRACIA RACIAL E A CIDADANIA DA POPULAÇÃO NEGRA PÓS - ABOLIÇÃO 2025-06-24T09:46:23-03:00 Thiago Medeiros Fernandes kakohistoria@gmail.com <p>O presente artigo compreende discutir as tensões sociais e seus desdobramentos nas relações sociais no contexto pós-abolição, partindo do itinerário formativo das organizações negras e suas dissonâncias e consonâncias pelo aporte da educação, com base crucial para uma conscientização racial. Bem como analisar o percurso político e social que abrangeu a Frente Negra Brasileira para o processo de inserção social na sociedade do pós-abolição. Então, a base metodológica contempla uma revisão bibliográfica e periódicos do período. Tal escolha parte de jornais que contemplem sua produção para a comunidade negra, assim como um olhar teórico das relações sociais estabelecidas pela História Social, por uma análise dos sujeitos e suas migrações relacionais para a construção de uma identidade negra por meio da educação. Desta forma, utiliza-se como suporte teórico-conceitual de problematização a <em>democracia racial</em> (FERNANDES, 2008), bem como sua análise ancorada pela <em>memória herdada</em> (POLLAK, 1992), ambos alicerçam o debate sobre a resistência para o alcance da cidadania da população negra no pós-abolição. Por fim, o quanto as organizações negras pós-abolição foram cruciais na construção da identidade por meio da educação, principalmente no que tange os direitos da cidadania plena na sociedade no contexto da pós-abolição.O presente artigo compreende discutir as tensões sociais e seus desdobramentos nas relações sociais no contexto pós-abolição, partindo do itinerário formativo das organizações negras e suas dissonâncias e consonâncias pelo aporte da educação, com base crucial para uma conscientização racial. Bem como analisar o percurso político e social que abrangeu a Frente Negra Brasileira para o processo de inserção social na sociedade do pós-abolição. Então, a base metodológica contempla uma revisão bibliográfica e periódicos do período. Tal escolha parte de jornais que contemplem sua produção para a comunidade negra, assim como um olhar teórico das relações sociais estabelecidas pela História Social, por uma análise dos sujeitos e suas migrações relacionais para a construção de uma identidade negra por meio da educação. Desta forma, utiliza-se como suporte teórico-conceitual de problematização a <em>democracia racial</em> (FERNANDES, 2008), bem como sua análise ancorada pela <em>memória herdada</em> (POLLAK, 1992), ambos alicerçam o debate sobre a resistência para o alcance da cidadania da população negra no pós-abolição. Por fim, o quanto as organizações negras pós-abolição foram cruciais na construção da identidade por meio da educação, principalmente no que tange os direitos da cidadania plena na sociedade no contexto da pós-abolição.</p> 2025-12-20T00:00:00-03:00 Derechos de autor 2025 Thiago Medeiros Fernandes https://revistas.uece.br/index.php/centurias/article/view/16151 TUTELA, CONDENA Y LIBERTAD VIGILADA EN FORTALEZA - CE 2025-09-21T13:57:21-03:00 Juliana Magalhaes Linhares julianalinhares05@gmail.com <p>Este artículo analiza el aumento de los términos de tutela y de los contratos de <em data-start="112" data-end="121">soldada</em> en Fortaleza a finales del siglo XIX, contextualizándolos en el proceso de transición del trabajo esclavizado al trabajo libre en Brasil. Se parte de la hipótesis de que tales mecanismos fueron activados como formas de disciplinamiento social, especialmente de la infancia pobre y racializada, en un contexto marcado por el fin de la esclavitud, la sequía y el crecimiento del número de huérfanos e <em data-start="521" data-end="531">ingênuos</em>. A partir del análisis documental, se observan estrategias institucionales orientadas a retirar a niños y adolescentes de las calles mediante su vinculación al trabajo doméstico o rural, legitimada por instrumentos legales como los términos de responsabilidad y los contratos de <em data-start="811" data-end="820">soldada</em>. Estos últimos, en particular, revelan elementos de coerción y control al estipular obligaciones para los contratantes y permitir el uso del trabajo infantil mediante un pago simbólico. Entre 1883 y 1888 se registraron 97 contratos que involucraron a 105 menores —huérfanos, libertos e <em data-start="1107" data-end="1117">ingênuos</em>—, lo que evidencia una práctica recurrente de colocación de jóvenes bajo la tutela de antiguos amos o de familias interesadas en la explotación de su fuerza de trabajo. El análisis sugiere que estas prácticas no estaban orientadas por motivaciones humanitarias, sino por la necesidad de reconfigurar el control sobre los cuerpos infantiles en el nuevo régimen de trabajo libre, prolongando, bajo otras formas, la lógica de explotación característica del período esclavista.</p> 2025-12-29T00:00:00-03:00 Derechos de autor 2025 Juliana Magalhaes Linhares https://revistas.uece.br/index.php/centurias/article/view/15911 UMA VIDA DE SURURU 2025-09-21T13:06:30-03:00 Willian Scalco Pain scalcopain@gmail.com <p>Este artigo analisa como Graciliano Ramos, em seu livro <em>Angústia</em> (1936), constrói uma representação sensível da cidade de Maceió no início do século XX, ressaltando as contradições sociais e existenciais da modernidade urbana. O objetivo almejado é o de investigar a relação entre História e Literatura, explorando como o autor articula, por meio da trama de seu texto, os espaços urbanos, isto para destacar as desigualdades, tensões política e os impactos do capitalismo incipiente sobre a subjetividade. A abordagem combina análise literária e contexto histórico, considerando a trajetória pessoal do autor e o jogo simbólico dos ambientes descritos. Conclui-se que Ramos imagina o espaço urbano como força opressora que materializa uma modernidade fragmentada, na qual a promessa de progresso convive com o desamparo e a alienação. Desse modo, a cidade narrada em <em>Angústia</em> adquire contornos quase metafísicos, de representação dos processos de tentativa de inserção do país na modernidade ocidental.</p> 2025-11-10T00:00:00-03:00 Derechos de autor 2025 Willian Scalco Pain https://revistas.uece.br/index.php/centurias/article/view/15721 ORAR, BENDECIR Y SANAR: 2025-06-28T14:11:48-03:00 Elton Miranda elton.miranda@aluno.uece.br Ryann Cabral Dias ryann.dias@aluno.uece.br Maria Eduarda Moreira Oliveira meeduarda.moreira@aluno.uece.br <p><span style="font-weight: 400;">Este artículo, perteneciente al campo de la Historia de la Salud y las Enfermedades, busca relacionar la historiografía de la Salud Pública en Brasil y Ceará con las memorias de una curandera de Lagoa Redonda, en Fortaleza. La investigación destaca la construcción de prácticas curativas populares y su importancia para la narrativa histórica a través de la Historia Oral. La metodología adoptada es cualitativa y exploratoria, basada en fuentes bibliográficas y una entrevista realizada en 2023 con una curandera local. A través de este enfoque, el estudio presenta las oraciones y bendiciones como prácticas complementarias a la medicina convencional, destacando su valor cultural y simbólico. Dichas prácticas, además de ofrecer cuidados alternativos, también desempeñan un papel fundamental en la preservación de la Memoria Social, contribuyendo a la comprensión de las experiencias individuales y colectivas relacionadas con la salud. Por lo tanto, el artículo refuerza la relevancia del conocimiento popular en los enfoques históricos de la curación y la enfermedad frente a la modernización, además de contribuir al Patrimonio Cultural Inmaterial de Ceará.</span></p> 2025-11-25T00:00:00-03:00 Derechos de autor 2025 Elton Miranda, Ryann Cabral Dias, Maria Eduarda Moreira Oliveira https://revistas.uece.br/index.php/centurias/article/view/16038 MULHERES FORRAS NA JUSTIÇA 2025-09-21T11:01:36-03:00 Beatriz Sales Dias beatriz.dias@estudante.ufjf.br <p>Este artigo tem como objetivo apresentar, por meio do estudo de um caso específico, uma breve análise sobre a presença de mulheres forras na justiça local da cidade de Mariana, capitania de Minas Gerais, no ano de 1745. Para tanto, faremos uso de um processo-crime do dito ano, no qual estão envolvidas, como autora e ré, duas mulheres pardas forras, Joana de Gouvea e Maria da Costa, ambas moradoras no arraial da Passagem. Através desta ação de ameaça de agressão, intentamos compreender como se davam as manifestações jurídicas das libertas na sociedade em questão e notar a dinâmica de suas relações sociais e econômicas quando acontecia um evento que as levava a procurar a justiça. Além disso, busca-se refletir sobre a agência dessas mulheres dentro de um sistema jurídico colonial que, embora estruturado por fortes hierarquias raciais e sociais, ainda assim oferecia brechas de atuação às pessoas libertas. O estudo também visa contribuir para o debate historiográfico acerca da atuação de sujeitos subalternos na esfera judicial, evidenciando como, mesmo diante de limitações institucionais, essas mulheres conseguiam mobilizar recursos legais para defender seus interesses e reafirmar sua posição social, bem como sua honra.</p> 2025-12-01T00:00:00-03:00 Derechos de autor 2025 Beatriz Sales Dias https://revistas.uece.br/index.php/centurias/article/view/15850 AS NARRATIVAS DE UM BANDIDO MIDIÁTICO 2025-09-21T14:43:45-03:00 Antônia Jéssica Silva antjessica20@gmail.com <p>Este artigo analisa a construção midiática de Paulo Nicácio da Silva, ou o Paulo Queixada, como arquétipo do “bandido do momento” nas páginas do <em>Diário de Natal</em> entre 1983 e 1989. Ao longo desse período, a imprensa local transformou o detento em uma figura ambivalente: simultaneamente estigmatizada e celebrizada. A partir de episódios como a “Chacina da Pororoca” e entrevistas sensacionalistas, Queixada foi apresentado como um símbolo da violência carcerária, deslocando o foco das falhas estruturais do sistema penal para a personalização da criminalidade. Com base em autores como Goffman (2002; 2008), Foucault (2014) e Susin (2022), a pesquisa problematiza como a imprensa atua como um palco simbólico de espetacularização da violência, contribuindo para a legitimação do estigma e da exclusão social. A Penitenciária Doutor João Chaves, espaço emblemático dessa representação, aparece como síntese da falência do sistema prisional potiguar durante a ditadura e seus desdobramentos.</p> 2025-12-16T00:00:00-03:00 Derechos de autor 2025 Antonia Jéssica Silva https://revistas.uece.br/index.php/centurias/article/view/16919 ENTREVISTA COM DANIELA MÁRCIA MEDINA PEREIRA AGAPTO 2025-12-20T14:17:15-03:00 Priscilla Régis Cunha de Queiroz priscilla.queiroz@ufca.edu.br <p><strong>Daniela Márcia Medina Pereira Agapto</strong> é licenciada e mestre em História pela UFC, com doutorado em História Social pela Universidade Federal Fluminense - UFF. Atualmente é professora adjunta da Universidade Estadual do Ceará - UECE, vinculada à Faculdade de Educação, Ciências e Letras do Sertão Central - FECLESC. Desenvolve pesquisas nas áreas de História Social, História do Brasil, Pós-Abolição e Religiosidades Populares, com destaque para os estudos sobre romarias e experiências negras no Nordeste brasileiro no século XIX e início do XX. É autora da tese <em>“Romarias e liberdades: Juazeiro do Norte e o pós-abolição (1860–1914)”</em>, defendida em 2020, e tem atuação ativa em projetos e eventos acadêmicos na área de História. <strong>Lattes:</strong> <a href="http://lattes.cnpq.br/7464481756910523">http://lattes.cnpq.br/7464481756910523</a>. <strong>E- Mail:</strong> <a href="mailto:daniela.medina@uece.br">daniela.medina@uece.br</a>.</p> <p><strong> </strong></p> 2025-12-20T00:00:00-03:00 Derechos de autor 2025 Priscilla Régis Cunha de Queiroz https://revistas.uece.br/index.php/centurias/article/view/16920 ENTREVISTA COM JOSÉ HILÁRIO FERREIRA SOBRINHO 2025-12-20T14:53:05-03:00 Juliana Magalhães Linhares julianalinhares05@gmail.com <p><strong>Hilário Ferreira Sobrinho</strong> é formado em Ciências Sociais, com Mestrado em História Social (UFC). Atualmente é doutorando em História Social na Universidade Federal do Ceará. Autor de importantes obras como: ““<em>Catirina, minha Nêga tão querendo te vendê....”: escravidão, tráfico e negócios no Ceará do século XIX (1850-1881)”</em> e <em>“Abolição no Ceará: um novo olhar”</em>. Lattes: <a href="http://lattes.cnpq.br/8625955524144978">http://lattes.cnpq.br/8625955524144978</a>. E-mail: <a href="mailto:hilario42@gmail.com">hilario42@gmail.com</a>.</p> <p>&nbsp;</p> 2025-12-20T00:00:00-03:00 Derechos de autor 2025 Juliana Magalhães Linhares