https://revistas.uece.br/index.php/GeoUECE/issue/feedRevista GeoUECE2025-12-20T11:04:00-03:00Cláudio Smalley Soares Pereirarevistageouece@gmail.comOpen Journal Systems<p>A <strong>Revista de Geografia - GeoUECE</strong> é uma iniciativa do <strong>Programa de Pós-Graduação em Geografia</strong> da <strong>Universidade da Universidade Estadual do Ceará</strong>. O seu principal objetivo é publicar artigos científicos, ensaios, debates, entrevistas, práticas pedagógicas, traduções técnicas, resenhas inéditas em português e línguas internacionais sobre temas que contribuam para o enriquecimento do debate geográfico. É dirigida a <strong>pesquisadores</strong>, <strong>profissionais e alunos da pós-graduação de Geografia e áreas afins</strong>. A sua organização nas seções propostas permite a publicação de materiais sob diferentes formatos e naturezas. </p> <p><span style="vertical-align: inherit;">Qualis Capes 2017-2020: A4 Geografia.<br />Prefixo DOI: 10.52521<br />e-ISSN: 2315-028X</span></p>https://revistas.uece.br/index.php/GeoUECE/article/view/13104AVALIAÇÃO DA SUSCEPTIBILIDADE À EROSÃO LAMINAR NO ALTO BANABUIÚ (CE) POR MEIO DA COMPARTIMENTAÇÃO MORFOPEDOLÓGICA E ANÁLISE DE TOPOSSEQUÊNCIA2025-05-16T08:46:45-03:00Icaro Breno Da Silvaicarobrenos@hotmail.comDaniel Rodrigues dos Santosdrs.santos@outlook.comLúcia Maria Silveira Mendeslucia.mendes@uece.br<p><em>A abordagem morfopedológica delimita compartimentos a partir da relação entre os aspectos litológicos, geomorfológicos e pedológicos, sendo muito utilizada para o diagnóstico e controle dos processos erosivos. Nesse sentido, a área analisada localiza-se na porção central do estado do Ceará, abrangendo parte das sub-bacias dos rios Patu, Miguel Rodrigues, Bonsucesso e do Meio. O objetivo geral da pesquisa é analisar a susceptibilidade a erosão laminar da bacia hidrográfica do Alto Banabuiú a partir da compartimentação morfopedológica. Decidiu-se pela utilização da análise integrada do ambiente, bem como pela adaptação de metodologias referentes à abordagem morfopedológica. Para isso, foram trabalhados no programa QGIS, dados matriciais e vetoriais que auxiliaram na produção dos mapeamentos temáticos. Ao longo da área, foi possível distinguir seis compartimentos morfopedológicos, sendo os compartimentos III (89,09 km²), I (241,09 km²) e VI (46,97 km²) os mais vulneráveis aos processos erosivos, o que representa 25,5% da área total. O trabalho desenvolvido serve como uma importante fonte para um melhor planejamento e manejo adequado das formas de uso e ocupação do solo em nível de bacia hidrográfica, evitando problemas ambientais e perdas econômicas</em>.</p>2025-05-16T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Icaro Breno Da Silva, Daniel Rodrigues dos Santos, Lúcia Maria Silveira Mendeshttps://revistas.uece.br/index.php/GeoUECE/article/view/14156USO DE JOGOS PARA O ENSINO DE GEOGRAFIA FÍSICA: 2025-11-26T16:37:17-03:00Raquel Camargo Trindaderaquel.trindade@acad.ufsm.brEric Moises Beilfussericmoisesb@outlook.comCarina Petschcarinapetsch@gmail.comTiele Lopes Cabraltielecabral@gmail.com<p><em>O ensino de Geografia Física, por vezes, é trabalhado de forma superficial ou somente com abordagens teóricas, sem usar metodologias que engajam o estudante. Nesse sentido, este artigo objetiva criar e aplicar uma sequência didática envolvendo os processos erosivos de Cacequi (RS), tendo os jogos como métodos de revisão. Participaram das atividades, 66 alunos do sétimo ano, de uma escola localizada em Cacequi (RS). Metodologicamente, a pesquisa foi dividida em: (i) sensibilização teórica e espacial com uso de geotecnologias; (ii) trabalho de campo; e (iii) aplicação de jogos. Quanto aos resultados, os alunos demonstraram conhecimento prévio de Geografia física e se engajaram ao usar as geotecnologias para observar aspectos de relevo, uso e cobertura da terra e hidrografia do município. No trabalho de campo, esclareceram diversas dúvidas, principalmente em relação aos solos arenosos de Cacequi (RS) e o papel da vegetação na contenção da erosão. No que diz respeito aos jogos, os alunos se motivaram em todos, trabalhando em equipe para revisar o conteúdo. Apresentaram algumas dúvidas quanto a conceitos da Geomorfologia, contudo, acertaram a maioria das perguntas envolvendo aspectos físicos do município. Diante do exposto, a sequência didática contribuiu para fomentar o ensino de Geografia física no município de Cacequi (RS).</em></p>2025-11-17T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Raquel Camargo Trindade, Eric Moises Beilfuss, Carina Petsch, Tiele Lopes Cabralhttps://revistas.uece.br/index.php/GeoUECE/article/view/13618JUVENTUDES DAS/NAS PEQUENAS CIDADES BRASILEIRAS:2025-12-13T12:07:58-03:00Gabrielle Bezerra da Silvagabriellebezerrad@gmail.comVictor Hugo Nedel Oliveiravictor.nedel@ufrgs.br<p>Observa-se, mais recentemente, no campo das juventudes, um movimento crescente de esforços direcionados à análise da dimensão espacial desses sujeitos. Nessa perspectiva, as pesquisas sobre as juventudes das/nas pequenas cidades representam um compromisso em compreender a complexidade das experiências juvenis em diferentes contextos espaciais. O objetivo deste estudo foi construir um Estado da Arte das pesquisas na pós-graduação stricto sensu sobre as juventudes das/nas pequenas cidades brasileiras nos últimos dez anos (2014 a 2023). Para tanto, buscou-se dissertações e teses cadastradas na Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD), utilizando os descritores “jovens”, “juventudes” e “cidades pequenas”. Ao todo, 14 trabalhos compuseram a análise. No geral, há uma notável escassez de estudos sobre a temática e, apesar dos enfoques diversos, as pesquisas tenderam a se concentrar na Região Sudeste. Todas foram produzidas em instituições públicas, sendo mais numerosas aquelas vinculadas a PPGs em Geografia. Trata-se, contudo, de um campo em emergência, apresentando múltiplas possibilidades analíticas.</p>2026-01-06T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Gabrielle Bezerra da Silva, Victor Hugo Nedel Oliveirahttps://revistas.uece.br/index.php/GeoUECE/article/view/13144GEODIVERSIDADE E PATRIMÔNIO GEOMORFOLÓGICO NO MUNICÍPIO DE SÃO MIGUEL (RN, BRASIL)2025-05-16T08:46:43-03:00Taynar Alves de Sousataynaralves2002@gmail.comJacimária Fonseca de Medeirosjacimariamedeiros@uern.br<p><em>O objetivo geral desta pesquisa foi inventariar o Patrimônio Geomorfológico existente no município de São Miguel – RN. Assim, a pesquisa adotou uma abordagem abrangente, combinando revisão de literatura, métodos e técnicas de elaboração de produtos cartográficos, atividades de campo e identificação de Geomorfossítios com auxílio da ficha de inventário de Henriques (2023) relacionada as geoformas cristalinas. Como resultado, foram reconhecidos quatro Geomorfossítios (Mirante do Cristo, Cachoeira do Quebra, Afloramento do Oiteiro e Afloramento da Serrinha) que se destacam por sua significativa importância em termos de valores (científico, ecológico, didático, cultural e estético) e de seu uso para atividades recreativas de lazer, turismo de contemplação e como recurso educativo. Além disso, observou-se também a ausência de medidas de proteção nessas áreas até por serem locais vulneráveis que carecem de medidas de proteção e a falta de conhecimento da população local sobre essas áreas. Então, uma proposta relevante seria incluir os Geomorfossítios em um itinerário turístico municipal, em que os órgãos públicos e/ou privados locais, possam estabelecer estratégias de preservação e fornecer infraestrutura mínima de acesso aos locais, como trilhas, sinalizações, apoio de guias turísticos, entre outros. A criação desse itinerário valorizaria os geomorfossítios, conscientizando os moradores locais sobre a riqueza em Geodiversidade.</em></p>2025-05-16T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Taynar Alves de Sousa, Jacimária Fonseca de Medeiroshttps://revistas.uece.br/index.php/GeoUECE/article/view/14452PANORAMA E IMPACTOS SOCIOAMBIENTAIS DAS INUNDAÇÕES NO ESTADO DO MARANHÃO (1985-2014)2025-11-26T16:37:16-03:00Igor de Luccas Santosigorsantos.geografia@gmail.comJamille Oliveira Sousajamille_oliveira@outlook.comTaíssa Caroline Silva Rodriguestaissa.rodrigues@uemasul.edu.brAntonio Cordeiro Feitosaantonio.cf@ufma.br<p><em>A inundação é um dos fenômenos naturais com maior importância para muitos ecossistemas, tendo mais recorrência nas áreas tropicais úmidas de relevo baixo e plano, e que mais impactam a sociedade onde há ocupação de áreas suscetíveis. No estado do Maranhão, a configuração geográfica favorece a excepcionalidade desse fenômeno cujos registros evidenciam uma sucessão de eventos com alta frequência e magnitude; particularmente na região setentrional do território, nomeadamente a mais populosa e povoada, que registra os danos mais severos. Considerando os registros históricos, este estudo foi desenvolvido com o objetivo de analisar os impactos das inundações numa visão panorâmica para todo o estado, utilizando-se como procedimentos metodológicos análise da bibliografia relacionada com a temática, pesquisa documental e de imagens de sensores remotos para dimensionar os fenômenos e subsidiar as discussões de forma abrangente e sistemática. O resultado da pesquisa apresenta um cenário da ocorrência de inundações no estado, bem como o gerenciamento e a gestão dos riscos e danos socioambientais. Destaca-se a importância da identificação das áreas suscetíveis a inundações que colocam a população em situação de risco, sobretudo aquela que reside às margens dos corpos hídricos, necessárias para subsidiar políticas de ordenamento territorial da área urbana e gestão de uso e ocupação das terras.</em></p>2025-11-17T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Igor de Luccas Santos, Jamille Oliveira Sousa, Taíssa Caroline Silva Rodrigues, Antonio Cordeiro Feitosahttps://revistas.uece.br/index.php/GeoUECE/article/view/12789GEOCIÊNCIAS FORENSES APLICADA AS OCORRÊNCIAS DE ACIDENTES COM EMBARCAÇÕES NO ESTUÁRIO AMAZÔNICO2025-04-14T08:05:51-03:00Jailson Corrêa Soeirojailson.soeiro@ig.ufpa.brAline Maria Meiguins de Limaalinemeiguins@gmail.comLudmila Monteiro da Silvaludmila@ufpa.br<p><em>A navegação faz parte do modal de deslocamento de pessoas e produtos ao longo do estuário amazônico, sua frequência e processos hidrometeorológicos associados geram perguntas sobre a influência destes em acidentes ocorridos da região. Tal fato, motiva a proposição de uma análise geoforense adaptada aos indicadores de ocorrências de acidentes ocorridos em ambiente aquático, e seu possível vínculo com agentes hidrometeorológicos como causadores ou catalisadores do processo. O método adotado utilizou a caracterização do comportamento hidrometeorológico do estuário segundo as demandas das principais rotas de navegação utilizadas e das informações cadastrais (10 anos) do Sistema de Estatísticas de Ocorrências do Corpo de Bombeiros do Estado do Pará (SISCOB). Os resultados obtidos demostram que os ambientes fluviais e praial são os mais frequentes em número de ocorrências; não há o registro de picos durante o período de chuvas, porém em 45% do período analisado o percentual de ocorrências é superior a 10%. As conclusões indicam que existe necessidade de ações potenciais para a identificação da real causa dos acidentes e maior atenção do poder público para o transporte fluvial, pela sua grande demanda e frequência na região.</em></p>2025-12-23T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Jailson Corrêa Soeiro, Aline Maria Meiguins de Lima, Ludmila Monteiro da Silvahttps://revistas.uece.br/index.php/GeoUECE/article/view/13778AS CONTRADIÇÕES E CONTRASTES DO ESPAÇO URBANO E A MARGINALIZAÇÃO DA PERIFERIA:2025-12-20T11:04:00-03:00Francisco de Oliveira Vianachiicoviana@outlook.comLucas Silva CarvalhoProfchicooliveira3@gmail.comHermeneilce Wasti Aires Pereira Cunhachiicoviana@outlook.com<p><em>Por uma variedade de fatores, diversas famílias migraram para a cidade, ocasionando o processo denominado de crescimento urbano, onde grande parte desses espaços não estavam preparados para receber esse contingenciamento populacional. Com este inchaço urbano, surgiram problemas como o aumento de áreas insalubres, seguido da ausência de oferta de serviços básicos. A gênese do processo de construção da cidade, sempre foi fundamentado sobre a lógica econômica e não pensada para a equidade do espaço urbano. Partindo desse pressuposto, essas áreas tendem a serem fragmentadas pelos agentes produtores do espaço urbano, formando as regiões de centro e periferia, com condições urbanas bem distintas. A comunidade Jaracaty, recorte espacial deste trabalho, é uma das maiores evidencias dessa segregação socioespacial. Munidos de métodos qualitativos e do levantamento cartográfico e fotográfico da região, temos como principal objetivo demonstrar as contradições e contrastes em relação a comunidade e as demais edificações que a rodeiam. Os resultados indicam que é necessárias e emergenciais intervenções do poder público no sentido de minimizar os efeitos sociais nesses espaços. </em></p>2025-12-27T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Francisco de Oliveira Viana, Lucas Silva Carvalho, Hermeneilce Wasti Aires Pereira Cunhahttps://revistas.uece.br/index.php/GeoUECE/article/view/13414O CARNAVAL DE CASCAVEL-CE2025-08-01T15:42:13-03:00Davi Costa Nascimentodavicostanascimento00@gmail.comChristian Dennys Monteiro de Oliveiracdennys@gmail.com<p><em>O carnaval é uma das festas mais importantes do Brasil e sua composição reverbera diversos processos no desenvolvimento da sociedade e do espaço geográfico. Na contemporaneidade, a festa carnavalesca é entendida como produtora e influente na constituição da dinâmica turístico-cultural e na construção de paisagens festivas. Nessa perspectiva, este trabalho propõe a leitura da percepção dos participantes do Carnaval de Cascavel-CE, na edição 2024, além de observar o evento em sua potencialidade turística associada as marcas de tradicionalidades e transformações da festa. Diante disso, este trabalho utilizou de procedimentos metodológicos e contribuições da perspectiva cultural-humanista, associando estudos de natureza qualitativa a exercícios de delimitação quantitativa, centrados na observação e coleta de dados em campo. A pesquisa identificou os traços de turistificação no desenvolvimento da cultura, dos espaços, das manifestações e nas relações sociais do espaço-tempo carnavalesco de Cascavel.</em></p>2025-12-23T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Davi Costa Nascimento, Christian Dennys Monteiro de Oliveirahttps://revistas.uece.br/index.php/GeoUECE/article/view/14520RENDA DA TERRA E CRISE DOS FERTILIZANTES AGRÍCOLAS A PARTIR DO BRASIL2025-05-16T08:46:41-03:00Ivan Barretoivan_sbarreto@hotmail.com<p><em>O tema da renda da terra no capitalismo é um capítulo denso na história do pensamento econômico, a partir das singularidades da atividade agrária pretende-se analisar a relação entre renda da terra e meios de valorização do trabalho por via do principal gasto operacional das grandes culturas: os fertilizantes agrícolas. A escassez tanto das terras, quanto das jazidas de minerais fertilizantes, demonstra um conflito acelerado pelo monopólio e especulação dos usos dos bens da natureza, afetando a possibilidade de uma possível gestão sustentável dos recursos naturais, do acesso à terra, da produção e custo dos alimentos. O Brasil enquanto produtor de commodities para o mercado mundial, figura como quarto maior consumidor global de fertilizantes (item mais importado pelo país). O monopólio, a finitude das jazidas e subsequente crise da extração e produção de fertilizantes num contexto de dependência econômica anuncia o colapso do modelo agrícola vigente. </em></p>2025-05-16T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Ivan Barretohttps://revistas.uece.br/index.php/GeoUECE/article/view/15707A CIDADE E A JUSTIÇA ESPACIAL2025-11-09T12:29:41-03:00Edward W. Sojaesoja@ucla.eduJean Legrouxlegrouxjean3@gmail.comCláudio Smalley Soares Pereiraclaudio.smalley@uece.br<p>Traduzido de SOJA, Edward W. La ville et la justice spatiale. <em>Justice Spatial/Spatial Justice</em>, n. 1, 2009. Disponível em: <a href="https://www.jssj.org/article/la-ville-et-la-justice-spatiale/">https://www.jssj.org/article/la-ville-et-la-justice-spatiale/</a>. Acesso em: 13 dez. 2024. Os tradutores agradecem a Claire Hancock, Frédéric Dufaux et Sophie Didier pela autorização da publicação desta versão em português. A tradução aqui publicada foi realizada a partir do original em francês e cotejada com as versões em inglês (publicada na mesma edição e número de <em>Justice Spatial/Spatial Justice</em>) e a versão em espanhol, publicada no livro de BRET, Bernard; GERVAIS-LAMBONY, Philippe; HANCOCK, Claire; LANDY, Frédéric (comps.). <em>Justicia e injusticias espaciales</em>. Editor literário Carlos Salamanca Villamizar. Rosario: UNR Editora. Editorial de la Universidad Nacional de Rosario, 2016 (versão traduzida do livro BRET, Bernard; GERVAIS-LAMBONY, Philippe; HANCOCK, Claire; LANDY, Frédéric (comps.). <em>Justice et injustices spatiales. </em>Nanterre: Presses Universitaires de Paris Ouest, 2010).</p>2026-01-04T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Edward W. Soja; Jean Legroux, Cláudio Smalley Soares Pereira